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Leitão Amaro afasta relação com buscas que envolveram o cunhado

Ministro garante que não tem qualquer envolvimento ou relação com a investigação que envolve o seu cunhado.

António Leitão Amaro, ministro da Presidência
António Leitão Amaro, ministro da Presidência Miguel A. Lopes / Lusa
14 de Maio de 2026 às 14:02

O ministro da Presidência reiterou esta quinta-feira à Lusa que não tem qualquer envolvimento ou relação com a investigação que envolve o seu cunhado, que foi .

Em resposta à Lusa, o gabinete de António Leitão Amaro sublinhou que "o ministro não teve também intervenção em procedimentos de contratação pública de helicópteros".

"O ministro da Presidência não tem qualquer envolvimento ou relação com a investigação criminal tornada pública e que envolve um seu familiar ", referiu.

O gabinete acrescentou ainda que a investigação prossegue, considerando "inadmissível envolver ou culpabilizar alguém por relações familiares". "São, por isso, caluniosas as associações de imagem ou nome do ministro em notícias de uma investigação relativamente ao qual ele não tem qualquer envolvimento", referiu ainda.

A Polícia Judiciária realizou esta quinta-feira buscas por suspeitas de corrupção relacionadas com os concursos públicos para o combate aos incêndios rurais, que incluem Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro António Leitão Amaro.

A notícia das buscas foi avançada pelo canal NOW e confirmada à Lusa por fonte ligada ao processo, tendo o canal avançado que o principal alvo das diligências desencadeadas pela Polícia Judiciária é Ricardo Leitão Machado e que as buscas decorrem na sua residência, no Restelo, em Lisboa, e em várias empresas.

O inquérito está com o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), que investiga crimes de burla qualificada, corrupção passiva e ativa e associação criminosa relacionados com suspeitas da "prática de ilegalidades relacionadas com a contratação de meios aéreos para combate a incêndios rurais", lê-se no comunicado.

Segundo a PJ, existem suspeitas de que "os responsáveis das empresas concorrentes, após terem acesso a informações privilegiadas, combinando previamente entre si as propostas a apresentar nos procedimentos lançados, lesando os interesses financeiros do Estado".

Estas buscas estão relacionadas com as já feitas em maio do ano passado, no âmbito da operação "Torre de Controlo" e que resultaram na constituição de 12 arguidos - sete pessoas singulares e cinco pessoas coletivas - por suspeitas de corrupção, ativa e passiva, burla qualificada, abuso de poder, tráfico de influência, associação criminosa e de fraude fiscal qualificada relacionadas com os concursos públicos para o combate aos incêndios rurais.

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