Paulo Rangel diz que deu todas as explicações sobre utilização da Base das Lajes pelos EUA
Segundo o governante, “até começar o ataque, e enquanto decorriam negociações, o regime que foi aplicado é o [de] sobrevoos e aterragens normais — que consta de uma declaração anual permanente que os Estados Unidos têm”.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, garantiu esta terça-feira em entrevista exclusiva ao NOW que deu todas as explicações que tinha de dar aos portugueses sobre a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos no ataque ao Irão deste sábado.
“Até começar o ataque, e enquanto decorriam negociações, o regime que foi aplicado é o [de] sobrevoos e aterragens normais — que consta de uma declaração anual permanente que os Estados Unidos têm”, explicou.
Segundo o governante, “tudo aquilo que se passou até sexta-feira não depende exatamente do acordo das Lajes”, mas sim das autorizações de sobrevoo e escala em Portugal, “que é o decreto-lei 2/2017”.
“Foi esse [o decreto] que foi invocado pelos Estados Unidos e aplicado pelo Governo em linha com os anteriores governos — que sempre o fizeram dessa maneira em circunstâncias análogas”, acrescentou.
Assim, segundo Paulo Rangel, “a questão não se punha sobre o ponto de vista de uma autorização prévia. Eram chamadas autorizações tácitas — que nem sempre são tácitas, muitas vezes são expressas — em que os Estados Unidos comunicam que vão fazer este voo”.
O ministro realçou que “não havia nenhum ataque” e que havia negociações em curso em Genebra mediadas pelo Omã.
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