Mundo Governo chinês prepara-se para substituir líder de Hong Kong face aos protestos

Governo chinês prepara-se para substituir líder de Hong Kong face aos protestos

Os violentos protestos em Hong Kong parecem estar a justificar uma troca de liderança na região. Carrie Lam poderá sair do cargo de chefe do Executivo de Hong Kong já no próximo mês de março.
Governo chinês prepara-se para substituir líder de Hong Kong face aos protestos
Negócios 23 de outubro de 2019 às 09:53

O Governo chinês quer substituir a atual chefe de Governo em Hong Kong, Carrie Lam, tendo em conta os protestos violentos contra a sua administração, avança o Financial Times.

De acordo com o plano, Lam seria substituída no próximo mês de março e o novo líder tomaria posse, pelo menos, até ao final do mandato, que termina em 2022. A partir daí, poderá ou não renovar a liderança por mais cinco anos, à semelhança do que já aconteceu quando o primeiro chefe de Governo de Hong Kong se demitiu, em 2005, e o seu sucessor voltou a ser eleito em 2007, o ano final do mandato.  

O substituto seria um interino, e há dois nomes na lista. Norman Chan, antigo responsável da Autoridade Monetária de Hong Kong, ou Henry Tang, filho de um magnata da indústria têxtil que também serviu como secretário das Finanças.

De acordo com as mesmas fontes, o Governo chinês quer esperar que a onda de protestos em Hong Kong modere para dar este passo, de forma a não dar a entender que cedeu à violência. A esperança de que os protestos acalmem está relacionada com o aumento do vandalismo da parte dos protestantes, que tem feito com que estes percam apoio.

Em julho, já o Financial Times havia noticiado que Lam pretendia abdicar do cargo mas que Pequim teria obrigado a que esta se mantivesse em funções, embora ambos os Governos tenham negado esta informação.  

Na génese da polémica estão os protestos em Hong Kong contra um projeto de lei, avançado pelo Governo de Hong Kong, que iria permitir que os tribunais e o próprio Governo extraditassem os suspeitos de crimes para a China continental. 

Em fevereiro deste ano, um cidadão de Hong Kong suspeito de homicídio em Taiwan viria a ser o gatilho para o espoletar dos violentos protestos no país contra a lei de extradição para a China, território de que Hong Kong (à semelhança de Macau) faz parte, mas do qual é autónomo, por acordo assinado em 1997, até 2047. Os opositores desta lei temem perder a liberdade e independência, uma vez que, segundo várias organizações de defesa dos direitos humanos, a detenção arbitrária e a tortura são recorrentes no sistema judicial chinês.




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