pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Escolha o Jornal de Negócios como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte

Fed aponta para inflação mais elevada. Implicações do Médio Oriente são “incertas”

Nas projeções que acompanham a decisão de política monetária, o banco central aponta que a inflação será 0,3 pontos percentuais mais elevada este ano do que nas estimativas de dezembro. Meta de 2% só será atingida em 2028.

Jerome Powell, presidente da Fed.
Jerome Powell, presidente da Fed. Manuel Balce Ceneta / AP
18 de Março de 2026 às 18:47

Na divulgação de projeções que acompanha a decisão de política monetária desta quarta-feira, a Reserva Federal (Fed) aponta uma inflação mais elevada do que nas previsões anteriores, divulgadas em dezembro. Em comunicado, o banco central alerta que “a incerteza em torno do outlook económico se mantém elevada” e que “as implicações dos desenvolvimentos no Médio Oriente para a economia são incertas”, prometendo manter-se “atento aos riscos para ambos os lados do seu mandato duplo”: o pleno emprego e a inflação em torno de 2%.          

Neste capítulo, os responsáveis reviram em alta a inflação medida pelo índice de preços de despesas no consumo pessoal (PCE), conhecido como o indicador preferido da Fed para os preços. Se em dezembro previam uma subida de 2,4%, agora antecipam que a inflação vai situar-se nos 2,7%. Já o indicador subjacente, que exclui as categorias voláteis dos alimentos e energia, deve atingir os mesmos 2,7%, quando antes a previsão apontava para 2,5%.

No próximo ano, ambos os componentes devem abrandar para 2,2% (uma décima acima da projeção anterior), atingindo o objetivo da Fed apenas dentro de dois anos, projeção esta que se manteve inalterada. Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião, o presidente da Fed, Jerome Powell, reconheceu que a subida dos preços da energia devido à guerra contra o Irão vai impulsionar a inflação no curto prazo.   

Apesar da incerteza no Médio Oriente, e também das tarifas comerciais, chumbadas pelo Supremo Tribunal, mas que a Administração Trump insiste em manter, a Fed reviu em alta as projeções de crescimento para este ano. A economia norte-americana deve expandir-se 2,4% em 2026, contra 2,3% apontados em dezembro. O crescimento deve abrandar ligeiramente para 2,3% em 2027 e para 2,1% em 2028, uma projeção ainda assim revista em alta face a dezembro (2,0% e 1,9%, respetivamente).

Já quanto ao desemprego, a Fed não alterou as projeções para este ano, mantendo a previsão de uma taxa de 4,4% para este ano, nível que deverá descer para 4,3% em 2027 e 4,2% em 2028. A única alteração nestas projeções foi o agravamento de uma décima no próximo ano, indica a tabela de previsões.   

Ver comentários
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.