Negociações entre os EUA e o Irão começam no Paquistão
As conversas visam alcançar um acordo duradouro para a paz no Médio Oriente.
Os meios de comunicação iranianos anunciaram hoje o início das negociações para pôr fim à guerra entre o Irão e os Estados Unidos que têm lugar no Paquistão, mediador dos esforços de paz.
Referindo-se, nomeadamente, aos "progressos alcançados nas conversações e à limitação dos ataques do regime sionista no sul de Beirute, no Líbano", as agências iranianas Fars e Tasnim indicaram que tinha sido "decidido iniciar negociações entre o Irão e os Estados Unidos em Islamabad", sem especificar nem a agenda nem se o formato era de negociações diretas ou indiretas.
Outras agências iranianas, a Mehr e a Isna, publicaram a mesma informação, após o anúncio do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que recebeu as duas delegações separadamente, sobre o início das negociações.
Na sexta-feira, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que lidera a delegação do seu país em Islamabad, exigiu uma trégua no Líbano e o desbloqueio dos ativos do seu país antes de qualquer negociação de paz.
Apesar de o Irão ter considerado a trégua no Líbano "indissociável" do resto das questões em litígio, este país continua a ser alvo de ataques israelitas.
A Fars e a Tasnim referiram hoje "a aceitação pelos Estados Unidos da libertação dos ativos iranianos", apesar de meios de comunicação iranianos referirem "a necessidade de discussões técnicas e de peritos mais aprofundadas".
Um alto responsável norte-americano desmentiu, no entanto, informações sobre uma luz verde para o desbloqueio dos ativos da República Islâmica, alvo de sanções e congelados em bancos no Qatar e noutros países.