Mário Soares confirma que vai estar presente no Congresso do PS

O fundador do PS e ex-presidente da República Mário Soares confirmou esta quinta-feira que vai estar presente no congresso dos socialistas, este fim-de-semana, em Lisboa, rejeitando que este vá ser dominado pela detenção do ex-primeiro-ministro José Sócrates.
mário soares
Negócios com Lusa 27 de Novembro de 2014 às 19:17

Mário Soares falava aos jornalistas à chegada à sessão de apresentação do seu último livro, "Cartas e intervenções políticas no exílio", no Centro Cultural de Belém.

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O antigo chefe de Estado não quis comentar a carta assinada por José Sócrates, divulgada esta quarta-feira pela TSF e jornal Público. "Sobre isso eu não falo, gostaria muito mas não vale a pena, não é a propósito, eu estou aqui para lançar um livro e é isso que me interessa neste momento", disse.

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Mário Soares adiantou que planeia "assistir" à "parte final" da reunião magna dos socialistas, que decorre sábado e domingo na FIL, em Lisboa, e disse esperar "que tudo corra bem".

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Soares rejeitou que o congresso do PS fique marcado pelo caso que envolve José Sócrates, actualmente detido no Estabelecimento Prisional de Évora, afirmando que "são coisas diferentes".

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Questionado sobre as declarações que proferiu na quarta-feira, à saída da prisão de Évora, e que foram muito criticadas, o fundador do PS respondeu: "As de ontem são de ontem, as de hoje são de hoje".

 

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Mário Soares visitou José Sócrates esta quarta-feira no Estabelecimento Prisional de Évora. "É tudo uma malandrice, afirmou à saída da visita. "A campanha contra ele é uma infâmia. Uma malandrice daqueles tipos que actuam e que não fizeram nada", continuou o antigo Presidente da República nas declarações aos jornalistas, com acusações à actuação da Justiça e de alguns jornalistas, embora sem nunca as explicar de forma clara.

 

Para Mário Soares, José Sócrates está a ser tido como um "malandro" mas "nem sequer foi a tribunal". Sócrates esteve no fim-de-semana a justificar-se perante o Tribunal Central de Instrução Criminal e foi no final dessas diligências que foi decretada a medida de coacção máxima: a prisão preventiva. Porém, o histórico socialista defende que o ex-governante não teve condições para se defender. "Não foi ouvido de maneira a poder ser trabalhado". "Afinal, o que é que ele fez?", questionou-se aos jornalistas, em imagens transmitidas pelas televisões nacionais.

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Na apresentação do livro de Mário Soares, que coube ao historiador David Castaño e ao deputado socialista João Galamba, marcaram presença o secretário-geral do PS, António Costa, os deputados Isabel Moreira, Paulo Campos, Jorge Lacão, Paulo Pisco e a antiga eurodeputada Edite Estrela, além de ex-dirigentes como Carlos César, António Campos, Vítor Ramalho e Alberto Arons de Carvalho.

 

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António Pinto Ribeiro, ministro da Cultura do primeiro executivo de José Sócrates, e Elísio Summavielle, secretário de Estado da Cultura durante o segundo, o economista João Ferreira do Amaral ou o presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, foram outras figuras que praticamente encheram a Sala Almada Negreiros.

 

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