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Lula da Silva denunciado por corrupção em mais um caso da operação Lava Jato

O Ministério Público Federal (MPF) do Brasil denunciou o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite de segunda-feira por corrupção num outro caso que envolve as investigações da operação Lava Jato.

O ex-Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva considerou que 'Mário Soares foi um dos grandes homens públicos do século XX, não só de Portugal, mas da Europa e do mundo'. Numa publicação divulgada na sua página pessoal no Facebook, o ex-Presidente brasileiro recordou Mário Soares como 'um homem comprometido durante toda a sua vida com as ideias do socialismo democrático e a construção de um mundo mais justo'. Lula da Silva lembrou a luta pela liberdade prosseguida pelo líder português, que se posicionou contra o fascismo e contra a ditadura em Portugal. 'Sempre defendeu e trabalhou pela cooperação e intercâmbio entre Brasil e Portugal, aproximando nossas nações. Sempre esteve, mesmo nas horas mais difíceis, do lado certo da história', acentuou. Estivemos juntos pela última vez em 2014, celebrando os 40 anos da Revolução dos Cravos, que restaurou a democracia na nação que amava tanto', frisou ex-chefe de Estado brasileiro. Lula da Silva manifestou solidariedade 'aos familiares, amigos, admiradores e ao povo português nesse momento de despedida e saudade do amigo Mário Soares'.
Lusa 23 de Maio de 2017 às 02:39
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Segundo um comunicado divulgado pelo Ministério Público Federal (MPF) do Brasil, o ex-Presidente Lula da Silva foi acusado dos crimes de corrupção passiva e branqueamento de capitais.

 

O órgão judiciário brasileiro acusa Lula da Silva de "estruturar, orientar e comandar esquema ilícito de pagamento de suborno em benefício de partidos políticos e funcionários públicos com a nomeação, enquanto Presidente da República, de directores da Petrobras orientados para a prática de crimes em benefício das empreiteiras Odebrecht e OAS".

 

Em troca da articulação deste suposto esquema criminoso, o ex-chefe de Estado teria recebido em benefício próprio obras e benfeitorias relativas a uma quinta em Atibaia, cidade do interior de São Paulo, que foram custeadas ocultamente pelas empresas Schahin, Odebrecht e OAS.

 

A acusação refere-se a subornos de pelo menos 128 milhões de reais (34,8 milhões de euros), supostamente pagos pela Odebrecht em quatro contratos firmados com a Petrobras, bem como vantagens indevidas de 27 milhões de reais (7,3 milhões de euros), pagas pela OAS, em três contratos firmados com a estatal.

 

"Esses valores foram repassados a partidos e políticos que davam sustentação ao Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Progressista (PP) e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), bem como aos agentes públicos da Petrobras envolvidos no esquema e aos responsáveis pela distribuição das vantagens ilícitas", frisou o MPF.

 

O órgão de justiça brasileiro destacou que parte e do valor do suborno pago pela Odebrecht e pela OAS, no valor aproximado de 870 mil reais (236,8 mil euros), foi branqueado mediante a realização de reformas numa quinta para adequá-lo às necessidades da família de Lula da Silva.

 

Também foram denunciados José Adelmário Pinheiro Filho, pela prática dos crimes de corrupção activa e branqueamento de capitais, Marcelo Odebrecht e Agenor Franklin Magalhães Medeiros, pelo crime de corrupção activa.

 

Outros acusados são José Carlos da Costa Marques Bumlai, Rogério Aurélio Pimentel, Emílio Alves Odebrecht, Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, Carlos Armando Guedes Paschoal, Emyr Diniz Costa Júnior, Roberto Teixeira, Fernando Bittar e Paulo Roberto Valente Gordilho, supostamente autores do crime de branqueamento de capitais.

 

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