Passos recusa entrar "em labirintos de interpretações" sobre os políticos postiços

O ex-primeiro-ministro afirmou não sentir "nenhuma necessidade de estar a fazer interpretações sobre aquilo que disse", depois de ter criticado os políticos que, para tentarem agradar a todos ainda mais do que os populistas, se tornam postiços, comparando-os a "prostitutos sem caráter".
Passos Coelho recusou esclarecer declarações polémicas
José Sena Goulão / Lusa - EPA
Lusa 15:50

O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho recusou esta sexta-feira entrar "em labirintos de interpretações" e dizer a quem se referia quando falou em políticos postiços que são como "prostitutos sem caráter".

"Estava a dizer-lhes que não sinto nenhuma necessidade de estar a fazer interpretações sobre aquilo que disse, nem a acrescentar, nem a retirar nada", disse o antigo líder do PSD à entrada para as comemorações dos 850 anos de mutualismo em Portugal a decorrer em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto.

PUB

Passos Coelho foi abordado pelos jornalistas para esclarecer as suas declarações de terça-feira onde criticou os políticos que, para tentarem agradar a todos ainda mais do que os populistas, se tornam postiços, comparando-os a "prostitutos sem caráter".

Questionado sobre se se referia ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, Passos Coelho perguntou o porquê dessa pergunta.

"Porque é que pergunta isso? Então está a ver, não há dúvida que há sempre um labirinto de interpretações", assinalou.

PUB

Pedro Passos Coelho ressalvou que cada um interpreta como pode e, às vezes, como quer.

"E eu não quero estar a entrar, nem a regressar a esses labirintos de interpretação que são aqueles a que tenho assistido nos últimos tempos. Não é essa a minha função", salientou.

Apesar da insistência dos jornalistas, o social-democrata, que seguiu para o interior da sala onde vai decorrer a conferência na qual intervirá, atirou que já disse aquilo que era importante.

PUB

Ainda sobre se se vai cruzar com Luís Montenegro, a quem caberá encerrar as comemorações dos 850 anos do mutualismo, Passos Coelho respondeu apenas "não sei, não sei".

Já na quarta-feira, o presidente do Chega, André Ventura, considerou que o antigo primeiro-ministro se referia ao Governo.

Pub
Pub
Pub