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Johan Norberg: “Os fortes mantêm-se abertos. Os que têm medo constroem muros”

É uma das vozes mais influentes do liberalismo clássico. Johan Norberg defende que, depois da guerra na Ucrânia, as relações entre a UE e os EUA nunca mais serão as mesmas e que já não poderemos confiar na América para defesa num futuro conflito.

Johan Norberg defende que quando os países se fecham, começam um período de declínio.
Johan Norberg defende que quando os países se fecham, começam um período de declínio. D.R.
04 de Janeiro de 2026 às 23:30
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Define-se como um liberal “clássico”, no sentido mais europeu do termo. Autor de Progresso e Manifesto Capitalista – livros publicados em Portugal pela Guerra e Paz e Temas e Debates – Johan Norberg é uma das vozes mais influentes do liberalismo contemporâneo. No seu mais recente livro, Peak Human, ainda sem edição portuguesa, o ensaísta sueco revisita os grandes períodos de prosperidade da história para defender uma tese simples: as sociedades que prosperam são aquelas que permanecem abertas ao comércio, às ideias e às pessoas, um conceito que reafirmou num recente artigo para o FMI – “Porque as civilizações prosperam – e fracassam”. Nele, Norberg alerta para os riscos de repetir erros históricos. Em entrevista ao Jornal de Negócios, fala sobre migração, populismo, segurança e o declínio do mundo anglo-saxónico – a que chama a “angloesfera”, sublinhando que a verdadeira ameaça à coesão social não é a abertura, mas o medo e que fechar portas pode significar abdicar das fontes de inovação e crescimento de que a Europa mais precisa. Considera a Rússia um “anão económico” e um “embaraço” que a União Europeia não consiga proteger-se sozinha, defendendo que era evidente que os EUA acabariam por recuar no papel de “guarda-costas” da UE, assumido após a Segunda Guerra Mundial.

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