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Ao minuto05.03.2026

Trump promete medidas para travar subida do petróleo. Marinha e Força Aérea iranianas "foram destruídas"

Conflito no Médio Oriente entra no sexto dia. Irão continua a retaliar ataque sofrido no sábado. EUA prometem manter a pressão sobre o regime iraniano. Acompanhe ao minuto os mais recentes desenvolvimentos da crise no Médio Oriente.

05 de Março de 2026 às 23:49
05.03.2026

Trump promete medidas rápidas para travar subida de preços do petróleo

Donald Trump prometeu esta quinta-feira implementar rapidamente medidas para travar a subida do preço do crude e dos combustíveis devido à guerra no Médio Oriente. "Estão iminentes novas medidas para reduzir a pressão sobre o petróleo", disse o Presidente norte-americano, num evento na Casa Branca.

Apesar do disparo dos preços do crude desde o início do conflito, Trump disse que o petróleo "parece ter praticamente estabilizado. Estava muito baixo, mas tivemos de fazer este pequeno desvio", referiu.

Trump recordou as medidas que já anunciou para os petroleiros que navegam no Médio Oriente: "Ontem (quarta-feira), o meu governo anunciou medidas decisivas para ajudar a manter os preços do petróleo baixos, incluindo a oferta de seguros contra riscos políticos para os petroleiros que transitam pelo Golfo Pérsico, como sabem, um território bastante perigoso."

Antes de anunciar a decisão, Trump esteve reunido com o secretário do Interior, Doug Burgum, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o secretário da Energia, Chris Wright, entre outros conselheiros, para discutir as opções em cima da mesa. “Tudo está a ser considerado e penso que há uma série de ideias”, disse Burgum, citado pela Bloomberg.

Entre as possíveis medidas, está o recurso ao crude das reservas estratégicas dos EUA, que poderá ser coordenado com outros países, a isenção dos requisitos para a mistura de combustíveis e até as compras de futuros de petróleo pelo Tesouro norte-americano nos mercados, refere a agência.          

*Com agências

05.03.2026

Trump afirma que Marinha e Força Aérea do Irão “foram destruídas”

Trump afirma que Marinha e Força Aérea do Irão “foram destruídas”
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05.03.2026

Câmara baixa do Congresso rejeita resolução para travar guerra por escassa margem

A Câmara dos Representantes dos EUA rejeitou esta quinta-feira uma resolução para travar a ofensiva norte-americana no Irão, mas por escassa margem, num sinal de divisão na câmara baixa do Congresso norte-americano sobre o conflito.

O Senado tinha já chumbado uma resolução semelhante na quarta-feira. Na votação desta quinta-feira na Câmara dos Representantes, a proposta foi chumbada por uma diferença de apenas sete votos, com 212 congressistas a votarem a favor e 219 contra.   

Ao ordenar a operação militar contra o Irão, o Presidente dos EUA contornou o Congresso, o único órgão na arquitetura constitucional norte-americana que tem o poder de declarar guerra a outro país.

05.03.2026

Israel inicia fase seguinte da guerra. "Ainda há muito a fazer", diz Netanyahu

O chefe do Estado-Maior israelita anunciou esta quinta-feira que Telavive passou à “próxima fase” das operações militares contra o Irão e disse que tinha “outras surpresas” contra a República Islâmica.

“Depois de ter concluído com sucesso a fase de ataque surpresa, durante a qual estabelecemos a nossa superioridade aérea e neutralizámos a rede de mísseis balísticos, passamos agora à fase seguinte da operação", anunciou o tenente-general Eyal Zamir numa declaração televisiva.

“Durante esta fase, continuaremos a desmantelar o regime [iraniano] e as suas capacidades militares. Ainda temos outras surpresas reservadas, que não pretendo revelar", acrescentou.

Já o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse hoje que "há muitos resultados positivos", mas que "ainda há muito a fazer" no conflito contra o Irão.

"Continuamos a atacar os alvos do regime terrorista no Irão e também os elementos terroristas no Líbano. Há muitas conquistas, mas ainda há muito a fazer", indicou Netanyahu num vídeo divulgado pelo gabinete governamental.

O líder israelita visitou hoje uma base aérea no sul de Israel e reuniu-se com pilotos do Exército dos Estados Unidos que estão a participar nas operações.

"A cooperação entre o Exército dos Estados Unidos e as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) é histórica", acrescentou.

05.03.2026

NATO reforça defesa contra mísseis balísticos após ataque à Turquia

A NATO reforçou a sua defesa contra mísseis balísticos em toda a Aliança, após os ataques iranianos na região que visaram a Turquia, anunciou hoje um porta-voz do Comando Supremo Aliado na Europa (SHAPE).

O chefe do Comando Aéreo da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) também recomendou que a defesa antimísseis balísticos seja mantida “neste nível elevado até que a ameaça representada pelos contínuos ataques indiscriminados do Irão na região diminua”, indicou o porta-voz do SHAPE, o coronel Martin O'Donnell, na rede social X.

“Este ajustamento dá ao Comandante Supremo Aliado na Europa exatamente aquilo de que ele precisa para defender a Aliança contra a atual ameaça”, acrescentou.Os embaixadores dos 32 Estados-membros da NATO, hoje reunidos em Bruxelas, manifestaram o seu apoio a esta medida e condenaram veementemente o ataque do Irão à Turquia na quarta-feira, sublinhou o porta-voz.

Sobre o incidente ocorrido na quarta-feira na Turquia, o coronel O'Donnell afirmou que as forças da NATO identificaram a ameaça em menos de dez minutos, confirmaram a trajetória do míssil e enviaram um intercetor para o neutralizar.

Hoje, o Ministério da Defesa turco declarou que os sistemas de defesa da NATO tinham intercetado e neutralizado “um míssil balístico disparado do Irão e detetado em direção à Turquia”, mas não forneceu mais pormenores sobre o incidente.

A Turquia “não era o alvo do míssil”, afirmou, por sua vez, na quarta-feira um responsável turco à agência de notícias francesa AFP.“Pensamos que visava uma base militar” em Chipre “mas que se desviou da sua rota”, acrescentou, após ter solicitado o anonimato.

O Estado-Maior das Forças Armadas do Irão negou hoje ter lançado um míssil contra a Turquia, afirmando que respeita a soberania do “país vizinho e amigo”.

05.03.2026

Irão nega ter fechado estreito de Ormuz

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou que Teerão “não tem intenção”, nesta fase, de fechar o estreito de Ormuz, mas não descartou essa opção se Israel e os Estados Unidos continuarem a guerra.

“Não temos qualquer intenção de fechar o estreito neste momento”, afirmou Abbas Araghchi ao canal norte-americano NBC News, referindo-se à passagem entre o golfo de Omã e o golfo Pérsico por onde transita 20% do petróleo bruto mundial.“Não o fechámos. São os navios e os petroleiros que não tentam atravessá-lo, pois temem ser atingidos por um dos lados”, continuou.

Também a missão do Irão na ONU tinha afirmado hoje que as afirmações de que Teerão tinha fechado o estreito de Ormuz eram “infundadas e absurdas”, apesar de a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do regime, ter avisado que os navios que passarem por lá “poderão ser atacados ou afundados”.

O estreito de Ormuz e os golfos Pérsico e de Omã foram classificados também hoje como “zona de operações de guerra” pelo setor marítimo, após uma reunião entre sindicatos e empregadores mundiais.

A declaração confere aos tripulantes de navios direitos reforçados, incluindo o de solicitar o repatriamento a expensas do armador, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

05.03.2026

Teerão pronta para invasão terrestre. "Seria um desastre para inimigos"

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou hoje o país está preparado para um eventual invasão terrestre e que, caso aconteça, será um desastre para os inimigos da República Islâmica.“Estamos preparados para qualquer eventualidade, mesmo para um desembarque”, disse Abbas Araghchi ao canal norte-americano NBC News.

”Estamos à espera deles. Temos a certeza de que podemos enfrentá-los e que isso seria um desastre para eles”, acrescentou, enquanto informações da imprensa, desmentidas pela Casa Branca, davam conta de um possível apoio militar norte-americano às milícias curdas para derrubar o poder iraniano.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nos primeiros dias do conflito que não descartava a possibilidade de os Estados Unidos enviarem tropas para o terreno no Irão "se necessário".

Também o secretário da Defesa, Pete Hegseth, tinha dito que nenhum soldado norte-americano se encontra atualmente em solo iraniano, mas assegurou que os Estados Unidos irão "até onde for necessário".

05.03.2026

Teerão não procura cessar-fogo nem negociações com EUA, diz ministro dos Negócios Estrangeiros

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou hoje que o Irão não procura um cessar-fogo nem negociações com os Estados Unidos, porque todas as vezes que negociou, nomeadamente o programa nuclear, Teerão foi atacado.

"Já negociámos com eles [Estados Unidos] duas vezes e, em ambas as ocasiões, eles atacaram-nos no meio das negociações”, afirmou Abbas Araghchi, referindo-se à guerra anterior, em junho de 2025, que durou 12 dias.

“Não estamos a pedir um cessar-fogo. Não vemos qualquer razão para negociar com os Estados Unidos", acrescentou, numa entrevista transmitida pelo canal norte-americano NBC News.

05.03.2026

Trump quer "estar envolvido" na escolha de novo líder iraniano

Depois de ter rejeitado o nome do herdeiro do antigo xá do Irão para liderar o país, Donald Trump rejeitou também o nome do filho do ayatollah Ali Khamenei, dizendo que se trata de uma escolha “inaceitável”.

“O filho de Khamenei é inaceitável para mim”, disse o Presidente dos EUA ao site Axios sobre Mojtaba Khamenei, chamando-o de “peso pluma”.  Khamenei tem sido o nome mais apontado para suceder ao antigo líder supremo, morto nos ataques ao Irão.      

“Queremos alguém que traga harmonia e paz sobre o Irão”, disse Trump, que quer estar envolvido na escolha. “Tenho de estar envolvido na nomeação, como com a  Delcy na Venezuela", referindo-se à presidente interina nomeada no seguimento da queda de Nicolás Maduro.

05.03.2026

Dubai e Abu Dhabi sob ameaça de mísseis iranianos

As autoridades dos Emirados Árabes Unidos avisaram os residentes no Dubai sobre um ataque com mísseis, pedindo que se abriguem imediatamente no edifício seguro mais próximo.

O mesmo aviso foi feito em relação aos residentes de Abu Dhabi, onde foi ouvido o som de uma explosão. As autoridades dos Emirados estão a lidar com as ameaças de mísseis.  

No Bahrein, foi atacada uma refinaria na zona de Maameer, ofensiva que causou “danos materiais limitados”, tendo deflagrado um incêndio que foi controlado.

05.03.2026

Dez países da UE já ativaram Mecanismo de Proteção Civil para repatriamento

Dez Estados-membros da União Europeia (UE), à exceção de Portugal, já ativaram o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para repatriar cidadãos a partir do Médio Oriente, tendo já sido realizados seis voos, anunciou esta quinta-feira a Comissão Europeia.

Dados publicados pelo executivo comunitário dão conta de que, até hoje de manhã, 10 Estados-membros ativaram este mecanismo, que coordena a resposta comunitária a emergências, sendo eles Bélgica, Bulgária, França, Itália, República Checa, Chipre, Luxemburgo, Roménia, Eslováquia e Áustria.

Acresce que, até ao momento, o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da Comissão Europeia apoiou os países europeus na organização de seis voos de repatriamento, trazendo cidadãos europeus de volta em segurança para Bulgária, Itália, Áustria e Eslováquia.

“Em resposta aos recentes acontecimentos na região, a Comissão está a tomar todas as medidas possíveis para garantir a segurança dos cidadãos da UE, apoiando os Estados-membros na coordenação de voos de repatriamento a partir do Médio Oriente. A prioridade é ajudar os Estados-Membros e proteger os cidadãos da UE que ficaram retidos na região, trazendo-os de volta em segurança para casa, na Europa”, adianta Bruxelas.

“Em resposta aos recentes acontecimentos na região, a Comissão está a tomar todas as medidas possíveis para garantir a segurança dos cidadãos da UE, apoiando os Estados-membros na coordenação de voos de repatriamento a partir do Médio Oriente. A prioridade é ajudar os Estados-Membros e proteger os cidadãos da UE que ficaram retidos na região, trazendo-os de volta em segurança para casa, na Europa”, adianta Bruxelas.

05.03.2026

Israel divulga imagens de jato iraniano a ser abatido

Israel divulga imagens de jato iraniano a ser abatido
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05.03.2026

Vídeo capta momento em que navio dos EUA lança mísseis Tomahawk em operação militar no Irão

Vídeo mostra momento em que navio dos EUA lança mísseis Tomahawk durante operação militar no Irão
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05.03.2026

Espanha envia fragata para Chipre

Espanha vai enviar uma fragata para Chipre, para se juntar ao porta-aviões francês "Charles de Gaulle" e outros navios da Grécia, revelou esta quinta-feira o Ministério da Defesa espanhol.

A fragata "'Cristóvão Colombo' juntou-se ao Grupo Naval do 'Charles de Gaulle' no dia 3 de março para realizar trabalhos de escolta, proteção e treino avançado no mar Báltico. Agora, o conjunto seguirá para o Mediterrâneo, com chegada prevista às costas de Creta por volta do dia 10 de março", disse o Ministério da Defesa de Espanha, num comunicado.

Segundo a mesma nota, esta é a fragata "tecnologicamente mais avançada" que tem Espanha e "a sua missão no Mediterrâneo será oferecer proteção e defesa área, complementando desta forma as capacidades" do sistema espanhol antimísseis 'Patriot' instalado na Turquia.

A fragata espanhola poderá também apoiar operações de retirada "de pessoal civil que possa ser afetado pelo conflito" no Médio Oriente, acrescenta o Ministério da Defesa de Espanha, que defende que o país mostra assim "o seu compromisso com a defesa da União Europeia e da sua fronteira oriental".

05.03.2026

Itália pondera enviar baterias anti-aéreas

Georgia Meloni, primeira-ministra de Itália

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, declarou esta quinta-feira estar em ponderação o envio de baterias antiaéreas para ajudar vários países do golfo Pérsico, entretanto visados por retaliações iranianas aos ataques conjuntos israelo-americanos.

"A Itália, assim como o Reino Unido, a França e a Alemanha, pretende enviar ajuda aos países do Golfo. Estamos a falar claramente de defesa, defesa aérea, não apenas porque são países amigos, mas também porque dezenas de milhares de italianos vivem na região, além de aproximadamente dois mil militares que precisamos proteger", declarou à rádio RTL 102.5.

Meloni acrescentou que aquela região do Médio Oriente é economicamente "vital".

05.03.2026

Guarda Revolucionária do Irão reclama ataque a petroleiro dos EUA

A Guarda Revolucionária do Irão afirmou esta quinta-feira que um míssil iraniano atingiu um petroleiro norte-americano no Golfo Pérsico, no sexto dia da guerra.

Segundo a Guarda Revolucionária, o navio foi atingido por um míssil no norte do Golfo Pérsico e está em chamas.

O comunicado sobre o suposto ataque contra o petroleiro norte-americano foi divulgado através da televisão estatal iraniana, sem adiantar mais pormenores.

O ataque, que ainda não foi confirmado por fontes independentes, ocorre numa altura em que a Guarda Revolucionária afirma ter "controlo total" do Estreito de Ormuz, uma importante via navegável para o comércio global de petróleo.

05.03.2026

Teerão pede “sangue sionista” e de Trump

 O ‘ayatollah’ Abdollah Javadi Amoli convocou esta quinta-feira um “derramamento de sangue sionista” e “do sangue de [Donald] Trump”, através da televisão estatal do Irão, na sequência dos ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos da América (EUA).

“Estamos agora à beira de um grande teste e devemos ter cuidado para preservar plenamente a unidade, para preservar plenamente a aliança”, disse, apelando ao “derramamento de sangue sionista, ao derramamento do sangue de Trump.

O atual imã diz: ‘Lutem contra a América opressora, o sangue dele está sobre meus ombros’”, afirmou.

O Irão lançou hoje uma nova onda de ataques contra bases israelitas e norte-americanas, avisando que os EUA se vão arrepender "amargamente" de torpedear um navio de guerra iraniano no oceano Índico, ao passo que Israel anunciou nova ofensiva "em grande escala" contra Teerão.

Segundo a agência noticiosa norte-americana AP, as sirenes de aviso de ataque aéreo soaram em Telavive e em Jerusalém e as Forças da Defesa de Israel (IDF) lançaram mais ataques no Líbano, dirigidos a posições do grupo islamista radical Hezbollah, além de uma "onda em grande escala de ataques contra infraestruturas" na capital iraniana.

05.03.2026

Israel considerou que a aliança com os EUA está a mudar a história

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, disse ao secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, que a aliança militar entre os dois países está a mudar a história, referindo-se aos ataques contra o Irão.

Israel Katz esteve em contacto na noite de quarta-feira com o homólogo norte-americano tendo analisado a campanha conjunta contra o regime de Teerão. 

Para Katz, a cooperação entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, contra o Irão está a mudar a história tendo o secretário da Defesa pedido a Israel para continuar "até ao fim".

Na quarta-feira, o Senado norte-americano, de maioria republicana, rejeitou uma resolução que procurava interromper a intervenção militar ordenada por Trump contra o Irão, por não ter sido autorizada previamente.

A resolução do Partido Democrata perdeu por 47 votos contra 53 do Partido Republicano.

De acordo com o comunicado divulgado pelo ministro da Defesa de Israel, Hegseth realçou que os Estados Unidos têm munições suficientes para concluir a campanha contra o Irão, sugerindo que a guerra contra a República Islâmica poderá durar até oito semanas.

05.03.2026

Militar iraniano diz que Estreito de Ormuz não está fechado

Petroleiros no Estreito de Ormuz enfrentam disrupções; Irão é acusado de atacar embarcações

Um comandante militar do Irão, Amir Heydari, disse à televisão estatal iraniana que o país não fechou o Estreito de Ormuz, passagem crucial para o transporte marítimo de petróleo e gás natural.

"Alguns estão a criticar-nos ao dizer que fechamos o Estreito de Ormuz. Não acreditamos em encerrar por completo o Estreito", sublinhou o líder militar, em declarações citadas pela agência de notícias financeiras Bloomberg.

O mesmo porta-voz disse ainda que o país continua a lidar com a passagens de cargueiros na região de acordo com os protocolos internacionais.

Apesar desta garantia, o transporte marítimo no Estreito de Ormuz praticamente parou desde o início do conflito no Médio Oriente, no sábado passado, com os navios e empresas a recearem ser atingidas por projéteis resultantes da escalada do conflito na região.

Já nesta quarta-feira, a Guarda Revolucionária do Irão garantiu que tem "controlo total" do Estreito de Ormuz, o que aponta para mensagens contraditórias sobre o posicionamento sobre o Estreito.

05.03.2026

Primeiro-ministro do Canadá não exclui participação militar no Médio Oriente

Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá

O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, afirmou esta quinta-feira que "não pode excluir" a participação militar do país na guerra que se intensifica no Médio Oriente, manifestando apoio aos seus aliados, porém "com algum pesar".

Leia a notícia completa .

05.03.2026

Novas explosões em Teerão durante a noite

Teerão volta a 'acordar' ao som de explosões

Novas explosões voltaram a abalar Teerão, a capital iraniana, ao longo noite de quinta-feira e madrugada, segundo meios de comunicação iranianos e regionais, no sexto dia de guerra entre Irão, Estados Unidos e Israel.

A agência iraniana Tasnim, associada à Guarda da Revolução do Irão, afirmou que as defesas antiaéreas iranianas foram ativadas por volta das 05:00 horas locais (02:00 horas em Lisboa) e que várias explosões foram ouvidas.

A emissora catari Al Jazeera também identificou, pelo menos, dois ataques contra a capital iraniana.

O número de mortos no Irão em resultado da guerra atingiu, pelo menos, 1.045 pessoas, segundo uma agência governamental iraniana na quarta-feira, a Fundação de Mártires e Assuntos dos Veteranos do Irão, que especificou que o número é relativo aos corpos identificados e preparados para o enterro até o momento, noticiou a AP.

Em sentido inverso, o Irão lançou uma nova onda de ataques esta na manhã contra bases israelitas e norte-americanas, após uma ameaça de destruir infraestruturas militares e económicas em toda a região, que surgiu depois de os EUA e Israel terem intensificado os bombardeamentos e de um submarino da marinha norte-americana ter afundado um navio de guerra iraniano no Oceano Índico.

05.03.2026

China ordena suspender exportações de gasolina e diesel devido ao conflito

A economia chinesa cresceu 5% em 2025

A principal autoridade de planeamento económico da China pediu às maiores refinarias do país que suspendam temporariamente as exportações de gasolina e gasóleo, devido à incerteza sobre o fornecimento de crude do Médio Oriente.

Segundo fontes citadas pela agência de notícias Bloomberg, responsáveis da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR) reuniram-se com executivos do setor e solicitaram a suspensão imediata das vendas externas de produtos refinados. As refinarias foram também instadas a deixar de assinar novos contratos de exportação e a tentar cancelar carregamentos já acordados, de acordo com as mesmas fontes.

A medida inclui algumas exceções, como o combustível de aviação e o combustível marítimo armazenado em depósitos aduaneiros, bem como os fornecimentos destinados a Hong Kong e Macau.

A decisão surge num contexto de forte incerteza no mercado energético após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e as subsequentes represálias de Teerão, que alertou que a navegação no estreito de Ormuz deixou de ser segura.

O estreito é um dos principais pontos estratégicos do transporte energético mundial, por onde transita cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos globalmente.

Embora a maior parte da produção refinada chinesa seja destinada ao mercado interno -- uma vez que o país é o maior importador mundial de petróleo -- a decisão reflete a estratégia adotada por várias economias asiáticas dependentes de energia importada para priorizar o abastecimento doméstico durante a crise.

05.03.2026

Teerão lança nova vaga de ataques contra Israel e países do Golfo

O Irão lançou durante a madrugada de hoje uma nova vaga de ataques contra Israel e países do Golfo aliados dos Estados Unidos.

No sexto dia da guerra na região, a Guarda Revolucionária iraniana revelou uma décima nona vaga de bombardeamentos, numa “operação combinada de mísseis e drones contra as posições” de Israel e das bases norte-americanas na região.

Jornalistas da agência France-Presse (AFP) ouviram explosões em Jerusalém esta madrugada, após mais uma série de lançamentos de mísseis iranianos. Os serviços de emergência israelitas não reportaram vítimas imediatas.

Duas horas antes, o exército israelita acionou três alertas para mísseis iranianos.

As Forças de Defesa de Israel alertaram várias vezes para o lançamento de mísseis a partir do Irão e garantiram estar a trabalhar para “intercetar a ameaça”.

Até ao momento, não há registo de vítimas.

Entretanto, o Ministério da Defesa da Arábia Saudita afirmou ter intercetado três drones.

Um petroleiro também sofreu uma explosão ao largo do Kuwait, provocando derrame de petróleo mas sem vítimas nem a ocorrência de incêndios. O incidente ocorreu fora das águas territoriais kuwaitianas, perto do estreito de Ormuz — rota vital para o comércio energético mundial.

05.03.2026

Líder do FMI diz que economia mundial volta a ser "posta à prova"

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou esta quinta-feira, em Banguecoque, que a economia mundial está "novamente a ser posta à prova", desta vez pela guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

"Vivemos num mundo onde os choques são mais frequentes e inesperados, e há algum tempo que alertamos os nossos membros de que a incerteza é agora a nova norma", afirmou durante uma conferência que debate a Ásia em 2050, que decorre na capital tailandesa, de acordo com o portal de notícias económicas FX Street.

"Este conflito, se vier a prolongar-se, poderá obviamente afetar os preços mundiais da energia, o sentimento dos mercados e a inflação", acrescentou a diretora-geral do FMI.

Desencadeada no sábado por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a guerra alastrou-se rapidamente com a resposta de Teerão aos vários aliados dos dois países na região, ameaçando igualmente a navegação no Estreito de Ormuz e Golfo Pérsico, fazendo disparar os preços mundiais do petróleo e mergulhando os mercados na turbulência.

"Os mercados têm evoluído como uma montanha-russa nos últimos dias", descreveu Kristalina Georgieva, asublinhando que "o conflito colocará novas exigências aos decisores políticos em todo o mundo".

"Quanto mais cedo esta calamidade terminar, melhor será para o mundo inteiro", continuou, concedendo porém que o mundo está "potencialmente num período prolongado de instabilidade".

05.03.2026

Portugueses retidos no Qatar queixam-se de falta de soluções viáveis para repatriamento

Um grupo de portugueses retido no Qatar devido ao conflito no Médio Oriente manifestou à Lusa descontentamento com a falta de "soluções viáveis" para sair da região pelo Governo português.

Em resposta à Lusa, fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros garantiu que há solução e que esta está "justamente a ser tratada e que não será divulgada publicamente para garantir a segurança dos cidadãos nacionais".

A Lusa procurou obter mais esclarecimentos sobre a situação dos portugueses retidos no Médio Oriente, incluindo no Qatar, mas não foi possível obter resposta.

Três portugueses que chegaram ao Qatar dia 27 de fevereiro, mas que acabaram retidos devido ao início do ataque israelo-americano ao Irão, que resultou na resposta de Teerão contra vários países do Médio Oriente, incluindo o Qatar, manifestaram insatisfação com a proposta apresentada hoje pela Embaixada de Portugal em Doha.

De acordo com a comunicação aos cidadãos portugueses retidos, a que a agência Lusa teve acesso, é proposto transporte terrestre para Riade, disponibilizado "especialmente aos portugueses retidos no Qatar, ou seja, que se encontravam aqui em turismo ou em trânsito no momento do encerramento do espaço aéreo".

A embaixada portuguesa salientava na mesma comunicação que o transporte "leva apenas até Riade" e que os cidadãos devem efetuar uma reserva num voo comercial "marcada com possibilidade de alteração de data", antes da viagem de autocarro.

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