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Alberto João Jardim: "Falta autoridade democrática neste País"

O presidente do Governo Regional da Madeira está convicto que se os três partidos com maior peso político aceitarem a solução proposta pelo Presidente da República, Portugal irá assistir "à continuidade da confusão", o que "é péssimo" para todos. Em declarações ao Negócios, Alberto João Jardim foi peremptório em dizer que "falta autoridade democrática neste País”.

Encontro de Alberto João Jardim e Passos Coelho
Encontro de Alberto João Jardim e Passos Coelho Governo Regional da Madeira
13 de Julho de 2013 às 21:08

Alberto João Jardim falou com o Negócios, à margem da inauguração do Pestana Colombos, onde reiterou o seu descontentamento com a solução proposta pelo Presidente da República, onde apelou a um Governo de salvação nacional que terá que contar com o acordo do PSD, CDS e PS. O Presidente do Governo Regional da Madeira só vê um caminho para o País e esse passa pela alteração do actual modelo constitucional.

O futuro passa "em primeiro lugar pela declaração do estado de emergência do País até terminar a troika, não podemos ver os esforço que os portugueses estão a fazer todos os dias ser destruído por greves e outros tipos de instabilidade política e social".

Quanto ao papel do Presidente da República, o líder madeirense considera que este deverá ser mais activo, defendendo um Governo presidencialista,"não podemos andar nisto e esperar que os partidos resolvam e que o Governo que resolva".

Por último, "já que é para dar a voz ao povo, não sejamos hipócritas: querem dar a voz ao povo em eleições e não querem dar a voz ao povo no novo modelo constitucional? Se eleições antecipadas é um desastre para o País não se antecipa o fim da legislatura para daqui a um ano".

"Enquanto este modelo constitucional estiver em vigor o País não vai andar para a frente", reiterou Alberto João Jardim.

Quando questionado sobre qual era a sua opinião sobre qual será a decisão do PS em relação à proposta de Cavaco Silva, o Presidente do Governo Regional não hesitou em dizer que "o que o PS faça é-me indiferente, o que o PSD faça é-me indiferente, o que o CDS faça é-me indiferente, isto deu o que tinha a dar eu estou a pensar para a frente, este modelo constitucional deu o que tinha a dar".

E se os três partidos aceitarem a solução de "salvação nacional" proposta, "prevejo a continuidade da confusão", acrescentou o governante madeirense.

No dia em que marcou presença na inauguração do Colombos, um projecto que esteve parado por dificuldades financeiras, Alberto João Jardim antecipa que permanecer o actual quadro político vai fazer com que "cada vez mais (empresas irão) fugir do País. Vejo Estados dentro do Estado. A Justiça está em auto-gestão, muitos professores estão em auto-gestão, muita gente está em auto-gestão e falta autoridade democrática neste País".

Durante o seu discurso na inauguração do novo hotel gerido pelo Pestana em Porto Santo, o Presidente do Governo Regional apelou "à mudança", uma vez que "há muitos génios" em Portugal que "podem ajudar à afirmação dos portugueses. Não tenham ilusão que neste quadro não vamos a lado nenhum".

Ana Torres Pereira, no Porto Santo, a convite da ECS Capital 

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