EUA suspendem sanções à banca estatal venezuelana
O levantamento parcial das sanções económicas faz parte de uma normalização gradual das relações entre Venezuela e Estados Unidos.
O Departamento do Tesouro norte-americano anunciou terça-feira a suspensão das sanções ao Banco Central da Venezuela e outros três bancos públicos do país sul-americano.
Em comunicado, o Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro anuncia a emissão de uma licença para "negociações comerciais de contratos condicionais com o Governo da Venezuela" e outra para "transações de serviços financeiros envolvendo determinados bancos venezuelanos e indivíduos do Governo da Venezuela".
A segunda autorização abrange o Banco Central da Venezuela, Banco de Venezuela, Banco Digital de los Trabajadores e Banco del Tesoro.
Estas instituições financeiras são autorizadas a prestar uma série de "serviços financeiros", como a manutenção de contas bancárias, a emissão de cartões e a transferência de fundos ou câmbio de moeda para os venezuelanos nos Estados Unidos.
O levantamento parcial das sanções económicas faz parte de uma normalização gradual das relações entre Venezuela e Estados Unidos.
Os Estados Unidos anunciaram no final de março o reinício das atividades da embaixada em Caracas, sete anos após o seu encerramento.
Num novo passo na normalização das relações entre os dois países, o governo norte-americano levantou recentemente as sanções que tinha imposto a Delcy Rodriguez, presidente interina, retirando-a da sua 'lista negra' do OFAC.
O OFAC está também a levantar gradualmente o embargo imposto em 2019 sobre o petróleo venezuelano.
A administração Trump surpreendeu os venezuelanos ao optar por trabalhar com Rodríguez após a vice-presidente substituir o ex-líder Nicolás Maduro, detido a 03 de janeiro na capital, Caracas, e levado para Nova Iorque juntamente com a mulher para responder a acusações de tráfico de droga, de que se declararam inocentes.
Os Estados Unidos deixaram de reconhecer Maduro como líder legítimo da Venezuela em 2019, um ano depois de ter reivindicado a vitória numas eleições amplamente consideradas manipuladas, uma vez que os partidos e candidatos da oposição foram impedidos de participar.
Rodríguez tem colaborado na implementação do plano faseado da administração para pôr fim à complexa crise do país, promovendo o setor do petróleo junto de investidores internacionais e abrindo o seu setor energético ao capital privado e à arbitragem internacional.
Rodríguez também substituiu altos funcionários, incluindo o fiel ministro da Defesa e o procurador-geral de Maduro.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem elogiado o seu trabalho com frequência.