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Nuno Melo: "Gostaria que os credores tivessem sido mais bondosos nas metas"

Vice-presidente do CDS/PP considera que a actuação da troika em Portugal poderia ter sido diferente. Quanto ao futuro, Nuno Melo defende a necessidade das três forças do arco da governação estabelecerem acordos e não afasta a possibilidade de uma nova coligação com o PSD nas próximas legislativas.

Sara Matos/Negócios
Negócios 21 de Março de 2014 às 10:06
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Nuno Melo intitula-se como "o primeiro a achar que deveria ter havido uma menor intensidade do lado dos credores quanto ao grau de exigência pedido a muitos países intervencionados", nomeadamente Portugal, em questões relacionadas com juros, dívida, maturidade e metas do défice. O eurodeputado e vice-presidente do CDS/PP lembra contudo que o Governo conseguiu introduzir algumas alterações nesses domínios.

 

Em entrevista ao "Sol", Nuno Melo disse esperar que não se corte "muito mais" do que já se cortou, até porque Portugal "já atingiu um nível de esforço notável" e "esse esforço está já no limite do que os portugueses podem prestar". Quanto à baixa de impostos, o eurodeputado não quis arriscar com datas.

 

O vice-presidente do CDS/PP vem também defender a necessidade de um acordo entre os partidos do Governo e o maior partido da oposição, o PS, e acredita que a posição mais radical que tem sido assumida pelos socialistas se deve ao "tempo de eleições" europeias.

 

Considera que o Governo ficou "muito mais forte e coeso" depois da crise do Verão passado, Nuno Melo diz que vê as coligações sempre como "excepcionais", mas admite que CDS/PP e PSD voltem a coligar-se nas próximas eleições, "se os pressupostos se repetirem, e será possível que se repitam em 2015".

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