pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

BCE vê inflação disparar para 2,6% este ano, mas a voltar à meta em 2027

Guerra do Irão leva BCE a prever inflação nos 2,6% este ano embora regresse aos 2% em 2027. Economia também cresce menos do que o esperado, pelas contas do 'staff' da autoridade monetária. Conflito mais prolongado ou agravado podem levar a impacto mais agravado, admite Frankfurt.

Christine Lagarde, presidente do BCE, deverá dar mais detalhes sobre as perspetivas de impacto da guerra do Irão.
Christine Lagarde, presidente do BCE, deverá dar mais detalhes sobre as perspetivas de impacto da guerra do Irão. D.R.
13:29

Com a guerra do Irão a pressionar o valor do petróleo, o Banco Central Europeu (BCE) reviu em forte alta a sua estimativa para a inflação da Zona Euro deste ano, esperando agora que os preços subam 2,6%. No entanto, o 'staff' projeta, para já, que o impacto, embora "significativo" seja de "curto prazo", com a inflação a voltar à meta de 2% no próximo ano. A economia da Zona Euro também deverá crescer menos do que o antecipado, ficando as estimativas agora pelos 0,9% este ano

"A guerra no Médio Oriente tornou as perspetivas consideravelmente mais incertas, criando riscos em alta para a inflação e riscos em baixa para o crescimento económico. Terá um impacto significativo na inflação a curto prazo através de preços mais elevados dos produtos energéticos", lê-se na nota do BCE, publicada nesta quinta-feira, 19 de março, após a reunião do Conselho de Governadores que decidiu o. 

Nesse sentido, o staff do BCE reviu em alta a sua estimativa de inflação, esperando agora que os preços no consumidor cresçam 2,6% este ano, mais 0,7 pontos percentuais do que o esperado em dezembro. Depois da subida abrupta, os economistas de Frankfurt apontam para um regresso aos 2%  - a meta do BCE - em 2027 e uma ligeira subida para os 2,1% em 2028. Em dezembro, nas últimas projeções do 'staff', a estimativa apontava para uma inflação de 1,8% em 2027 e de 2% em 2028. 

"A inflação foi revista em alta em comparação com as projeções de dezembro, especialmente para 2026, porque os preços dos produtos energéticos serão mais elevados devido à guerra no Médio Oriente", explica o BCE no comunicado. Também a inflação subjacente, que exclui os bens energéticos e alimentares, considerados mais voláteis, foi revista em alta, para 2,3% em 2026, 2,2% em 2027 e 2,1% em 2028, pelo efeito de transmissão da subida de preços da energia aos restantes bens. 

Também no que diz respeito à atividade económica, o BCE mostra-se mais pessimista. Os especialistas reviram em baixa as suas previsões para o crescimento económico da Zona Euro este ano, esperando agora que cresça 0,9%. Em dezembro, apontava para um crescimento de 1,2%. A revisão de 0,3 pontos percentuais implica que o BCE espera um abrandamento da Zona Euro face a 2025, uma vez que o PIB dos países da moeda única cresceu 1,4%. 

A revisão em baixa deste ano reflete "os efeitos da guerra nos mercados de matérias-primas, nos rendimentos reais e na confiança a nível mundial", explica o BCE. Pela positiva, "o desemprego baixo, a solidez dos balanços do setor privado e a despesa pública em defesa e infraestruturas deverão continuar a sustentar o crescimento", destaca a autoridade monetária. 

Para os anos seguintes, há uma revisão em ligeira baixa para 2027, de 0,1 pontos percentuais, para um crescimento de 1,3% esperado agora. O BCE mantém a previsão para 2028 nos 1,4%. 

Perante o impacto da guerra do Irão na inflação e na economia da Zona Euro, o 'staff' do BCE considerou dados até 11 de março para as suas previsões, uma data de fecho da informação mais tardia do que o habitual. Ao mesmo tempo, os especialistas do BCE também  traçaram cenários ilustrativos alternativos de como a guerra no Médio Oriente pode afetar o crescimento económico e a inflação.

Essas conclusões serão publicadas ainda hoje, mas o BCE indica já que "perturbações prolongadas na oferta de petróleo e gás resultariam numa inflação superior e num crescimento inferior aos avançados nas projeções de referência", lê-se na nota. 

"As implicações para a inflação a médio prazo dependem fundamentalmente da magnitude dos efeitos indiretos e de segunda ordem de um choque energético mais forte e mais persistente", acrescenta a autoridade monetária.

(Notícia atualizada com mais informação às 13:47)

Ver comentários
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.