Cuidado com o governo por IA
Com o advento da IA, a responsabilidade democrática deteriora-se não através de uma descarada tomada de poder, mas através de uma série de decisões de aquisição que substituem silenciosamente a supervisão humana.
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Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram em abril um plano para que metade dos seus serviços governamentais sejam executados por inteligência artificial (IA) autónoma nos próximos dois anos. Segundo o plano, a IA deve servir como um “parceiro executivo” que “analisa, decide, executa e melhora em tempo real” sem intervenção humana. Tendo dedicado as nossas carreiras à interseção entre o empreendedorismo, a investigação e as políticas digitais, podemos afirmar com segurança que este plano é imprudente. E como os EAU se apresentam como um modelo digital global, outros governos sentir-se-ão pressionados a seguir o exemplo.
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