Banca & Finanças Plano da Caixa prevê saída de 2.200 trabalhadores até 2020

Plano da Caixa prevê saída de 2.200 trabalhadores até 2020

António Domingues explica no Parlamento detalhes do plano de recapitalização e de negócio do banco público. O ex-presidente da CGD diz que o plano prevê um lucro de 200 milhões de euros já este ano.
Plano da Caixa prevê saída de 2.200 trabalhadores até 2020
Bruno Simão/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 04 de janeiro de 2017 às 10:59
O plano que António Domingues deixou na Caixa e que a equipa de Paulo Macedo vai herdar prevê a saída de 2.200 trabalhadores até 2020 e põe o banco público a dar um lucro de 200 milhões de euros já este ano. Estes detalhes sobre o plano foram revelados pelo antigo líder da Caixa Geral de Depósitos (CGD) esta quarta-feira.

Esta é a primeira vez que António Domingues fala publicamente sobre o plano que foi aprovado para a Caixa e que já recebeu o aval das entidades europeias. Domingues, que liderou a Caixa até 31 de Dezembro, está no Parlamento para explicar as razões da sua saída, mas os deputados estão a aproveitar a oportunidade para questionar o ex-presidente do banco sobre o plano para a Caixa que já será executado pela equipa de Paulo Macedo. 

Segundo António Domingues, o plano foi "redesenhado" com informação mais detalhada depois da sua entrada para o banco e mantém-se "verosímil". 

 

O plano prevê uma redução de custos no banco, que passa por uma redução de 2.200 trabalhadores até 2020, "entre 500 e 600 por reformas naturais" e os restantes 75% por processos que passam por pré-reformas. Este processo de saídas é "suave" e "perfeitamente exequível".
 
Além disso, António Domingues acrescentou que o plano foi construído num cenário conservador - "gerir não é gerir para os dias de sol" - com taxas de juro negativas até ao penúltimo ano do plano. O plano prevê o l
ucro de 200 milhões em 2017 e de 700 milhões de euros no último ano do plano.




pub

Marketing Automation certified by E-GOI