Passos Coelho critica nomeação de Luís Neves para Administração Interna. Abriu-se um “precedente grave”
O ex-primeiro-ministro afirmou que “não se pode passar de diretor da PJ para ministro da Administração Interna” numa conferência conjunta da AEP e da SEDES. Também criticou a nomeação de Centeno para governador do Banco de Portugal pouco tempo depois da passagem pelo ministério das Finanças.
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O ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho criticou esta terça-feira a nomeação de Luís Neves, até então diretor da Polícia Judiciária, para ministro da Administração Interna, dizendo que se abriu um “precedente grave” com a escolha feita por Luís Montenegro.
“Seguramente que o primeiro-ministro ao convidar o diretor da Polícia Judiciária para ministro da Administração interna teve a melhor das intenções, não tenho dúvida disso, mas o precedente é grave. Não se pode passar de diretor da PJ para ministro da Administração Interna”, disse Passos Coelho numa conferência conjunta da AEP e da SEDES.
“Tenho muita consideração pelas pessoas, mas não é isso que está em questão. As intenções são seguramente boas, mas não foi um bom sinal”, continuou.
Contudo, esta não foi a única nomeação criticada pelo ex-primeiro-ministro, que disse também não ter sido um bom sinal "tirar o ministro das Finanças para o meter como governador do Banco de Portugal". Passos Coelho referia-se ao caso de Mário Centeno, que transitou entre os dois cargos com cerca de um mês de diferença, entre junho e julho de 2020.
Pouco antes destas críticas, o ex-primeiro-ministro falava “da forma como os partidos se aproveitam dos meios públicos para fazer política partidária e não política pública. Isso é dilacerante para a nossa cultura institucional”.
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