Ventura defende "italianização da direita" para o país avançar com reformas
O presidente do Chega, André Ventura, defende uma "italianização da direita" para que o país possa avançar com reformas estruturais que considera necessárias, refere numa entrevista ao Eco publicada esta segunda-feira. "Penso que é a isso que [Pedro] Passos Coelho se refere também, e acho que esse é o único caminho para que, no futuro, consigamos criar uma maioria de consenso", explica.
Considera que a possibilidade de o país ir a eleições a curto prazo, "provavelmente", deixaria "tudo na mesma" e, por isso, entende que os partidos da direita devem trabalhar para obter consenso, nomeadamente o PSD e o Chega. Reconhece que foi "derrotado" na segunda volta das eleições presidenciais, mas insiste que, de todos os candidatos à direita, foi "o mais votado" e teve mais uma percentagem de votos superior à da maioria parlamentar que suporta o Governo nas legislativas de 2025.
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Diz que é preciso "tirar lições" das presidenciais, mas recusa moderar o discurso: "Às vezes temos de ser firmes naquilo em que acreditamos, mesmo que haja uma parte do país que não esteja de acordo connosco".
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