EUA libertam 172 milhões de barris das reservas de crude. Primeira semana de guerra custou 11 mil milhões de dólares
Acompanhe os desenvolvimentos desta quarta-feira do conflito no Médio Oriente, que vai no 12.º dia.
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- Primeira semana de guerra terá custado mais de 11 mil milhões de dólares aos EUA
- EUA vão libertar 172 milhões de barris no âmbito do plano da AIE para travar os preços do petróleo
- "Veremos como tudo se vai desenrolar", diz Trump sobre fim da guerra
- Trump confirma que EUA vão recorrer às reservas estratégicas de crude
- Trump prepara-se para invocar poderes da era da Guerra Fria para aliviar preços do crude
- Irão: cessar-fogo depende de promessa dos EUA e de Israel de que não atacarão país após fim da guerra
- Trump não acredita que Irão tenha colocado minas no estreito de Ormuz
- Standard Chartered também evacua instalações no Dubai. Goldman pede aos funcionários para não se deslocarem aos escritórios
- Citi evacua escritórios no Dubai. Irão promete atacar centros financeiros
- Alemanha anuncia que libertará petróleo das suas reservas em resposta ao pedido da AIE
- Autoridades iranianas anunciam ataque a dois navios no Estreito de Ormuz
- Agência Internacional de Energia confirma libertação de 400 milhões de barris de crude em reservas
- Trump volta a afirmar que guerra termina em breve. "Praticamente nada resta para atingir"
- Roménia aceita receber meios militares dos EUA para apoiar ataques
- Teerão declara como "alvos legítimos" navios dos EUA, Israel e aliados
- KLM cancela todos os voos para o Dubai até 28 de março
- Japão antecipa-se à AIE e vai libertar reservas de petróleo já na próxima semana
- Giorgia Meloni acusa EUA e Israel de terem violado direito internacional
- Três navios já foram atingidos perto do Estreito de Ormuz
- EUA divulgam imagens do momento em que destroem navios lança-minas iranianos
- AIE vai propor utilização de até 400 milhões de barris de reservas de emergência
- Forças iranianas vão atacar bancos e centros financeiros na região
- Drones causam quatro feridos perto do aeroporto de Dubai sem suspender voos
- Países do G7 apoiam utilização de reservas estratégicas de petróleo
- Novo líder supremo Mojtaba Khamenei está "são e salvo" apesar de ferido
- Navio porta-contentores atingido por projétil perto do Estreito de Ormuz
A primeira semana de guerra no Médio Oriente terá custado aos cofres públicos norte-americanos 11,3 mil milhões de dólares, avança a AP. O Pentágono avançou a estimativa ao Congresso dos EUA num briefing realizado esta semana, de acordo com uma fonte citada pela agência.
O número foi avançado depois de o Pentágono ter reportado gastos de 5 mil milhões de dólares em munições apenas no primeiro fim de semana do conflito. EUA e Israel iniciaram os ataques ao Irão no dia 28 de fevereiro, um sábado.
A Administração Trump tinha já indicado que enviaria ao Congresso um pedido para reforçar o financiamento da ofensiva militar, mas a intenção parece estar em pausa por agora, refere a AP.
No âmbito do esforço coordenado pela Agência Internacional de Energia (AIE) de libertação de reservas estratégicas de petróleo, os EUA vão disponibilizar 172 milhões de barris de crude dos seus stocks. A medida procura travar o aumento dos combustíveis que se tem verificado a nível global depois do início da guerra no Médio Oriente devido aos constrangimentos no estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção global.
O número de barris a libertar foi anunciado num comunicado do secretário da Energia norte-americano, Chris Wright. Os barris, armazenados na Reserva Estratégica de Petróleo do Departamento de Energia dos EUA, serão disponibilizados num período de 120 dias. Fazem parte do total de 400 milhões de barris que serão entregues pelos países da AIE. O Presidente dos EUA, Donald Trump, tinha já confirmado o recurso às reservas esta quarta-feira, mas sem apresentar números.
A Reserva Estratégica de Petróleo norte-americana tem neste momento cerca de 415 milhões de barris, estando a cerca de 60% da sua capacidade, depois de uma série de reduções durante a Administração Biden, incluindo após a invasão da Ucrânia pela Rússia, que também fez disparar os preços do crude.
Na altura foram retirados cerca de 180 milhões de barris das reservas, um nível recorde, algo que mereceu críticas dos republicanos e do próprio Trump, que prometeu repor os níveis. O Presidente dos EUA voltou a prometer a reposição dos stocks numa entrevista esta quarta-feira, dizendo que as reservas serão reduzidas “um pouco” para reduzir os preços dos combustíveis e depois preenchidas novamente.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou esta quarta-feira que o país vai recorrer às Reservas Estratégicas de Petróleo para tentar “baixar os preços”.
Questionado numa entrevista a uma estação local de Cincinnati sobre se os EUA iriam recorrer às reservas, Trump disse que sim. “Sim, vamos fazer isso e depois voltamos a enchê-las”, referiu.
“Neste momento, vamos reduzi-las um pouco e isso faz com que os preços desçam”, disse Trump, sem especificar quantos barris de petróleo os EUA vão libertar.
Recorde-se que, esta quarta-feira, a Agência Internacional de Energia decidiu libertar 400 milhões de barris das reservas estratégicas da organização, da qual os EUA fazem parte.
Donald Trump estará a preparar-se para invocar poderes presidenciais da era da Guerra Fria para abrir caminho à retoma da produção de crude na costa sul do estado da Califórnia, numa tentativa de aliviar a crise global no mercado petrolífero provocada pela guerra no Médio Oriente.
Espera-se que o republicano convoque em breve autoridades do país ao abrigo da Lei de Produção de Defesa (Defence Production Act, em inglês) para se antecipar às leis estaduais e assim facilitar a concessão de licenças à Sable Offshore, uma empresa sediada em Houston que pretende retomar a produção de um conjunto de plataformas ao largo da costa da Califórnia. A informação é avançada pela Bloomberg, que cita fontes próximas do assunto.
A Califórnia depende fortemente do petróleo estrangeiro - que representou cerca de 61% do crude usado pelas suas refinarias no ano passado. Aproximadamente 30% do abastecimento de petróleo estrangeiro do estado norte-americano precisa de passar pelo Estreito de Ormuz, que está praticamente paralisado desde o início da guerra no Médio Oriente.
E nos últimos dias, Trump tem procurado aliviar as preocupações sobre os preços mais altos do petróleo, ameaçando, inclusive, com bombardeamentos “mais intensos” ao Irão se o país interromper o fluxo de petróleo bruto por Ormuz.
Não é ainda claro, no entanto, se o plano para retomar a produção de petróleo ao largo da costa da Califórnia - que já tinha sido alvo de discussões antes dos EUA e Israel lançarem ataques contra o Irão - traria um alívio imediato aos preços do “ouro negro”.
A Sable afirmou que os seus poços offshore poderão bombear rapidamente entre 45 mil a 55 mil barris por dia de petróleo bruto assim que a produção seja reiniciada. A empresa tem procurado retomar a produção em grande escala das plataformas próximas à costa de Santa Bárbara. Mas os seus planos têm esbarrado e sido travados pela oposição dos reguladores da Califórnia à reabertura do chamado complexo de oleodutos de Santa Ynez, necessário para canalizar o petróleo bruto para terra e para as refinarias da região.
O diploma que Trump estará prestes a invocar permite que os presidentes norte-americanos autorizem um conjunto de ações para reforçar as capacidades de defesa nacional dos EUA, incluindo pedir a empresas do setor privado para expandirem a produção de materiais industriais críticos.
O Irão disse a intermediários regionais que, para um cessar-fogo, os EUA devem garantir que nem os norte-americanos nem Israel atacarão o país no futuro, de acordo com várias autoridades familiarizadas com o assunto e citadas pela Bloomberg.
O país estará, segundo as mesmas fontes, particularmente preocupado com o facto de poder vir a sofrer futuros ataques por parte de Israel após o fim da guerra atual.
Nesta quarta-feira, Masoud Pezeshkian, Presidente do Irão, disse que a única maneira de acabar com a guerra é “reconhecer os direitos legítimos do Irão, o pagamento de reparações e garantias internacionais firmes contra futuras agressões".
O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse esta quarta-feira que não acredita que o Irão esteja a colocar minas no Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo que voltou a sublinhar que a guerra terminaria em breve.
Questionado sobre se o Irão tinha colocado minas no estreito, Trump disse aos jornalistas que “achamos que não”. A afirmação surge depois de notícias terem revelado que a República Islâmica teria colocado cerca de uma dúzia de minas na via marítima.
O Estreito de Ormuz – por onde passa cerca de 20% do gás e petróleo consumidos ao nível global - está praticamente intransitável desde o início da guerra no Médio Oriente, que entrou hoje no 12.º dia com mísseis e drones disparados por ambos os lados.
Ainda durante o dia, o Comando Central dos EUA, numa publicação nas redes sociais, alertou civis para “evitarem imediatamente todas as instalações portuárias onde as forças navais iranianas estão a operar” ao longo do estreito. Isto depois de a Administração Trump ter ontem feito uma série de comentários contraditórios sobre o rumo da guerra, causando fortes flutuações nos preços da energia.
Depois de o Citigroup ter evacuado os escritórios no Dubai, o Goldman Sachs pediu aos funcionários para não se deslocarem às instalações no emirado. O banco deu instruções aos funcionários para pedirem permissão antes de se deslocarem às instalações no Médio Oriente.
O Standard Chartered também pediu aos funcionários no Dubai International Financial Centre e áreas circundantes para abandonarem os escritórios, de acordo com fontes citadas pela Bloomberg.
Antes, o Citigroup também tinha evacuado os escritórios. “Procedam para o local seguro mais próximo do escritório”, diz um memorando interno. “Trabalhem em casa até indicação em contrário.”
Vários bancos de Wall Street já avisaram os funcionários nos Emirados Árabes unidos para trabalharem a partir de casa desde que a guerra começou. Várias insituições bancárias também deram a opção aos trabalhadores para abandonarem temporariamente o país. Os alertas intensificaram-se depois das ameaças recentes do Irão em atacar os centros financeiros no Médio Oriente.
O banco norte-americano Citi evacuou os seus escritórios no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, após ameaças iranianas de atacar centros financeiros norte-americanos e israelitas na região do Golfo, disse esta quarta-feira uma fonte bancária.
Segundo a mesma fonte, citada pela agência francesa AFP, os funcionários do banco foram instruídos pela administração a abandonar os escritórios localizados no Centro Financeiro Internacional do Dubai (DIFC) e no distrito de Oud Metha devido a "aumentadas preocupações de segurança".
A decisão surge depois de Teerão ter avisado que poderia visar interesses económicos dos Estados Unidos e de Israel no Golfo, no contexto da escalada militar regional.
Funcionários de duas outras empresas instaladas no DIFC disseram também à AFP que os seus escritórios foram evacuados por precaução.
As forças armadas do Irão afirmaram hoje que vão passar a alvejar bancos e instituições financeiras na região depois da morte de funcionários bancários em Teerão num ataque israelo-americano.
"O inimigo deu-nos carta-branca para visar os centros económicos e bancos" dos Estados Unidos e de Israel no Médio Oriente, declarou o quartel-general central de Khatam al-Anbiya, ligado aos Guardas da Revolução.
O comando iraniano aconselhou a população no Médio Oriente a não se aproximar a menos de um quilómetro de bancos norte-americanos ou israelitas, segundo a agência espanhola EFE.
A ameaça coloca em risco particular o Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que acolhe inúmeras instituições financeiras internacionais, bem como os reinos da Arábia Saudita e do Bahrein, segundo a AP.
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou esta quarta-feira ter atingido um navio israelita com bandeira da Libéria e um cargueiro tailandês que entraram no Estreito de Ormuz após ignorarem os avisos das forças navais do Irão.
"O navio israelita 'Express Rome', que tem bandeira da Libéria", e o cargueiro "Mayuree Naree" foram atingidos por projéteis iranianos e parados depois de ignorarem os avisos da Guarda Revolucionária, disse a força armada ideológica do regime iraniano, num comunicado divulgado pela agência de notícias iraniana ISNA.
O comandante das forças navais iranianas, Alireza Tangsiri, declarou na rede social X que "qualquer navio que deseje passar pelo estreito deve obter permissão do Irão" antes de entrar.
Um navio porta-contentores, um navio cargueiro e um graneleiro foram atingidos hoje por "projéteis desconhecidos" nesta região, segundo o Centro de Operações do Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), que registou 17 incidentes envolvendo navios nesta zona desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro.
A Marinha tailandesa confirmou que o graneleiro "Mayuree Naree" foi atacado no Estreito de Ormuz, acrescentando que 20 dos 23 tripulantes já foram resgatados.
Hoje, de acordo com o jornal grego Naftemporiki, um navio graneleiro de propriedade grega foi atingido por um projétil de origem desconhecida perto do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico.
A Agência Internacional de Energia (AIE) deu luz verde à maior libertação de sempre de reservas de petróleo, numa tentativa de contar a subida dos preços da energia na sequência da guerra no Médio Oriente. Os 32 membros da AIE vão libertar 400 milhões de barris - o maior número de sempre.
Leia a notícia completa aqui.
Donald Trump, Presidente dos EUA, está empenhado em acabar com a guerra no Irão no curto prazo e, esta quarta-feira, voltou a reafirmar esse compromisso. Em entrevista telefónica à Axios, o líder norte-americano afirmou que o conflito no Médio Oriente vai terminar "em breve" - até, porque, "praticamente nada restou para atingir".
"A guerra está a correr muito bem. Estamos muito adiantados em relação ao calendário previsto. Causámos mais danos do que pensávamos ser possível, mesmo no período original de seis semanas" que tinha contempladas para o conflito, disse Trump ao meio de comunicação dos EUA. Para o Presidente, restam poucos objetivos por alcançar. "Quando eu quiser que isto acabe, vai acabar", referiu.
"Eles [Irão] estavam atrás do resto do Médio Oriente. Estão a pagar por 47 anos de morte e destruição que causaram. Isto é vingança. Não vão escapar tão facilmente", acrescentou Trump.
Estes comentários acontecem numa altura em que os dirigentes norte-americanos e israelitas dão sinais mistos sobre o fim do conflito. Ainda esta quarta-feira, o ministro israelita da Defesa, Israel Katz, afirmou que a guerra continuará "sem qualquer limite de tempo, pelo tempo que for necessário, até alcançarmos todos os objetivos e vencermos decisivamente a campanha".
A Roménia vai aceitar o envio de equipamento e tropas militares dos Estados Unidos para apoiar os ataques aéreos contra o Irão, anunciou hoje o Presidente romeno, Nicusor Dan.
Nicusor Dan afirmou que o equipamento inclui aeronaves de reabastecimento em voo, sistemas de seguimento e instalações de comunicação por satélite, que deverão ser instalados no país no âmbito do sistema de defesa antimíssil de Deveselu, no sul da Roménia.
De acordo com a imprensa romena, Washington pediu também o envio de forças adicionais, incluindo aviões de combate e outros equipamentos, para a base aérea da NATO de Mihail Kogalniceanu, situada perto da costa do mar Negro.
A decisão romena, adotada pelo Conselho Supremo de Defesa Nacional, órgão que reúne o Presidente, o primeiro-ministro e vários ministros, terá ainda de ser ratificada pelo Parlamento romeno.
“Estes dispositivos são defensivos e não estão equipados com armamento propriamente dito. Em termos técnicos, são chamados de dispositivos não cinéticos”, disse Nicusor Dan aos jornalistas.
O exército iraniano declarou esta quarta-feira como "alvos legítimos" todos os navios norte-americanos, israelitas e dos aliados dos dois países no estreito de Ormuz.
"Qualquer navio cuja carga de petróleo ou o próprio navio pertença aos Estados Unidos, ao regime sionista [Israel] ou aos seus aliados hostis será considerado um alvo legítimo", declarou o comando central das operações militares.
O exército iraniano não permitirá "a exportação de um único litro de petróleo" através do estreito em benefício dos Estados Unidos, de Israel ou dos seus parceiros, disse o comando num comunicado divulgado pela televisão estatal, citado pela agência francesa AFP.
Ebrahim Zolfagari, porta-voz do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, que coordena o exército regular com a Guarda Revolucionária, assegurou que os ataques contra alvos norte-americanos nos países do Médio Oriente vão continuar.
"O truque de esconder o exército cobarde em locais públicos e em infraestruturas dos países da região não poderá salvá-los do pântano em que ficaram presos", advertiu num vídeo publicado pela agência Tasnim e citado pela espanhola EFE.
"Devido aos distúrbios persistentes no Médio Oriente, a KLM decidiu cancelar todos os voos com destino ao Dubai até 28 de março, inclusive", declarou a empresa.
"A segurança dos nossos passageiros e tripulações continua a ser a nossa prioridade absoluta", precisou a KLM, acrescentando que está a acompanhar de perto a situação e a manter-se em contacto com as autoridades competentes.
A companhia aérea está também a trabalhar com a diplomacia neerlandesa no repatriamento de cidadãos retidos na região.
Na segunda-feira, o grupo aéreo alemão Lufthansa anunciou a prorrogação da suspensão dos seus voos de e para vários aeroportos importantes do Médio Oriente, nomeadamente nos Emirados, Líbano, Israel e Irão. Estão suspensos até 15 de março, inclusive, os voos de e para Dubai, Abu Dhabi, Dammam (Arábia Saudita), Amã (Jordânia) e Erbil (Iraque); até 28 de março, inclusive, os voos de e para Beirute; e até 02 de abril, inclusive, os voos de e para Tel Aviv.
Por fim, Teerão, o destino afetado por mais tempo, não será servido pelo grupo aéreo até 30 de abril inclusive.
A Air France, por sua vez, prolongou a suspensão dos voos de e para Telavive e Beirute até 13 de março inclusive.
O Japão prepara-se para tomar a dianteira na libertação de petróleo das suas reservas estratégicas. Esta quarta-feira, a primeira-ministra nipónica, Sanae Takaichi, anunciou que o país vai começar a introduzir crude no mercado já na próxima semana - sem esperar pela decisão dos membros da Agência Internacional de Energia (AIE), da qual o Japão também faz parte.
Takaichi revela que a utilização das reservas pode acontecer já na segunda-feira. O "stock" de crude japonês é mantido em conjunto pelo setor privado e pelo Estado, correspondendo ao equivalente a 254 dias de consumo da matéria-prima e produtos destilados no país.
O volume a ser libertado ainda não é certo, mas, de acordo com a líder do executivo, deverá corresponder ao consumo de 15 dias na parte gerida pelo setor privado e ao de um mês na parte controlada pelo Estado.
Mais de 90% do petróleo que chega ao Japão é importado de países do Médio Oriente, com a grande maioria a passar pelo estreito de Ormuz - agora praticamente encerrado, devido aos ataques do Irão aos petroleiros que passam por este ponto crítico do comércio global.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou esta quarta-feira que os Estados Unidos e Israel violaram o direito internacional ao atacar o Irão acrescentando que a atual crise no Médio Oriente é a mais complexa das últimas décadas.
Na apresentação perante o Parlamento de Roma de um relatório sobre a guerra no Irão, a chefe do executivo disse que existe uma conjuntura de crise do sistema internacional, em que as ameaças se tornaram "assustadoras".
Meloni sublinhou que se multiplicaram ações unilaterais conduzidas fora do âmbito do direito internacional assinalando, neste contexto, a "intervenção" norte-americana e israelita contra o regime iraniano.
Por outro lado, Meloni disse que pretende dialogar com os partidos políticos sobre como lidar com a crise no Médio Oriente, que considerou ser uma das mais complexas das últimas décadas, e que exige, frisou, ações sérias.
"Não temos aqui um governo cúmplice das decisões dos outros, muito menos um governo isolado na Europa ou culpado pelas consequências económicas que a crise possa ter nos cidadãos e nas empresas", declarou a primeira-ministra.
Giorgia Meloni apelou a um "espírito construtivo de coesão" para enfrentar a crise, salientando que o governo de Itália não estava a tentar esquivar-se ao escrutínio parlamentar.
Um terceiro navio a navegar perto do Estreito de Ormuz foi atingido nesta quarta-feira por um projétil, segundo detalha a CNN Internacional.
O navio cargueiro estava a cerca de 50 milhas náuticas do Dubai, segundo as Operações do Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO na sigla em inglês).
Este marca assim o terceiro incidente do dia com navios perto da região. Dois outros navios de carga foram atingidos por projeteis já esta quarta-feira: um ao largo do Omã e o outro ao largo dos Emirados Árabes Unidos.
Estes incidentes mostram que o conflito continua intenso na região e que a passagem pelo Estreito de Ormuz representa um perigo acrescido para as transportadoras marítimas, que podem ser apanhadas em "fogo cruzado".
A Agência Internacional de Energia (AIE) vai propor, nesta quarta-feira, uma utilização de 300 a 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas dos 32 países membros.
A confirmar-se a informação avançada pela agência de notícias Bloomberg, esta seria a maior "libertação" de reservas de emergência de barris de petróleo de sempre, superando em larga escala o movimento feito depois do início da guerra na Ucrânia (de 180 milhões de barris). A decisão final só deverá ser anunciada da parte da tarde.
Já no início da madrugada o jornal The Wall Street Journal noticiava que a AIE preparava-se para fazer a maior libertação de sempre de reservas estratégicas de petróleo.
Nesta quarta-feira de manhã, os países do G7 apoiaram a utilização de reservas estratégicas para mitigar a subida dos preços da energia. "Apoiamos, em princípio, a implementação de medidas proativas para lidar com a situação, incluindo a utilização de reservas estratégicas", declararam os ministros da energia do G7 num comunicado conjunto divulgado esta quarta-feira.
Os 32 países que são membros da AIE têm, no seu conjunto, 1,2 mil milhões de barris de petróleo em reservas de emergência.
As forças armadas do Irão vão passar a alvejar bancos e instituições financeiras na região depois da morte de funcionários bancários em Teerão num ataque israelo-americano, anunciou esta quarta-feira o comando conjunto iraniano.
O aviso foi divulgado pelo quartel-general al-Anbiya, em Teerão, sede do comando conjunto das forças armadas da República Islâmica do Irão, segundo a agência de notícias norte-americana The Associated Press (AP).
Seguiu-se a relatos dos meios de comunicação iranianos sobre a morte de funcionários de um banco em Teerão durante ataques aéreos de Israel e dos Estados Unidos, no âmbito da ofensiva lançada em 28 de fevereiro.
A ameaça coloca em risco particular o Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que acolhe inúmeras instituições financeiras internacionais, bem como os reinos da Arábia Saudita e do Bahrein, segundo a AP.
Dois drones vindos do Irão atingiram esta quarta-feira uma área próxima do Aeroporto Internacional do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, ferindo quatro pessoas, embora os voos continuem a operar, informaram as autoridades.
O Gabinete de Imprensa do Dubai, que emite comunicados em nome do Governo da cidade-estado, afirmou que o ataque causou “ferimentos ligeiros em dois cidadãos ganeses e num cidadão do Bangladesh, e ferimentos moderados num cidadão indiano”.
O comunicado sublinhou ainda que os voos continuam a operar.
O Aeroporto Internacional do Dubai, sede da companhia aérea Emirates, que opera voos de longo curso, é o mais movimentado do mundo em termos de viagens internacionais.
As autoridades de Dubai têm tentado aumentar a programação de voos, apesar de o aeroporto ter sido alvo de ataques durante a guerra.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano".
Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também atingiram Chipre, Azerbaijão e Turquia.
Os ministros da Energia do G7 admitiram esta quarta-feira utilizar as reservas estratégicas de petróleo para fazer face à volatilidade dos preços da energia provocada pela guerra no Médio Oriente.
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O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, está "são e salvo" apesar dos ferimentos, afirmou esta quarta-feira o filho do Presidente iraniano, na plataforma de mensagens Telegram.
"Ouvi relatos de que o senhor Mojtaba Khamenei tinha sido ferido", escreveu Yousef Pezeshkian, filho de Masoud Pezeshkian.
"Perguntei a alguns amigos que têm contactos com ele. Disseram-me que, graças a Deus, está são e salvo", acrescentou Yousef, que também é conselheiro do Governo.
Mojtaba Khamenei, líder religioso do Irão, terá sido ferido durante o ataque que matou o pai, o 'ayatollah' Ali Khamenei, no primeiro dia da ofensiva israelo-norte-americana, a 28 de fevereiro.
Mas os detalhes sobre a gravidade dos ferimentos de Mojtaba Khamenei são desconhecidos, e o novo líder supremo não apareceu em público desde então.
A agência de segurança marítima UKMTO, que vigia a segurança de navios e marinheiros em todo o mundo, disse que um navio porta-contentores foi atingido por um projétil perto do estreito de Ormuz.
De acordo com a UKMTO, que está sob a tutela do exército do Reino Unido, o capitão informou que a embarcação foi danificada, mas que todos os tripulantes estão em segurança.
O navio foi atingido por um "projétil não identificado" a 25 milhas náuticas (46 quilómetros) a noroeste de Ras Al Khaimah, na costa dos Emirados Árabes Unidos.
O local encontra-se ainda dentro do Golfo Pérsico, mas próximo de Ormuz, um estreito crucial para o transporte de petróleo, que se encontra atualmente em alerta máximo devido ao conflito em curso entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão.
A UKMTO registou 14 incidentes que afetaram navios no Golfo Pérsico, no estreito de Ormuz e no golfo de Omã entre 28 de fevereiro, quando o conflito começou, e terça-feira.
Destes incidentes, quatro são relatos de "atividade suspeita", como ouvir ou ver explosões, e dez são ataques que atingiram uma embarcação. A agência refere que estes ataques deixaram sete marinheiros mortos.