Mundo Obama apresenta medidas para controlo de armas e emociona-se

Obama apresenta medidas para controlo de armas e emociona-se

O presidente norte-americano apresentou o esperado pacote de medidas tendentes a garantir um maior controlo sobre os vendedores e compradores de armas. No entanto, mantém-se intacto o direito constitucional ao porte de armas.
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David Santiago 05 de janeiro de 2016 às 19:07

Foi num tom emocionado, que o levaria mesmo às lágrimas, que Barack Obama apresentou esta terça-feira, 5 de Dezembro, um conjunto de medidas que têm como objectivo reforçar o controlo sobre a compra e venda de armas nos Estados Unidos. Ainda assim, a imprensa norte-americana, como por exemplo o Washington Post, classifica de "modesto" o pacote hoje anunciado pelo presidente norte-americano.

 

Em parte revelado ainda na segunda-feira à noite, o novo pacote de medidas concentra-se essencialmente no reforço do controlo sobre compradores e vendedores de armas, passando agora a dar-se especial importância à análise psicológica dos adquirentes. Enquanto método preventivo, os estados também terão de tornar pública a informação relativa aos historiais de doenças mentais e violência doméstica.

 

Concretamente em relação aos vendedores, estes terão de estar licenciados, cujo processo é agora melhorado, e serão alvo de análise ao seu percurso profissional e pessoal. Nesse sentido, o FBI deverá aumentar em 50% a capacidade de análise desses historiais, devendo para tal contratar 230 novos examinadores.

 

De forma a contornar a maioria republicana no Congresso norte-americano, Obama explicou ter recorrido à autoridade executiva atribuída ao Presidente para avançar com este pacote, reconhecendo que "não irei novamente a eleições, pelo que não estou à procura de marcar pontos". E numa crítica aos

O lóbi do armamento pode ter actualmente o Congresso como refém, mas não poderão fazer da América refém.
Barack Obama
Presidente dos Estados Unidos

fabricantes de armas e aos republicanos, Obama afirmou que "o lóbi do armamento pode ter actualmente o Congresso como refém, mas não poderão fazer da América refém".

 

O plano apresentado mereceu imediatas críticas do lado de vários membros do Partido Republicano, que prometeram reverter estas medidas se o próximo presidente dos Estados Unidos for republicano. Os republicanos também reiteraram que vão avançar para os tribunais para tentar impedir que o plano presidencial se concretize.

 

Ainda assim, Barack Obama defende a legitimidade da sua proposta, compatível com uma Constituição norte-americana que confere aos cidadãos do país o direito ao porte de arma. Obama reconhece ainda que o seu plano não vai resolver o problema que, nos últimos anos, levou a vários tiroteios que resultaram em muitas mortes de civis, mas "vai salvar vidas e poupar algumas famílias".

 

Obama acabaria mesmo por chegar às lágrimas já depois de elencar todas as vezes em que, nos seus dois mandatos presidenciais, teve de se dirigir ao país na sequência de tiroteios. Foi quando admitiu ficar "passado" sempre que pensa nas 20 crianças e seis educadores assassinados no Connecticut, que o presidente norte-americano se mostrou incapaz de conter as lágrimas que viriam a arrancar uma salva de palmas dos presentes na Sala Este da Casa Branca.




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