Trump ameaça atacar estrutura petrolífera se Irão interferir com navegação no estreito de Ormuz
Acompanhe os desenvolvimentos do 14.º dia de conflito no Médio Oriente. O novo líder supremo do Irão prometeu continuar as retaliações. Já os americanos prometem aumentar a pressão dos ataques sobre território iraniano.
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- Trump ameaça atacar estrutura petrolífera se Irão interferir com navegação no estreito de Ormuz
- Tomada de poder pelos opositores iranianos não deverá "acontecer imediatamente", diz Trump
- EUA oferecem 10 milhões de dólares por informações sobre Khamenei
- EUA reforçam contingente militar no Médio Oriente. Enviam mais de 2 mil fuzileiros para a região
- Produtores de petróleo perdem mais de 13 mil milhões desde início do conflito
- Arábia Saudita "recruta" superpetroleiros para compensar Ormuz
- Países europeus tentam abrir diálogo com o Irão para assegurar passagem pelo estreito de Ormuz
- Novo líder supremo do Irão está ferido, dizem EUA. Já foram atacados 15 mil alvos
- Chanceler alemão contra alívio de sanções ao petróleo russo. É "errado", diz
- Quatro militares americanos morrem em operação de reabastecimento no Iraque
- Teerão reivindicou ataques contra Israel e bases dos EUA no Bahrein
- Série de fortes explosões em Teerão após anúncio israelita de nova ofensiva
- Arábia Saudita anuncia interceção de quase 30 'drones' no seu espaço aéreo
- Duas pessoas mortas em ataque com drone em Omã
- Primeiro soldado francês morto na guerra do Médio Oriente
- Presidente dos Estados Unidos Donald Trump volta a ameaçar Teerão
Os EUA efetuaram “um dos mais bombardeamentos mais poderosos da história do Médio Oriente, obliterando totalmente cada alvo militar da joia da coroa do Irão, a ilha Kharg", escreveu esta sexta-feira o Presidente norte-americano, Donald Trump, na rede social Truth Social.
Trump assinalou ainda que, apesar de os EUA terem as armas “mais poderosas e sofisticadas que o mundo já conheceu”, optou “por razões de decência (...) não arrasar a infraestrutura petrolífera da ilha", um importante ponto estratégico no Golfo Pérsico, por onde passam as exportações de crude do Irão.
Contudo, o Presidente dos EUA deixou a ameaça de que “se o Irão, ou outros, fizerem alguma coisa para interferir com a passagem livre e segura pelo estreito de Ormuz”, vai “reconsiderar imediatamente esta decisão.”
Trump disse que o Irão “não tem capacidade para defender” o que os EUA querem atacar “e não podem fazer nada quanto a isso”. Reiterou que “o Irão nunca terá uma arma nuclear, nem a capacidade de ameaçar os EUA, o Médio Oriente ou, o Mundo”.
“Seria sensato deporem as armas e salvarem o que resta do país, o que não é muito”, apelou Trump aos militares iranianos e a “todos os outros envolvidos com este regime terrorista”.
Antes, Trump disse aos jornalistas que a ofensiva continuará pelo tempo que for necessário, insistindo que a campanha militar está adiantada em relação ao previsto. Também sugeriu que a Marinha deverá começar a escoltar navios no estreito de Ormuz "muito em breve".
Depois de ter repetidamente instigado os opositores iranianos a tomarem o poder e derrubarem o regime ditatorial teocrático na sequência dos ataques militares ao país, o Presidente dos EUA, Donald Trump foi bastante mais comedido acerca dessa possibilidade numa entrevista esta sexta-feira à Fox News Radio.
Trump referiu-se às forças paramilitares Basij, que reprimiram violentamente os protestos recentes ocorridos no país, e que mantêm o controlo da sociedade. “Penso realmente que essa é uma grande barreira a ultrapassar para pessoas que não têm armas. Penso que é uma barreira muito grande”, referiu.
O Presidente dos EUA acrescentou que a tomada de poder pelos opositores “vai acontecer, mas talvez não aconteça imediatamente. Quem vai fazer isso? Eles literalmente têm pessoas nas ruas com metralhadoras, metralhando pessoas se quiserem protestar”.
O programa “Recompensas pela Justiça” do Departamento de Estado dos EUA ofereceu até 10 milhões de dólares por informações sobre o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, bem como sobre altos funcionários e figuras ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Um cartaz publicado na rede social X pelo Serviço de Segurança Diplomática do Departamento de Estado dos EUA enumera alguns dos detentores de altos cargos dentro da estrutura que lidera o Irão, incluindo Mojtaba Khamenei, o vice-chefe de gabinete do seu pai Ali Asghar Hejazi, e o alto responsável pela segurança, Ali Larijani.
Outros nomes na lista incluem Yahya Rahim Safavi, um conselheiro militar sénior de Khamenei, o ministro do Interior, Eskandar Momeni, e o ministro da Inteligência, Esmail Khatib.
Cerca de 2.200 fuzileiros a bordo de três navios anfíbios da Marinha dos EUA - uma unidade que está permanentemente destacada no Japão e opera na região do Indo-Pacífico - vão ser enviados para o Médio Oriente, segundo duas fontes oficiais norte-americanas, citadas pela ABC News.
A mobilização não significa, no entanto, que os EUA teham intenções de enviar tropas para dentro do Irão, sendo que o objetivo será disponibilizar recursos terrestres, anfíbios e aéreos que podem ser postos à disposição dos comandantes militares norte-americanos na região, caso seja necessário.
Esta unidade em particular, diz o jornal norte-americano, inclui também um esquadrão de caças F-35 e um esquadrão de aeronaves MV-22 Osprey.
Os produtores de petróleo perderam mais de 15.000 milhões de dólares (cerca de 13.080 milhões de euros) em receitas energéticas desde o início do conflito no Irão, revelou um estudo publicado esta sexta-feira pelo Financial Times (FT).
Estima-se que passem diariamente pelo Estreito de Ormuz cerca de 1.200 milhões de dólares em petróleo, produtos refinados e gás natural liquefeito, de acordo com os preços e volumes médios do ano passado.
Este estreito é a rota de exportação de petróleo mais importante do mundo, uma vez que liga os maiores produtores do Golfo Pérsico, como a Arábia Saudita, o Irão, o Iraque e os Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.
Desde que Israel e os Estados Unidos iniciaram a guerra contra o Irão no dia 28 de fevereiro, o tráfego através desta rota marítima ficou praticamente paralisado devido aos ataques iranianos a navios e ao aviso do regime de Teerão de que o manterá bloqueado.
A Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo, foi o país mais prejudicado pela crise, uma vez que se estima que o país tenha perdido 4.500 milhões de dólares desde o início da guerra, embora tenha previsto compensar estas perdas com um aumento das suas exportações a partir dos portos do Mar Vermelho (no oeste do país) nos próximos dias, referiu o estudo.
A Bahri, antiga companhia nacional de transporte marítimo da Arábia Saudita, já contratou seis superpetroleiros para ajudar no escoamento de crude do país. Os sauditas querem usar o acesso ao mar Vermelho para contornar a paralisação do estreito de Ormuz.
Cada superpetroleiro tem uma capacidade de carga de dois milhões de barris de petróleo. E segundo a Bloomberg, a frota que a Arábia Saudita está a recrutar de grandes navios de transporte poderá ser maior do que aquela que já foi possível apurar.
Os sauditas vão mais longe e estão a pagar fretes a preços muito superiores aos habituais. Tipicamente, o custo um superpetroleiro é de 100 mil dólares por dia. Em casos de grande tensão e procura, os preços costumavam chegar aos 300 mil dólares por dia. Os sauditas estarão a pagar 450 mil dólares por dia por cada embarcação.
Também a Saudi Aramco já sinalizou que pretende usar o porto de Yanbu para começar a escoar petróleo para os mercados internacionais.
Alguns países europeus, incluindo França e Itália, deram início a um diálogo com o Irão com o objetivo de garantir a travessia, em segurança, dos seus navios pelo estreito de Ormuz. A notícia destas conversações está a ser avançada pelo Financial Times, citando fontes próximas do assunto.
A passagem pelo estreito de Ormuz tem estado praticamente parada devido ao conflito entre o Irão e os EUA, com forte impacto nos preços do crude e do gás natural, já que por ali passam 20% destas matérias-primas.
Duas fontes que foram informadas destas negociações indicaram que França é dos dos países - uma disse ainda que Itália também está a fazer esforços nesse sentido.
Não é claro se o Irão mostrou disponibilidade para discutir este tema.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse nesta sexta-feira em conferência de imprensa que o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, está ferido e provavelmente desfigurado.
Numa conferência de balanço sobre os primeiros 14 dias da guerra no Médio Oriente, Hegseth revelou ainda que os EUA e Israel já atingiram 15 mil alvos iranianos.
Os EUA querem usar o petróleo russo para conter a escalada nos preços, mas a decisão está a causar incômodo nalguns aliados europeus. Esta sexta-feira, o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que era "errado" utilizar o crude do país liderado por Vladimir Putin, que está a beneficiar economicamente da guerra no Irão.
"Aliviar as sanções neste momento, por qualquer motivo que seja, seria errado", disse Merz esta sexta-feira, de visita à Noruega. "Gostaria de saber quais foram os motivos que levaram o governo dos EUA a tomar esta decisão", afiançou ainda, relembrando que, embora os preços estejam elevados - o que constitui um problema -, não existe falta de oferta no mercado.
"A questão principal é: quando é que esta guerra vai acabar e que estratégia será utilizada para lhe pôr fim?", interroga o chanceler alemão, que afirma que "estas perguntas ainda não foram realmente respondidas".
Na quinta-feira, o Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA emitiu uma licença de âmbito geral que autoriza a entrega e venda de petróleo russo, desde que tenha sido já carregado em petroleiros. A licença, que abrange outros produtos petrolíferos, prolonga-se por um mês, até 11 de abril, mas exclui quaisquer transações que envolvam o Irão.
Em contraciclo com Merz, a Hungria pediu esta sexta-feira à UE que siga o exemplo norte-americano e suspenda temporariamente as sanções contra o petróleo russo, de forma a conter a grande escalada dos preços que atiraram o barril de petróleo acima dos 100 dólares. Budapeste tem sido uma voz dissonante entre os países da União Europeia (UE) sobre a invasão da Ucrânia, opondo-se a muitas das medidas adotadas contra Moscovo.
Uma aeronave de abastecimento norte-americana caiu no Iraque na quinta-feira e o Centro de Comando dos EUA confirmou esta sexta-feira a morte de quatro dos seis tripulantes.
Ainda segundo o Centro de Comando, o incidente não envolveu fogo inimigo (nem fogo de aliados) e que mantém as operações de busca aos destroços, segundo o canal BBC.
O incidente envolveu duas aeronaves americanas, com a segunda a ter aterrado em segurança.
A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou esta sexta-feira uma nova vaga de ataques contra bases militares dos Estados Unidos e de Israel em território israelita e outros locais do Médio Oriente, comprometendo-se com a libertação de Jerusalém.
"A libertação de Jerusalém está próxima e a vitória está ao alcance dos oprimidos e dos que procuram a liberdade no mundo", afirmou a Guarda Revolucionária em comunicado, sublinhando que os últimos ataques coincidiram com o Dia Internacional de Jerusalém, celebrado hoje, a última sexta-feira do Ramadão.
A Guarda Revolucionária especificou que o ataque, utilizou mísseis de precisão e drones contra as cidades israelitas de Kiryat Shmona, Jedrela e Haifa, bem como contra uma base dos Estados Unidos no Bahrein.
Uma série de fortes explosões abalou esta sexta-feira Teerão, segundo jornalistas da agência noticiosa francesa AFP, após Israel anunciar nova onda de ataques, neste 14.º dia de ofensiva conjunta com os Estados Unidos contra a República Islâmica.
Os impactos e deflagrações, descritos como fora do normal, aconteceram pelas 10:00 horas locais (06:30 horas de Lisboa), e sentidos em localizações diferentes a quilómetros uma da outra, no norte e no centro da capital iraniana.
A AFP relatou pelo menos duas colunas de fumo no perímetro da cidade iraniana, sem identificar os alvos atingidos, uma vez que a chuva que se faz sentir dificulta a visibilidade.
As Forças da Defesa de Israel (IDF) anunciaram, já pelas 07:00 horas de Lisboa, ter lançado uma nova onda de ataques de larga escala contra Teerão, visando “as infraestruturas do regime terrorista iraniano", segundo comunicado militar.
O Ministério da Defesa saudita anunciou a interceção de quase 30 'drones' no seu espaço aéreo nas últimas horas.
Em várias mensagens na rede social X, o ministério anunciou ter "intercetado e destruído" uma primeira vaga de 12 'drones', seguida por nove e sete 'drones'.
O reino é alvo de ataques desde o início da guerra no Médio Oriente.
Duas pessoas morreram num ataque com um drone no norte de Omã, informou esta sexta-feira a imprensa estatal, numa altura em que o Irão continuava os ataques de retaliação em países vizinhos.
"Dois drones caíram na província de Sohar. Um deles caiu na zona industrial de Al-Awahi, matando dois trabalhadores estrangeiros e ferindo vários outros. O segundo caiu numa zona aberta sem causar vítimas", informou a agência de notícias de Omã, citando uma fonte das forças de segurança.
Um soldado francês morreu "durante um ataque" na região de Erbil, no Curdistão iraquiano, anunciou o presidente da França, Emmanuel Macron, marcando a primeira morte registada no exército francês durante a guerra do Médio Oriente.
"O suboficial Arnaud Frion, do 7º Batalhão de Caçadores Alpinos em Varces, morreu pela França durante um ataque na região de Erbil, no Iraque", escreveu Macron, na noite de quinta-feira, confirmando que vários soldados franceses ficaram feridos.
O ataque em Erbil teve como alvo as forças antiterroristas, disse o Presidente francês.
No âmbito de uma coligação internacional de combate ao fundamentalismo islâmico, liderada por Washington, militares de diversos países, incluindo Itália e França, estão a treinar membros das forças de segurança curdas no Curdistão iraquiano.
"A guerra no Irão não justifica tais ataques", enfatizou Macron.
O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, lançou uma nova ameaça ao Irão, escrevendo: “Observem o que vai acontecer a estes canalhas desvairados hoje”.
“A Marinha do Irão acabou, a sua Força Aérea já não existe, mísseis, drones e tudo o resto estão a ser dizimados, e os seus líderes foram varridos da face da Terra”, acrescentou o líder norte-americano, na rede social que detém, a Truth Social.
“Há 47 anos que matam pessoas inocentes em todo o mundo, e agora eu, como 47.º presidente dos Estados Unidos da América, estou a matá-los”, escreveu Trump. “Que grande honra é fazê-lo!”, acrescentou.
A ameaça do líder dos EUA surgiu horas depois do Irão ter dito que um míssil disparado por grupos iraquianos pró-Teerão atingiu um avião de reabastecimento norte-americano que se despenhou no oeste do Iraque, com seis tripulantes a bordo.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA confirmou que um avião de reabastecimento se tinha despenhado no oeste do Iraque, mas garantiu que a perda do KC-135 "não foi causada por fogo inimigo ou amigo".