Política Para Marcelo o importante é ter uma CGD "portuguesa, pública, forte e com capital"

Para Marcelo o importante é ter uma CGD "portuguesa, pública, forte e com capital"

O Presidente da República afirmou não estar preocupado com a discussão em torno da CGD, considerando que o importante é ter uma "Caixa portuguesa, pública, forte e com capital". Noutro plano, Marcelo disse ainda que escolheria "descrispação" como palavra do ano.
Para Marcelo o importante é ter uma CGD "portuguesa, pública, forte e com capital"
Ricardo Castelo
David Santiago 04 de janeiro de 2017 às 14:15

Questionado pelos jornalistas sobre a situação da Caixa Geral de Depósitos (CGD) - no dia em que o agora ex-presidente executivo da instituição, António Domingues, está a ser ouvido no Parlamento pela Comissão de Orçamento e Finanças -, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que "já disse o que tinha a dizer" sobre esse assunto.

 

Depois da visita a uma escola em Alcabideche, Cascais, o Presidente da República acrescentou que "o fundamental e importante para os portugueses" é que já começou o processo de recapitalização do banco público. Porque para Marcelo o importante é ter uma "Caixa portuguesa, pública, forte e com capital".

 

Sobre o tema CGD e a polémica em torno da apresentação de declarações de rendimentos que, em última instância, acabou por levar à demissão de Domingues da liderança do banco público, Marcelo afirmou, em Novembro: "Uma condição essencial é um sólido consenso nacional em torno da gestão, consenso esse abrangendo, em especial, a necessidade de transparência, que permita comparar rendimentos e património à partida e à chegada, isto é, no início e no termo do mandato, com a formalização perante o Tribunal Constitucional, imposta pela administração do dinheiro público".

 

Depois desta afirmação o Presidente acrescentaria ser do "interesse nacional" garantir o "sucesso na afirmação [da CGD] como instituição portuguesa, pública e forte, que possa actuar no mercado em termos concorrenciais".

 

O Presidente da República pronunciou-se ainda sobre a eleição de "geringonça" como palavra do ano, segundo anunciou esta manhã a Porto Editora, responsável pela promoção deste evento. Marcelo aceita a escolha – se outros escolheram maioritariamente essa palavra, será essa…" -, mas não concorda porque para o Presidente a palavra de 2016 deveria ser "descrispação".

 

O Presidente parece valorizar preferencialmente o clima social e político que vários analistas têm considerado como menos crispado face ao que sucedia nos últimos anos, em especial desde a intervenção externa que, em 2011, fez chegar a troika a Portugal. Logo numa das primeiras intervenções feitas enquanto presidente eleito, Marcelo dizia em Fevereiro que uma das principais funções passaria por "descrispar a sociedade portuguesa". O papel do Presidente nesta "descrispação" tem sido salientado por vários quadrantes políticos, em especial pelo próprio primeiro-ministro, António Costa.




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