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Responsáveis europeus garantem que banca está mais bem preparada

O presidente do Eurogrupo, o comissário dos Assuntos Económicos e o ministro espanhol das Finanças dizem que o sector bancário da zona euro está em melhores condições e que não há risco de uma recessão mundial.

Yves Herman /Reuters
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 11 de Fevereiro de 2016 às 16:01
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Os ministros das Finanças da zona euro e a Comissão Europeia quiseram deixar uma mensagem de confiança e solidez da banca num dia que está a ser novamente de fortes quedas nas bolsas do velho continente para os títulos deste sector.

À entrada para a reunião do Eurogrupo esta quinta-feira 11 de Fevereiro, o ministro holandês, Jeroen Dijsselbloem, considerou que os bancos europeus estão estruturalmente melhores que há uns anos, à semelhança do que acontece com as economias dos 19. "O processo de reforço dos bancos continua com a implementação da união bancária", considerou o também presidente do Eurogrupo.

A alinhar pelo mesmo discurso esteve o comissário europeu para os Assuntos Económicos, o francês Pierre Moscovici, que defendeu que a solidez da economia real na zona euro se estende ao seu sector financeiro: "Hoje temos União Bancária, supervisão, instrumentos de resolução, somos capazes de resolver os problemas pontuais que nos surgem. O sistema bancário europeu é muito, muito mais sólido que no passado. (…) A situação é sólida tanto na economia real como do lado financeiro. Confio na solidez da nossa economia", afirmou à entrada para a reunião.

Em causa estão os três pilares da União Bancária desenvolvidos nos últimos anos para fortalecer o sector e evitar a futura participação dos contribuintes nos resgates à banca. Depois da criação do Mecanismo Único de Supervisão em Novembro de 2014 e da entrada em vigor, no início deste ano, do Mecanismo Único de Resolução, está ainda por implementar um esquema europeu de garantia de depósitos.

Já o ministro espanhol Luis de Guindos atribuiu a volatilidade nas bolsas à incerteza quanto à evolução da economia internacional: "Não creio que seja consequência de bolhas de algum género. Este tipo de movimentos é brusco. Existem dúvidas sobre como está a evoluir uma série de componentes das economias mundiais. Não é uma recessão mundial, é uma desaceleração mais profunda do que pensávamos há alguns meses", afirmou.

As principais cotadas do sector financeiro europeu chegaram na manhã desta quarta-feira a viver a maior queda diária (de -6,18%) desde Novembro de 2011. Às 15:25 o índice bancário do Stoxx Europe 600 aligeirava os recuos, para -4,45%.

Aos elevados níveis de crédito malparado na banca europeia juntaram-se nos últimos dias preocupações com a situação do alemão Deutsche Bank (após preocupações com a capacidade do banco para reembolsar os seus obrigacionistas este ano) e o desapontamento dos analistas esta quinta-feira com os lucros do Société Générale.

A banca grega e italiana experimentou as maiores perdas ao longo da sessão, enquanto em Lisboa os títulos do sector financeiro também acusaram a pressão, caindo mais de 3% no caso do BCP e do BPI.

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