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Manifestantes ucranianos invadem sede do partido do Presidente Yanukovitch

Capital ucraniana voltou a ser invadida por confrontos violentos. Polícia tentou travar uma marcha convocada pela oposição, o que lançou a confusão que levou ao arremesso de pedras e disparo de balas de borracha por parte das autoridades.

Reuters
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2014 às 11:54
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A capital ucraniana já não assistia a confrontos violentos desde finais de Janeiro, mas esta manhã a violência voltou às ruas de Kiev. De acordo com o “El País”, a violência começou quando a polícia tentou travar uma marcha de partidos da oposição, que exigiam a restauração da Constituição de 2004. Milhares de manifestantes furaram o bloqueio e atacaram a polícia, que começou a disparar balas de borracha para a multidão, escreve o periódico espanhol, citando um jornalista da France Presse no local.

 

Os confrontos tiveram lugar na rua Grushevki, cenário de graves distúrbios no final do mês passado, mas também no cruzamento das ruas Institútskaya e Shelkovíchnaya. De acordo com a Lusa, centenas de manifestantes atiraram cocktails molotov para dentro da sede do partido do presidente Viktor Yanukovitch, o Partido das Regiões. Os manifestantes invadiram, em seguida, o edifício, tendo expulsado do seu interior cerca de 20 funcionárias administrativas, conta o canal de televisão russo RT.

 

Nas ruas, os manifestantes estão a queimar pneus e já se apropriaram de vários camiões para dificultar a acção da polícia, prossegue o RT. Um deles está mesmo em chamas. A polícia responde com balas de borracha e granadas de atordoamento e de gás lacrimogénio.

 

A Rada, Parlamento ucraniano, está a debater uma reforma constitucional. A oposição exige o regresso à Constituição de 2004, que tornaria o País um regime parlamentar e não presidencial. Cerca de 50 deputados estão a tentar bloquear os trabalhos porque a mesa estará a recusar-se a aceitar um projecto de lei da oposição.

 

O deputado Yury Miroshnichenko, do Partido das Regiões (no poder), diz que “um projecto de lei não pode ser aceite se violar a Constituição e as regras parlamentares”, citado pelo RT. O objectivo da oposição, continua o deputado, é pedir uma reforma constitucional, o que é ilegal.

 

No passado domingo, vários opositores do Presidente abandonaram a câmara de Kiev, que tinham ocupado em Dezembro do ano passado e que funcionava como quartel-general da revolta. Foi-lhes garantida uma amnistia.

 

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