José Luís Carneiro é candidato único à liderança do PS. Habitação e salários são prioridades
Os militantes do PS vão também escolher uma nova presidente nacional das Mulheres Socialistas,
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Os militantes socialistas começam esta sexta-feira a votar para as eleições diretas do PS às quais o secretário-geral, José Luís Carneiro, volta a ser candidato único, decorrendo votações na maioria das federações e ficando para sábado seis destas estruturas.
Segundo fonte oficial do partido, são 39.487 os militantes que compõem o universo eleitoral e que podem votar, um aumento de cerca de cinco mil em relação às últimas diretas que elegeram José Luís Carneiro em junho de 2025.
Em 2025, quando votaram cerca de 18 mil socialistas, Carneiro foi eleito com 95,4% (17.434), tendo havido 701 brancos e 128 nulos, numa eleição com uma taxa de participação de 48,9%.
Nessa altura, Carneiro, que também não teve opositor e foi candidato único, assumiu os destinos do partido de forma intercalar já que essas eleições foram marcadas para completar o tempo do mandato de Pedro Nuno Santos, que se demitiu na sequência da hecatombe das legislativas antecipadas.
Além de votar para a liderança, os militantes do PS vão entre esta sexta-feira e sábado eleger os delegados ao XXV Congresso Nacional agendado para 27, 28 e 29 de março, em Viseu.
Os militantes do PS vão também escolher uma nova presidente nacional das Mulheres Socialistas, lugar que deixará de ser ocupado por Elza Pais ao fim de uma década e à qual se candidatam a dirigente do PS La Sallette Marques e a antiga deputada Carla Eliana Tavares.
Esta sexta-feira, os militantes do PS votam em 15 das 21 federações do partido e, no sábado, vão às urnas os socialistas das restantes seis distritais: Algarve, Braga, Coimbra, Madeira, Porto e Viseu.
O secretário-geral recandidato votará no sábado, pelas 15h30, na sede concelhia do Partido Socialista de Baião, distrito Porto, e nessa noite, já com os resultados apurados, fará uma declaração na sede nacional do PS, no Largo do Rato, em Lisboa.
No final de fevereiro, quando apresentou a candidatura, José Luís Carneiro, defendeu que cumpriu "com zelo" a missão de dirigir o PS quando o "declínio parecia irreversível" e que uniu o partido, considerando inaceitáveis posições de "colocar uns contra os outros".
Na moção global de estratégia com que se apresenta, intitulada "Contamos todos", Carneiro assegura que os socialistas não procuram "eleições legislativas antecipadas", mas têm "que estar preparados para estar à altura de todas as responsabilidades".
Com o objetivo de "afirmar e modernizar" o PS, o recandidato à liderança do PS propõe a criação de um Código de Ética dos militantes e eleitos socialistas, de uma Comissão de Ética e de um canal de denúncias interno.
O candidato único tem recusado que essa condição seja uma fragilidade e, o presidente do PS, Carlos César, até considerou que o facto de não ter opositor nesta disputa é sinal do reconhecimento da qualidade da liderança de Carneiro.
Carneiro referiu que as prioridades da sua moção estratégica são muito claras.
"Habitação, saúde, salários, uma economia que incorpora um choque de tecnologia e que se baseia numa nova política fiscal para garantirmos melhores remunerações, tendo a ambição que até 2035 sejamos capazes de ter salários médios em Portugal equiparáveis aos salários médios europeus", resumiu.
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