Warsh com via aberta para liderar Fed. Senador republicano deixa de bloquear nomeação
O único senador republicano que se opunha à nomeação de Kevin Warsh como presidente da Reserva Federal (Fed) vai votar favoravelmente à indigitação do escolhido pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, para o cargo, depois de a investigação contra o atual líder do banco central, Jerome Powell, ter sido arquivada na sexta-feira pela procuradora-geral de Washington DC, Jeanine Pirro.
Thom Tillis, um republicano da Carolina do Norte, recusava-se a aprovar a nomeação de Warsh enquanto não fosse encerrada a investigação a Powell, que considerava ser um ataque à independência da Fed. Em causa estaria uma alegada burla de milhares de milhões de dólares nas obras de renovação da sede da Fed, mas que era vista como mais uma tentativa de pressão de Trump sobre Powell para baixar as taxas de juro.
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O senador disse este domingo ter recebido garantias do Departamento de Justiça de que o processo criminal contra Powell e a Fed está “total e completamente encerrado”, ao contrário do que disse Trump no sábado. Ao mesmo tempo, decorre uma investigação separada sobre derrapagens de custos nas obras do edifício-sede do banco central.
“Com estas garantias, estou preparado para apoiar a confirmação de Kevin Warsh”, declarou Tillis em comunicado este domingo. “É um nomeado extraordinário e é tempo de a Fed seguir em frente desta distração e devolver a sua atenção total à sua missão”.
Warsh esteve já presente na Comissão Bancária do Senado responsável pela confirmação do presidente da Fed, mas a votação não avançou porque, com Tillis do lado dos democratas, os republicanos não tinham votos suficientes para a nomeação. Está agendada uma nova votação para 29 de abril, que, sem a oposição de Tillis, deverá confirmar Warsh como novo presidente do banco central antes da saída de Powell, marcada para 15 de maio, evitando um imbróglio jurídico e político.
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