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Ao minuto05.05.2026

Europa de volta ao verde com resultados e cessar-fogo a impulsionarem. HSBC afunda quase 6%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.

05 de Maio de 2026 às 18:02
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05.05.2026

Europa de volta ao verde com resultados e cessar-fogo a impulsionarem. HSBC afunda quase 6%

bolsas mercados Europa DAX

As principais praças europeias encerraram a sessão desta terça-feira em território positivo, recuperando das parcialmente das quedas do dia anterior, com uma série de resultados trimestrais positivos a darem força às ações do Velho Continente. O apetite pelo risco também regressou às praças globais, depois de o secretário da Guerra dos EUA ter garantido que o cessar-fogo com o Irão é para durar. 

Neste contexto, o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - acelerou 0,7% para 609,72 pontos, depois de ter perdido cerca de 1% do seu valor na segunda-feira. O setor tecnológico e industrial lideraram os ganhos desta terça-feira, enquanto o setor das viagens - que já acumula uma queda de 12% este ano - registou o pior desempenho, mesmo com os preços do petróleo a registarem desvalorizações. 

A recuperação nas ações europeias desde o estalar da guerra no Médio Oriente continua a mostrar-se bastante frágil, com o continente a ser especialmente penalizado pela crise energética que se vive atualmente. O comissário europeu da economia, Valdis Dombrovskis, já veio avisar que a União Europeia (UE) está a enfrentar um "choque de estagflação" - quando existe um ambiente económico de estagnação combinado com uma inflação elevada. 

"À medida que o conflito se prolonga e os preços da energia mantêm-se elevados, será cada vez mais difícil distinguir entre a escassez de oferta e a queda da procura, levando a um aumento dos riscos de recessão", refere Laura Cooper, estratega de investimento global e diretora de crédito macroeconómico da Nuveen, à Bloomberg. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Anheuser-Busch InBev disparou 9,34%, depois de a empresa de bebidas ter registado um aumento no volume de vendas pela primeira vez desde 2023, com a procura pelas suas cervejas mais populares, a Corona e a Michelob, ter crescido em mercados chave. Já o HSBC, que detém um peso de 2% no Stoxx 600, afundou 5,86%, após o banco britânico ter contabilizado uma perda de 400 milhões de dólares relacionada com fraude no caso da falida empresa de crédito à habitação Market Financial Solutions.

05.05.2026

Juros afundam na Zona Euro. "Gilts" britânicas contrariam

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro encerraram a sessão desta terça-feira com alívios substanciais, num dia em que os preços do petróleo voltaram a recuar e os investidores diminuíram as probabilidades de o Banco Central Europeu (BCE) avançar com quatro subidas nas taxas de juro já este ano. A primeira continua a ser apontada para a próxima reunião, realizada em junho. 

As tensões acabaram por acalmar esta terça-feira no Médio Oriente, depois de uma série de ataques do Irão aos Emirados Árabes Unidos terem posto em causa o frágil cessar-fogo alcançado há quatro semanas entre Teerão e Washington. Hoje, e apesar de Abu Dhabi ter acusado o país vizinho de novas ofensiva, os investidores mostram-se mais seguros que o acordo não vai cair por terra - principalmente depois de o secretário da Guerra norte-americano o ter garantido. 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, terminaram a sessão com um alívio de 2,4 pontos base para 3,06%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade desceram 4,7 pontos para 3,709%. Por Itália, a queda foi de 7,5 pontos para 3,860%.

Já pela Península Ibérica, os juros da dívida soberana portuguesa na maturidade de referência caíram 5,3 pontos base para 3,446%, enquanto os juros espanhóis desceram 5.2 pontos para 3,511%.

Fora da Zona Euro, a tendência foi a contrária, com os juros das "Gilts" britânicas a dispararem 9,7 pontos base para 5,06%. O mercado britânico está a acompanhar o "sell-off" registado na segunda-feira, dia em que esteve encerrado devido às celebrações do dia do trabalhador. A "yield" a 30 anos chegou a disparar mais de 13 pontos e atingir máximos de 1998. 

05.05.2026

Euro avança face ao dólar com tensões a acalmarem no Irão

Euro dólar

O euro está a conseguir avançar face ao dólar esta terça-feira, depois de ter perdido terreno no arranque da semana, pressionado por uma série de ataques no Médio Oriente que testaram a estabilidade do cessar-fogo alcançado entre EUA e Irão. Hoje, e apesar de os Emirados Árabes Unidos terem denunciado novas ofensivas por parte de Teerão, os investidores parecem estar mais certos que o acordo não vai cair por terra. 

O índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da "nota verde" face aos seus principais rivais - está a negociar praticamente inalterado, com perdas de apenas 0,01%. Apesar de a divisa norte-americana estar a desvalorizar face ao euro e ao dólar, o avanço de 0,27% para 157,66 ienes está a ser suficiente para segurar o índice da moeda - que tem servido de ativo de refúgio para os investidores desde que a guerra estalou no golfo Pérsico. 

Na semana passada, o dólar atingiu os 160 ienes, desencadeando uma intervenção das autoridades japonesas no mercado cambial. A "nota verde" desvalorizou em reação, mas já se encontra mais uma vez a negociar perto da marca que é vista pelos mercados com um nível de intervenção. Para já, a ministra das Finanças nipónica não se compromete com mais mexidas no mercado cambial. 

Por sua vez, o euro avança 0,18% para 1,1712 dólares, enquanto a libra acelera 0,33% para 1,3576 dólares. Já a divisa norte-americana cede 0,32% para 0,7814 francos suíços, depois de a inflação no país europeu ter atingido máximos de 16 meses em abril, impulsionada por uma grande subida nos preços da energia devido ao desencadear da guerra no Médio Oriente no final de fevereiro. 

05.05.2026

Ouro recupera da queda de 2% do dia anterior

ouro

O ouro está a recuperar parcialmente das quedas do dia anterior, quando foi pressionado por um recrudescer das tensões no Médio Oriente, depois de os Emirados Árabes Unidos terem acusado o Irão de lançar ataques de mísseis contra o seu território. Esta terça-feira, os EUA já vieram garantir que o cessar-fogo com o Irão mantém-se, acalmando o nervosismo dos investidores. 

A esta hora, o metal amarelo acelera 0,75% para 4.557,72 dólares por onça, depois de ter perdido cerca de 2% do seu valor na sessão anterior. O desencadear do conflito no Médio Oriente levou os preços da energia a dispararem e os mercados a apostarem que as taxas de juro nos EUA vão permanecer em território restritivo durante mais tempo, de forma a fazer face a uma inflação galopante. 

"Acreditamos que o ouro poderá ter um bom desempenho se a Reserva Federal (Fed) mantiver as taxas inalteradas, desde que o consenso e as orientações do banco central apontem para uma futura flexibilização", explicam os analistas da State Street Investment Management, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. Mesmo que o ouro acabe por cair caso as expectativas em torno da Fed virem para uma subida das taxas de juro, estes analistas acreditam que o metal vai encontrar o seu nível de suporte nos 4 mil dólares. 

Apesar de as negociações continuarem entre EUA e Irão, o Presidente norte-americano admitiu esta terça-feira que a guerra poderá prolongar-se ainda por duas ou três semanas, descartando que o tempo seja um "fator crucial" para os interesses de Washington. Olhando para o estreito de Ormuz, e apesar de Washington ter oferecido escolta aos navios que queiram atravessar a via marítima, o fluxo continua bastante reduzido. 

Segundo o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, existem "centenas de navios estão a alinhar-se para atravessar [o estreito de Ormuz]". Na segunda-feira, dois navios com bandeira americana e também um navio da transportadora Maersk já passaram pelo estreito de Ormuz com escolta militar americana.

05.05.2026

Brent recua 3,5% com EUA a garantirem que cessar-fogo continua em vigor

O preço do barril de petróleo está a negociar em território negativo esta terça-feira, depois de ter disparado no dia anterior, impulsionado pelos ataques do Irão aos Emirados Árabes Unidos que ameaçaram o cessar-fogo estabelecido entre Washington e Teerão. Hoje, e apesar de Abu Dhabi ter denunciado mais ofensivas por parte do Irão, os investidores parecem estar seguros que o acordo vai perdurar, principalmente depois de o secretário da Defesa dos EUA ter apontado nesse sentido. 

A esta hora, o Brent - que serve de referência para a Europa - cai 3,47% para 110,47 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) - referência para os EUA - desvaloriza 4,07% para 102,09 dólares por barril. Na sessão anterior, o Brent escalou quase 6%, ficando a cerca de dez dólares do máximo de mais de quatro anos atingido na semana passada, quando o barril de crude ultrapassou os 126 dólares. 

Apesar de os EUA terem oferecido escolta a todos os navios que queiram passar o estreito de Ormuz - exceto aqueles que têm bandeira iraniana -, a via marítima continua praticamente bloqueada. Na segunda-feira, passaram apenas três navios por esta artéria crítica do comércio global. Mesmo assim, o secretário da Guerra norte-americano afirma que existem "centenas de navios a alinharem-se para atravessar o estreito". 

"Não estou à espera de uma reabertura rápida do tráfego bidirecional através do estreito", afirmou Anoop Singh, diretor global de investigação marítima da Oil Brokerage, à Bloomberg. "Os EUA estão a tentar equilibrar a balança de poder no estreito e isso tem sido contrariado pelo Irão. Trata-se de uma escalada", acrescenta ainda. Apesar de as negociações entre os dois países continuarem - Teerão entregou uma nova proposta negocial na segunda-feira -, o Presidente dos EUA admitiu que a guerra poderá prolongar-se ainda por duas ou três semanas. 

05.05.2026

Wall Street avança com tensões a acalmarem no Médio Oriente. PayPal afunda 10%

Wall Street

Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta terça-feira em território positivo, num dia em que não se estão a registar ataques no Médio Oriente, indicando que o acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão não caiu por completo. No início da semana, os Emirados Árabes Unidos acusaram Teerão de enviar mísseis contra o seu território, tendo um deles provocado um incêndio em infraestruturas petrolíferas do país do golfo Pérsico. 

O S&P 500 iniciou a negociação com ganhos de 0,69% para 7.250,67 pontos, enquanto o industrial Dow Jones avança 0,32% para 49.097,45 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite acelera 1% para 25.318,38 pontos. Na sessão anterior, o recrudescimento das tensões no Médio Oriente e, em particular, no estreito de Ormuz levaram os três principais índices norte-americanos a perdas, com o Dow Jones a ceder mais de 1%. 

"O sentimento do mercado global teve um início cauteloso de semana, com os novos ataques no Golfo a lançarem dúvidas sobre o estado do cessar-fogo, em vigor há quatro semanas, entre os EUA e o Irão, uma vez que ambas as partes procuram exercer influência sobre o estreito de Ormuz", escreveu Jim Reid, estratega do Deutsche Bank, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. 

Esta terça-feira, o , apesar de admitir que está a "avaliar a situação com muita atenção" devido à crescente tensão entre Washington e Teerão. A Casa Branca renovou o seu compromisso em escoltar navios pelo estreito de Ormuz e Hegseth assegurou que "centenas de navios estão a alinhar-se para atravessar" esta via marítima crucial para o comércio global. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Advanced Micro Devices (AMD) acelera 2,79% antes de divulgar resultados depois do fecho da sessão. Esta valorização acontece apesar de o CEO da Nicholas Wealth Management, David Nicholas, ter afirmado que os títulos da tecnológica já refletem "na perfeição" a atividade da empresa. Por sua vez, a PayPal afunda 9,88%, mesmo depois de ter conseguido registar resultados acima do esperado pelos analistas. No entanto, o "guidance" para o segundo trimestre, que antecipa uma queda de 9% nos lucros por ação, está a pressionar os títulos. 

05.05.2026

Bitcoin supera 81.000 dólares e regressa aos níveis de janeiro

A bitcoin, a criptomoeda mais negociada do mercado, superou esta terça-feira o nível de 81.000 dólares, tendo regressado aos níveis de janeiro, depois de ter fechado abril com uma revalorização de quase 12%, o melhor mês do ano.

Segundo especialistas da eToro, citados pela Efe, no passado mês de abril, a bitcoin registou aproximadamente 2.440 milhões de dólares em entradas líquidas através de ETF (fundos negociados em bolsa) ligados à bitcoin e cerca de 5.000 milhões de dólares em acumulação corporativa.

Na opinião destes especialistas, este sinal indica "claramente que o preço já não é impulsionado pelos investidores de retalho".

Além disso, acrescentam que "a procura não falta, simplesmente mudou de mãos. O fluxo não desapareceu; deslocou-se para os ETs, os OTC e os balanços corporativos, diluindo a pegada do mercado tradicional".

Acrescentam que a bitcoin está a deixar de se comportar como um ativo especulativo e avança para um ativo de reserva, e precisam que o contexto macroeconómico acrescenta pressões de curto prazo, mas ao mesmo tempo reforça a tese de que, "num ambiente de inflação persistente, os ativos não soberanos ganham peso como reserva estratégica".

Apesar do contexto de incerteza devido às tensões geopolíticas no Médio Oriente, a bitcoin avança e durante a madrugada desta terça-feira chegou a tocar 81.310,42 dólares.

No entanto, cerca das 13:00 em Lisboa, a bitcoin perdia impulso e estava a cotar-se a 80.998.79 dólares, mais 1,33% do que na segunda-feira.

05.05.2026

Taxa Euribor sobe a três meses e desce a seis e a 12 meses

A taxa Euribor subiu esta terça-feira a três meses e desceu a seis e a 12 meses em relação a segunda-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,218%, continuou abaixo das taxas a seis (2,523%) e a 12 meses (2,837%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou, ao ser fixada em 2,523%, menos 0,035 pontos do que na segunda-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a fevereiro indicam que a Euribor a seis meses representava 39,18% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,73% e 24,79%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também cedeu para 2,837%, menos 0,046 pontos do que na sessão anterior.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses subiu, ao ser fixada em 2,218%, mais 0,018 pontos.

Em relação à média mensal da Euribor em abril esta subiu nos três prazos, mas de forma mais acentuada nos mais longos e menos do que em março.

A média mensal da Euribor em abril subiu 0,066 pontos para 2,175% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,132 pontos para 2,454% e 0,182 pontos para 2,747%, respetivamente.

05.05.2026

Europa negoceia no verde com resultados a "falarem mais alto" que conflito no golfo. HSBC afunda 6%

Os principais índices europeus negoceiam em alta em praticamente toda a linha, com resultados sólidos apresentados por cotadas da região e um recuo dos preços do crude – que ainda assim se mantêm acima dos 100 dólares por barril - a ajudarem a atenuar as preocupações com uma escalada do conflito no Médio Oriente.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganha 0,57% para os 608,94 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX soma 1,02%, o italiano FTSEMIB avança 1,63%, o francês CAC-40 valoriza 0,63%, o espanhol IBEX pula 1,17%, ao passo que o neerlandês AEX regista ganhos de 0,84%, num dia em que o britânico FTSE 100 segue a tendência contrária e cai 0,79%, pressionado pelo banco HSBC.

Apesar das valorizações, o sentimento em torno das ações europeias continua frágil, uma vez que as tensões entre os EUA e o Irão mantêm os preços do petróleo elevados, com o Brent a negociar perto dos 113 dólares por barril. O alertou que o bloco enfrenta um “choque estagflacionista”, à medida que os preços mais elevados da energia pesam sobre o crescimento económico da região.

Nesta medida, “o tempo é a variável-chave”, disse à Bloomberg Laura Cooper, da Nuveen. “À medida que o conflito se prolonga e os preços da energia se mantêm elevados, tornar-se-á cada vez mais complexo distinguir a escassez de oferta da destruição da procura, à medida que os riscos de recessão aumentam”, resumiu a especialista.

Já quanto aos resultados trimestrais das cotadas do Velho Continente, a Anheuser-Busch InBev está entre as empresas com melhor desempenho no "benhcmark” Stoxx 600, fixando uma subida de quase 7% esta manhã, depois de os resultados da fabricante de cervejas terem revelado que o crescimento do volume no primeiro trimestre voltou a entrar em território positivo, graças aos mercados do México, Colômbia, Brasil, África do Sul e Peru, avança a agência de notícias financeiras.

As ações da Hugo Boss, por sua vez, somam mais de 3%, depois de os lucros do primeiro trimestre da empresa de moda alemã terem superado as expectativas do mercado. No entanto, o HSBC, que tem um peso de cerca de 2% no Stoxx 600, afunda quase 6%, após os lucros do primeiro trimestre terem ficado aquém das estimativas, com o banco a ser prejudicado por uma provisão de 400 milhões de dólares relacionada com um caso de alegada fraude no Reino Unido, mas também pelos crescentes riscos económicos associados ao conflito no Médio Oriente.

Noutra nota, a gigante do luxo LVMH estará a estudar a venda da sua marca Marc Jacobs e de uma participação em duas outras empresas, segundo noticiou o Financial Times. As ações da LVMH chegaram a subir até 1,8%, estando neste momento a negociar com ganhos de cerca de 0,80%.

05.05.2026

Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro com preços do petróleo a registar recuos

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a aliviar em toda a linha na sessão desta terça-feira, com os “traders” a pesarem uma queda dos preços do crude nos mercados internacionais e relatos de que navios comerciais terão atravessado o estreito de Ormuz, contra declarações do governador do banco central da Eslováquia que reiterou ontem que uma subida de juros do BCE em junho é “praticamente inevitável”.

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviam 2,7 pontos para os 3,057%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 4,3 pontos-base, para 3,712%. Já em Itália, os juros aliviam 6 pontos-base, para 3,875%.

Pela península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos recua 4,1 pontos-base para 3,458%, com a “yield” das obrigações espanholas a cair 4,4 pontos, neste caso para 3,520%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, seguem a tendência inversa e agravam-se em 6 pontos, para 5,023%.

05.05.2026

Dólar estável com escalada do conflito no golfo a alimentar procura pela "nota verde"

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

O dólar está a negociar de forma estável nesta terça-feira, à medida que uma escalada da guerra no Médio Oriente segue a estimular a procura por ativos-refúgio, como é o caso da “nota verde”, enquanto o iene soma ganhos ligeiros, após suspeitas de intervenção de Tóquio no mercado cambial estarem a alimentar o apetite pela divisa nipónica.

Neste contexto, o índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – ganha 0,09% para os 98,466 pontos.

Noutros pontos do mercado, o dólar australiano registou uma descida depois de o banco central ter aumentado as taxas, conforme era esperado pelos “traders”, pela terceira reunião consecutiva, para controlar a inflação. Está agora a negociar nos 0,716 dólares, uma descida de 0,19%, com as atenções a permanecerem centradas na guerra no Irão.

Novos ataques dos EUA e do Irão no golfo Pérsico, na segunda-feira, abalaram os mercados, pondo à prova uma trégua frágil e mantendo os investidores cautelosos em fazer grandes apostas.

A esta hora, o dólar cede 0,04%, para os 157,170 ienes. Dados da semana passada apontavam para um gasto de cerca de 35 mil milhões de dólares por parte de Tóquio para impulsionar o iene, embora os analistas considerem improvável que tal medida ajude a moeda a longo prazo. Uma breve subida do iene na segunda-feira suscitou especulações de que o Japão teria feito nova intervenção, especialmente depois de as autoridades terem alertado na semana passada para a possibilidade de avançarem com tais medidas durante os feriados da Golden Week – que se celebram de 29 de abril a 6 de maio.

Por cá, o euro soma ligeiros 0,03% para os 1,169 dólares, enquanto a libra avança 0,08% para os 1,354 dólares. Ambas as divisas negoceiam ainda abaixo dos máximos intradiários da sessão de segunda-feira.

05.05.2026

Ouro avança após atingir mínimos de cinco semanas com "traders" a reforçarem posições

ouro

O ouro está a negociar com valorizações na sessão de hoje, depois de ter ontem atingido mínimos de cerca de cinco semanas. Apesar dos avanços registados nesta terça-feira, o metal amarelo segue pressionado pelos preços elevados da energia, que continuam a alimentar receios de inflação, o que deverá limitar a margem de manobra dos bancos centrais no que toca à flexibilização da política monetária.

A esta hora, o ouro soma 0,70% para os 4.553,770 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso ganha 0,83% para os 73,369 dólares por onça.

Também um dólar mais forte segue a pressionar a negociação, enquanto os EUA e o Irão disputam o controlo pelo estreito de Ormuz.

As forças armadas dos EUA anunciaram na segunda-feira que destruíram seis pequenas embarcações iranianas e interceptaram mísseis de cruzeiro e drones iranianos, enquanto Teerão procurava frustrar uma nova iniciativa naval dos EUA para abrir a navegação através do estreito.

Os investidores já descontaram em grande parte as reduções das taxas de juro dos EUA para este ano, com os mercados a preverem agora uma probabilidade de 37% de um aumento até março de 2027, em comparação com 27% de uma redução na semana anterior. Aguardam agora por uma série de dados económicos dos EUA esta semana, incluindo do mercado laboral.

05.05.2026

Banco central australiano volta a subir juros em 25 pontos base para 4,35%

O banco central da Austrália decidiu esta terça-feira aumentar a taxa de juro oficial em 25 pontos base, para 4,35%, num contexto de intensificação das pressões inflacionistas decorrentes de fatores internos e subida dos combustíveis.

A decisão, adotada por maioria de oito votos contra um, representa o terceiro aumento consecutivo e coloca as taxas de juro em níveis não vistos desde o início de 2025, numa medida que está em linha com o previsto pelos mercados.

O Banco da Reserva da Austrália (RBA, na sigla em inglês) indicou em comunicado que a inflação "registou uma subida significativa na segunda metade de 2025" e que os dados mais recentes confirmam que parte do aumento se deve a maiores pressões de capacidade na economia.

A isto acresce o impacto do conflito no Médio Oriente, que provocou um forte aumento dos preços dos combustíveis e de outras matérias-primas, repercutindo-se progressivamente no conjunto de bens e serviços.

O RBA alertou ainda para sinais precoces de que muitas empresas estão a começar a transferir o aumento dos custos para os consumidores, enquanto as expectativas de inflação a curto prazo também registaram uma subida.

05.05.2026

Crude perde terreno com relatos de navios a atravessar estreito de Ormuz

Os preços do petróleo negoceiam com desvalorizações nesta terça-feira, devido a sinais de que a Marinha norte-americana está a conseguir enfraquecer o controlo do Irão sobre o estreito de Ormuz, o que poderá abrir caminho a maiores fluxos de abastecimento provenientes do Médio Oriente.

Nesta medida, o Brent – de referência para a Europa –, cede 0,62%, para os 113,73 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – recua 1,90% para os 104,40 dólares por barril. Ambos os preços de referência subiram até 6% na sessão de segunda-feira.

Noutras matérias-primas, o gás natural negociado na Europa cede 0,01%, para os 48,14 euros por megawatt-hora.

Na segunda-feira, os EUA lançaram uma nova operação com o objetivo de reabrir o estreito de Ormuz à navegação comercial. Entretanto, a Maersk afirmou que o Alliance Fairfax, um navio transportador de veículos com bandeira dos EUA, saiu do golfo através do estreito acompanhado pelas forças armadas dos EUA, aliviando alguns receios de interrupção do abastecimento.

Ainda assim, o Irão lançou ataques contra países do golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos na segunda-feira para contrariar a ação dos EUA, enquanto ambos os países parecem agora disputar o controlo do estreito de Ormuz.

Vários navios comerciais terão sido atingidos na região, enquanto um importante porto petrolífero nos Emirados Árabes Unidos foi incendiado após um ataque iraniano.

Devido às perturbações, as reservas mundiais de petróleo estão a aproximar-se do seu nível mais baixo em oito anos, afirmou o Goldman Sachs na segunda-feira, cita a Bloomberg.

05.05.2026

Ásia fecha dividida em dia de negociações reduzidas. "Benchmark" de Taiwan atinge novo recorde

Os principais índices asiáticos fecharam divididos na sessão desta terça-feira, com os investidores a aproveitarem uma ligeira queda dos preços do petróleo para reforçarem posições, ainda que o volume de transações pela região tenha sido reduzido, uma vez que o Japão, a China continental e a Coreia do Sul têm os mercados encerrados devido a feriados nacionais. Por outro lado, novos receios de uma escalada no golfo pressionam o sentimento.

Por Taiwan, o TWSE pulou 0,16%, tendo atingido um novo máximo histórico nos 40.885,05 pontos. Já o Hang Seng de Hong Kong caiu 1%.

O índice regional MSCI Ásia-Pacífico caiu 0,5% em relação ao seu máximo histórico de fecho registado na segunda-feira, num contexto de especulação sobre uma possível escalada do conflito com o Irão. Algum alívio surgiu com a descida do preço do petróleo durante a sessão asiática, fator que também está a impulsionar os futuros dos índices de ações dos EUA a avançarem cerca de 0,2%, enquanto se espera uma abertura estável para as ações europeias.

As renovadas tensões no Médio Oriente ameaçam injetar uma nova onda de volatilidade nos mercados após uma recuperação de um mês nos ativos de risco, sobretudo devido a fortes resultados das empresas tecnológicas de grande capitalização bolsista.

Os investidores continuam agora focados no estreito de Ormuz e “mesmo que o conflito se acalme imediatamente, esperamos que as repercussões permaneçam connosco durante algum tempo”, disse à Bloomberg Darrell Cronk, do Wells Fargo Investment Institute. “É improvável que os efeitos — nos preços da energia, na atividade industrial e nos prémios de risco geopolítico — desapareçam rapidamente”, acrescentou.

Na terça-feira, foram avistadas centenas de embarcações agrupadas perto do Dubai, à medida que mais navios se afastavam do estreito de Ormuz, ainda encerrado, em resposta aos esforços do Irão para alargar a sua área de controlo. Ainda assim, os EUA afirmaram ter aberto uma passagem através da via navegável e a CBS noticiou que dois contratorpedeiros americanos tinham entrado no golfo Pérsico.

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