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Trump ameaça Canadá com “direitos aduaneiros de 100%” se houver acordo comercial com a China

Se Mark Carney, primeiro-ministro canadiano, “pensa que vai transformar o Canadá num 'porto de depósito' para a China enviar os seus bens e produtos para os Estados Unidos, está muito enganado", afirmou o presidente norte-americano na sua plataforma Truth Social.

Donald Tump, presidente dos Estados Unidos.
Donald Tump, presidente dos Estados Unidos. Mark Schiefelbein / AP
24 de Janeiro de 2026 às 15:47

O Presidente norte-americano Donald Trump ameaçou este sábado impor "direitos aduaneiros de 100%" sobre as importações do Canadá para os Estados Unidos em caso de acordo comercial entre o Canadá e a China.

Se Mark Carney "pensa que vai transformar o Canadá num 'porto de depósito' para a China enviar os seus bens e produtos para os Estados Unidos, está muito enganado", afirmou o presidente norte-americano na sua plataforma Truth Social, citado pela agência France-Presse.

Donald Trump acrescentou que "a China vai devorar o Canadá, destruindo completamente as suas empresas, o seu tecido social e o seu modo de vida em geral".

A posição do Presidente dos Estados Unidos surge depois de o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, ter anunciado um acordo preliminar em Pequim, na semana passada. Em causa está um acordo para reduzir as tarifas sobre veículos elétricos chineses em troca de tarifas mais baixas sobre produtos agrícolas canadianos.

A ameaça de Trump surge num momento de escalada verbal com Carney, à medida que a pressão do presidente republicano para adquirir a Gronelândia criou tensões no seio da aliança da Nato.

Donald Trump disse esta semana, em Davos, na Suíça, que "o Canadá vive por causa dos Estados Unidos". Carney rejeitou as acusações, afirmando que o seu país pode ser um exemplo de que o mundo não precisa de se curvar face a tendências autocráticas.

Mais tarde, Trump retirou o convite a Carney para integrar o "Conselho da Paz" que está a formar para tentar resolver conflitos globais.

A pressão de Trump para adquirir a Gronelândia surgiu depois de ter repetidamente provocado o Canadá sobre a sua soberania e sugerido que também fosse absorvido pelos Estados Unidos como o 51.º Estado.

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