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Ao minuto08.12.2025

Ações europeias indecisas sobre próximo passo do BCE. ASM International pula quase 7%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.

Bolsas europeias.
Bolsas europeias. AP / Eduardo Parra
08 de Dezembro de 2025 às 14:58
08.12.2025

Europa morna a avaliar palavras de Schnabel. Magnum sobe mais de 1% na estreia

bolsas mercados Europa DAX

Os principais índices europeus terminaram a sessão desta segunda-feira entre ganhos e perdas, com os investidores em modo de aguardar para ver, principalmente focados na reunião de política monetária da Reserva Federal norte-americana (Fed) marcada para esta quarta-feira, bem como (BCE) Isabel Schnabel.

A economista alemã disse estar "confortável" com as expectativas do mercado de que a próxima decisão de mexer nos juros diretores seja para os aumentar. Schnabel antecipou ainda, na reunião de dezembro, uma revisão em alta das perspetivas de crescimento económico para os próximos anos.

O índice de referência europeu, Stoxx 600, recuou 0,07% para 578,36 pontos. A banca e o setor industrial lideraram os ganhos com subidas superiores a 0,5%, enquanto os setores de artigos para o lar, retalho, imobiliário e de químicos caíram mais de 1%.

A sessão ficou marcada pela estreia da Magnum Ice Cream, que começou hoje a negociar em nome próprio, já fora do universo Unilever, na bolsa de Amesterdão. Na sua estreia a empresa ganhou 1,33% para 12,97 euros. A Unilever, por seu lado, caiu mais de 7%.

Ainda entre os principais movimentos de mercado, a ASM International pulou quase 7%, depois de o Morgan Stanley ter indicado a fabricante de "chips" como uma das suas cotadas favoritas.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o francês CAC-40 cedeu 0,08%, o britânico FTSE 100 recuou 0,28%, em Amesterdão, o AEX registou um decréscimo de 0,25%, enquanto o italiano FTSEMIB ficou inalterado. Em contraciclo, o alemão Dax somou 0,07% e o espanhol IBEX 35 avançou 0,14%.

08.12.2025

Investidores incorporam subida de juros do BCE em dezembro de 2026. "Yields" soberanas agravam-se na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro agravaram-se de forma significativa esta segunda-feira. Os investidores estiveram a digerir os comentários de Isabel Schnabel, membro da comissão executiva do Banco Central Europeu (BCE), que disse , como indicam as expectativas do mercado.

Apesar de sublinhar, em entrevista à Bloomberg, que uma mexida nas taxas diretoras não deverá acontecer tão cedo, os investidores estiveram a incorporar esse cenário nas obrigações soberanas. Os mercados monetários atribuem uma probabilidade de 30% a uma subida de juros pelo BCE em dezembro do próximo ano.

A "yield" das obrigações alemãs a dez anos, de referência no Velho Continente, avançou 6,4 pontos-base para 2,860% - o valor mais elevado desde meados de março. Os juros da dívida francesa subiram 5,9 pontos-base para 3,581% e em Itália a subida foi ainda mais expressiva, de 7,7 pontos-base para 3,560%.

Por cá, os juros das obrigações portuguesas a 10 anos agravaram-se 7,2 pontos para 3,77%, a par com Espanha que viu a "yield" com a mesma maturidade somar 7,3 pontos-base para 3,330%.

Nos Estados Unidos, os juros das obrigações agravam-se 5,1 pontos-base para 4,178%, antes de uma emissão de 58 mil milhões de dólares em dívida a três anos esta segunda-feira.

08.12.2025

Dólar avança antes da Fed. Iene tomba com aviso de tsunami

As principais divisas estão a negociar ao sabor dos bancos centrais. Em antecipação de uma semana cheia ao nível das decisões de política monetária – incluindo da Reserva Federal dos Estados Unidos, do Banco do Canadá e do Banco Nacional da Suíça –, o índice do dólar da Bloomberg subiu 0,2%.

Esta quarta-feira, o presidente da Fed Jerome Powell “pode ter dificuldade em superar um mercado já inclinado a ignorar discursos duros, e investidores sempre otimistas podem agarrar-se até mesmo à mais leve nuance ‘dovish’ como evidência de que o equilíbrio de riscos está a mudar para um ciclo de cortes mais agressivo no ano novo”, escreveu Karl Schamotta, estrategista-chefe de mercado da Corpay, numa nota citada pela Bloomberg.

Na Zona Euro, , disse estar "confortável" com as expectativas do mercado de que a próxima decisão de mexer nos juros diretores seja para os aumentar. Apesar disso, o euro deprecia-se contra o par norte-americana 0,2% para 1,1624 dólares.

Na Ásia, a divisa japonesa caiu para mínimos da sessão – com o dólar a avançar 0,4% para 155,99 ienes – depois de . Antes disso, um relatório oficial confirmou que a economia japonesa registou uma contração nos três meses até setembro, dando força ao pacote de estímulos anunciado no mês passado pela primeira-ministra Sanae Takaichi.

08.12.2025

Petróleo cai mais de 1%. Ucrânia ainda longe de acordo reduz perdas

Os preços do petróleo estão a negociar em queda, com os investidores a avaliarem as negociações em torno de um cessar-fogo na Ucrânia, bem como o corte de juros da Reserva Federal esperado na quarta-feira. As perdas foram reduzidas depois de o Iraque ter colocado em pausa a produção num campo petrolífero da russa Lukoil, devido a uma fuga num oleoduto.

O preço do Brent, o índice de referência para a Europa, recua 1,4% para 62,85 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), de referência para os Estados Unidos, cai 1,46% para 59,2 dólares por onça.

Ainda a impedir maiores quedas deverão estar declarações do Presidente ucraniano. Volodymyr Zelensky disse esta segunda-feira que que são controlados pelas forças russas depois da invasão de 24 de fevereiro de 2022. No entanto, este continua a ser o principal risco negativo para os preços do "ouro negro", como disse à Reuters o analista do Commonwealth Bank of Australia, Vivek Dhar.

08.12.2025

Ouro pressionado por subida de juros da dívida soberana

ouro

O agravamento dos juros da dívida soberana por todo o mundo está a pressionar os ativos de risco e os metais preciosos. O ouro inverteu a tendência desta manhã e segue a desvalorizar 0,38% para 4.181,89 dólares por onça, pressionado pela subida das "yields", uma vez que não rende juros.

Com o corte de juros da Reserva Federal norte-americana (Fed) já praticamente dado como garantido e incorporado nos preços, os investidores estão a virar atenções para o que dirá o presidente da Fed, Jerome Powell, e a tentar antever a política monetária do banco central no próximo ano.

O conselheiro económico da Casa Branca, Kevin Hassett, e um dos principais nomes na corrida a presidente da Fed afirmou esta segunda-feira, numa entrevista à CNBC, que seria irresponsável ter um plano para a evolução das taxas diretoras nos próximos seis meses e enfatizou a importância de avaliar os dados económicos.

08.12.2025

Wall Street entre ganhos e perdas em semana de Fed. Warner Bros dispara 8%

Operadores de bolsa trabalham no pregão da Bolsa de Valores de Nova Iorque

Após ter assinalado a segunda semana consecutiva de ganhos, os principais índices de Wall Street estão a negociar entre ganhos e perdas esta segunda-feira. Os investidores prepararam-se para uma das semanas mais aguardadas, em que é esperada, na quarta-feira, uma descida de juros pela Reserva Federal norte-americana (Fed) que deverá impulsionar os índices para o habitual "rally" de final de ano.

O S&P 500 arrancou a sessão a avançar 0,026% para 6.872,21 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite soma 0,24% para 23.634,44 pontos e o industrial Dow Jones cede 0,16% para 47.876,70 pontos.

Dados divulgados no final da semana passada mostraram que as despesas dos consumidores aumentaram de forma moderada no final do terceiro trimestre do ano, o que deu renovada confiança aos participantes do mercado de que a Fed deverá mesmo optar por cortar as taxas diretoras por forma a fomentar o mercado laboral.

Ainda assim, é pouco provável que a decisão seja unânime. "Além da decisão em si, o tom da conferência de imprensa de Powell e a declaração que a acompanha serão fundamentais. Esperamos que Powell enfatize que o obstáculo para novos cortes no início de 2026 é alto, sinalizando uma pausa no curto prazo", escrevem os analistas do Deutsche Bank, numa nota matinal.

Numa semana que se antecipa focada no setor tecnológico - com os resultados da Oracle e da Broadcom, na quarta e quinta-feira, respetivamente -, os investidores continuam centrados na . Isto porque a . David Ellison, presidente e CEO da Paramount, argumenta que a sua oferta é mais elevada, uma vez que se oferece a pagar todo o montante em capital, e que é mais provável que passe o crivo regulatório.

A esta hora as ações da Netflix - que vai pedir emprestado 59 mil milhões para conseguir avançar com o negócio - seguem a cair 2,89% para 97,84 dólares, enquanto a Warner Bros. Discovery ganha 7,8% para 28,12 dólares, superando o valor por ação oferecido pela Netflix, de 27,75 dólares por ação. Já a Paramount soma 1,75% para 13,6 dólares, após ter revelado a proposta de aquisição hostil.

Entre outros movimentos de mercado, a Broadcom ganha 2,93%, depois de o "The Information" ter noticiado que a Microsoft estará em discussões com a empresa para o desenvolvimento de "chips". A Confluent dispara 28,37%, depois de a IBM ter feito uma proposta para comprar a cotada por 11 mil milhões de dólares, num negócio que se espera que fique fechado em meados do próximo ano.

08.12.2025

Taxa Euribor desce a três e 12 meses e sobe no prazo a seis meses

A taxa Euribor desceu esta segunda-feira a três e a 12 meses em relação a sexta-feira e subiu no prazo a seis meses.

A taxa a três meses desceu para 2,069%, face a 2,075% de sexta-feira, e permaneceu abaixo das taxas a seis (2,150%) e a 12 meses (2,246%).

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu, ao ser fixada em 2,150%, acima dos 2,147% de sexta-feira.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor desceu para 2,246%, face aos 2,254% anteriores.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário e a sua evolução está relacionada com as taxas diretoras do Banco Central Europeu (BCE).

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 17 e 18 de dezembro, em Frankfurt.

Em 30 de outubro, o BCE manteve as taxas diretoras, pela terceira reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.

08.12.2025

Paramilitares assumiram controlo do maior campo petrolífero do Sudão

Os paramilitares em guerra contra o exército no Sudão tomaram esta terça-feira o maior campo petrolífero do país, em Heglig, na região de Kordofan, na fronteira com o Sudão do Sul, disse um engenheiro do local.

Esta fonte afirmou à agência France Press (AFP), que as Forças de Apoio Rápido (RSF) "assumiram o controlo do campo [petrolífero] esta manhã".

"As nossas equipas técnicas encerraram-no e interromperam a produção, e os trabalhadores foram retirados para o Sudão do Sul", declarou o engenheiro, contactado por telefone pela AFP.

"A fábrica de processamento vizinha, por onde passa o petróleo do Sudão do Sul, também foi encerrada", acrescentou.

O Ministério da Energia e Petróleo do Sudão, contactado pela AFP, não comentou esta informação.

O campo de Heglig é o maior do país e a principal instalação de processamento para as exportações de petróleo do Sudão do Sul, que representam quase a totalidade das receitas do país.

O campo petrolífero está localizado no extremo sul da região de Kordofan, que abriga minas de ouro e instalações petrolíferas cruciais, fontes de receitas significativas para o esforço de guerra no Sudão.

Esta região estratégica foi palco de combates mortíferos nas últimas semanas, após a tomada do controlo, em outubro, de toda a região de Darfur, no oeste do país, por paramilitares.

A guerra no Sudão eclodiu em abril de 2023, no contexto de uma luta pelo poder entre o exército e as Forças de Apoio Rápido (RSF), matando dezenas de milhares de pessoas e provocando a deslocação de 12 milhões de habitantes, além de devastar as infraestruturas já frágeis daquele país da África Oriental.

O exército acusou repetidamente as RSF de lançarem ataques com drones sobre Heglig, o que, em agosto, levou à suspensão das atividades do local.

08.12.2025

Bolsas europeias divididas. Investidores cautelosos à espera da Fed

bolsa europa euronext traders operadores

As praças europeias estão a seguir rumos distintos na negociação desta segunda-feira de manhã, com os investidores a mostrarem cautela antes da reunião e consequente decisão da Reserva Federal dos EUA sobre a política monetária da maior economia do mundo.

A decisão da Fed "vai definir o tom para a primeira metade da semana", comentou Geoff Yu, da área de estratégia macroeconómica do BNY. "Na inflação, pelo menos, parece que os EUA estão a divergir dos seus congéneres e isso terá implicações na alocação dos ativos", acrescentou, citado pela Bloomberg.

O Stoxx 600, o índice de referência europeu, avança 0,04% para os 579,01 pontos.

Por praças, às 09:50 horas, o espanhol IBEX cede uns ligeiros 0,03%, o francês CAC-40 desce 0,16%, o britânico FTSE e o italiano FTSEMIB negociavam inalterados, o neerlandês AEX ganha 0,19% e o alemão DAX avança 0,21%. A estes junta-se o PSI, que e continua a negociar em terreno negativo (desce 0,23% a esta hora).

Já Nabil Milali, gestor de portfólio na Edmond de Rothschild Asset Management, sublinha que "todos estão à espera de um corte [dos juros] da Fed... Mas o mais importante será quantos dissidentes [da decisão] vão existir", comentou à Reuters.

Por setores, os bens e serviços (0,37%), a construção (0,33%), a tecnologia (0,33%) e o industrial (0,37%) são os que se destacam pela positiva, enquanto os setores imobiliário (- 0,63%), químico (- 0,43%) e retalho (- 0,45%) são os que negoceiam com mais perdas.

A nível individual, a alemã Bayer está a subir 3,18% após uma revisão em alta do banco de investimento JP Morgan e a também alemã Rheinmetall está a subir 2,19% – esta última num contexto em que ainda não há um acordo de paz para a Ucrânia, o que traz perspetivas do prolongar do conflito no país. Nas perdas, a Unilever é o destaque, com uma queda de 4,17%, no dia em que foi formalizada a separação da unidade de gelados Magnum, que passa a cotar de forma independente na bolsa de Amesterdão.

08.12.2025

Juros das dívidas europeias agravam. Alemanha em máximo de oito meses

Friedrich Merz, chanceler alemão

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a agravar nesta segunda-feira, num dia em que os investidores estão a digerir os comentários de Isabel Schnabel, membro da comissão executiva do Banco Central Europeu (BCE), que disse estar confortável com a ideia de que o próximo movimento do BCE ser uma subida nas taxas de juro e não uma descida – apesar de sublinhar, em entrevista à Bloomberg, que uma mexida nas taxas diretoras não deverá acontecer tão cedo.

"Tanto os mercados como os participantes nos inquéritos esperam que o próximo movimento das taxas seja uma subida, embora não tão cedo. (...) Sinto-me bastante confortável com essas expectativas", referiu Schnabel.

Uma subida nas taxas de juro representaria uma subida com o "custo" do dinheiro, o que leva os investidores a quererem taxas de retorno mais altas.

As obrigações alemãs a dez anos, tidas como referência para o contexto europeu, estão a avançar 2,7 pontos-base para uma taxa de 2,823%. Este é o valor mais alto dos últimos oito meses, o que sinaliza que os investidores não estão convencidos com os indicadores daquela que é a mais forte economia da União Europeia.

Já em França, a subida dos juros é de 2,4 pontos-base para 3,546%. Em Itália a subida é ainda mais expressiva, de 3,3 pontos-base, para 3,516% de rendibilidade.

A "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos sobem 3,1 pontos para 3,136%. Espanha acompanha a tendência, com os juros da dívida a 10 anos a subirem igualmente 3,1 pontos-base para 3,289%.

No Reino Unido, a rendibilidade das obrigações situa-se nos 4,506%, uma subida de 3,1 pontos-base. Nos EUA, as obrigações seguem também a agravar 1,4 pontos-base para uma taxa de rendibilidade de 4,149%.

08.12.2025

Schnabel dá força ao euro, dólar em quebra à espera da Fed

BCE reduz balanço num momento em que Europa financia gastos adicionais

É já nesta amanhã, 9 de dezembro, que começa a reunião do conselho de governadores da Reserva Federal (Fed) dos EUA, sendo esperada, na quarta-feira, a tomada de uma decisão sobre a política monetária. A expectativa dos investidores é a de um corte nos juros, de 25 pontos-base, mas os mercados estarão atentos sobretudo aos sinais que dali poderão sair sobre o rumo da política monetária para 2026.

A provável redução das taxas de juro – segundo a ferramenta Fed Watch, do grupo CME, atualmente 86,2% dos investidores apostam numa redução das taxas de juro por parte da Fed na reunião desta semana – está a pressionar o dólar.

O índice do dólar americano (DXY), que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, a recuar 0,07% para os 98,918 pontos.

A esta hora, o euro segue a valorizar 0,09% para 1,1651 dólares, enquanto a libra cede 0,04% para 1,3323 dólares. O dólar também recua 0,07% para 0,8042 francos suíços. Já face à divisa japonesa, o dólar valoriza 0,11% para 155,49 ienes.

Noutros pares de câmbio, o euro avança 0,14% para 0,8745 libras e avança 0,19% para 181,17 ienes.

A valorização do euro acontece numa reação às declarações de Isabel Schnabel, membro da comissão executiva do Banco Central Europeu (BCE), que disse estar confortável com a ideia de que o próximo movimento do BCE ser uma subida nas taxas de juro e não uma descida – apesar de sublinhar, em entrevista à Bloomberg, que uma mexida nas taxas diretoras não deverá acontecer tão cedo.

Já a desvalorização do iene nesta segunda-feira acontece no dia em que o Governo japonês reviu em baixa a contração do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre do ano, fixando-a em 0,6% face ao trimestre anterior, menos duas décimas do que a estimativa anterior.

08.12.2025

Ouro valoriza à espera de corte de juros. Prata em recuperação após novo máximo

ouro

O indicador preferido da Reserva Federal (Fed) dos EUA para a inflação – o índice de preços com despesas no consumo pessoal (PCE) – avançou ligeiramente em setembro (mês com os dados mais recentes, devido ao "shutdown" americano) .

Apesar de a inflação nos EUA não estar ainda controlada, muito por causa do efeito que a guerra tarifária está a ter no preço de alguns produtos, os investidores apontam para uma redução de 25 pontos-base na taxa de juro diretora. Segundo a ferramenta Fed Watch, do grupo CME, atualmente 86,2% dos investidores apostam numa redução das taxas de juro por parte da Fed na reunião desta semana.

Em antecipação ao que poderá acontecer no encontro, o ouro segue a valorizar 0,24% para os 4.207,93 dólares por onça. De sublinhar que uma descida nas taxas de juro tende a beneficiar o ouro, pois além de enfraquecer o dólar, o que torna o ouro mais apetecível para investidores noutras moedas, como o ouro não paga juros é visto como mais atrativo como reserva de valor.

Mas há outro metal a brilhar. Apesar de no início desta manhã a prata estar a ceder 0,43% para os 58,81 dólares por onça, o metal está a recuperar, depois de já ter caído mais de 1%, num cenário de tomada de mais-valias, depois de ter atingido um novo máximo de negociação, de 59,3336 dólares por onça.

"A atual recuperação parece, de facto, exuberante e os investidores de retalho estão a mostrar um comportamento de seguimento deste momento [da prata]", comentou Justin Lin, da Global X Management, em comentário citado pela Bloomberg.

Noutros metais, o cobre recua 0,47% para os 5,47 dólares por libra-peso e a platina sobe 0,92% para os 1.658,71 dólares por onça.

08.12.2025

Preços do petróleo sobem com paz na Ucrânia ainda incerta

Petróleo.

Esta segunda-feira será marcada pelo continuar das negociações para um acordo de cessar-fogo na Ucrânia, um tema que tem influenciado a negociação do crude, pois os ataques ucranianos a infraestruturas energéticas russas têm tido impacto na forma como os investidores olham para a evolução do mercado petrolífero.

Depois das grandes expectativas de que um acordo pudesse ter sido já alcançado, a semana passada acabou por não trazer grandes novidades no processo, o que faz antever o continuar da guerra entre os dois países no curto prazo. O que por seu lado significa que as sanções impostas às exportações de petróleo russo deverão continuar, pelo que o efeito da chegada de mais crude a circular no mercado não se deverá concretizar a breve trecho.

Esta segunda-feira, Volodymyr Zelensky é recebido em Downing Street, em Londres, pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, numa reunião que juntará outros líderes europeus.

Neste contexto, a esta hora, o preço do Brent, o índice de referência para a Europa, negoceia nos 63,83 dólares por barril, o que representa uma subida de 0,13%. Já o West Texas Intermediate (WTI), a referência americana, negoceia nos 60,17 dólares, uma subida de 0,15%.

Apesar da subida, os analistas acreditam que uma descida nos preços do petróleo continua no horizonte.

"As preocupações com o excesso de oferta acabarão por se concretizar, sobretudo à medida que o petróleo e os produtos refinados russos acabarem por contornar as sanções existentes", sublinhou o analista Vivek Dhar, do Commonwealth Bank of Australia, num comentário à Bloomberg. Segundo o especialista, isto deverá empurrar o preço do barril de Brent para perto dos 60 dólares já no próximo ano.

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