Portas: Europeias são escolha entre quem lançou país no resgate e quem trabalhou para sair dele
O presidente do CDS-PP e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, pediu hoje ao partido empenhamento nas eleições europeias, defendendo que serão a escolha entre votar em quem "trabalhou para acabar com o resgate" e quem "lançou Portugal no resgate".
"Vamos empenhar-nos nas eleições europeias. Chamo a atenção desse detalhe, o resgate termina dia 17 de maio, as eleições europeias são no dia 25 de maio. Eu acho que há uma certa causa e consequência", afirmou Paulo Portas.
O líder centrista falava no encerramento do XXV Congresso do CDS, que decorreu em Oliveira do Bairro, e que ratificou uma coligação pré-eleitoral com o PSD para as europeias, proposta na moção de estratégia global de Paulo Portas.
"Vamos votar em quem trabalhou para acabar o resgate ou em quem lançou Portugal no resgate?", questionou.
Para Paulo Portas, "o tempo da demagogia, do reino dos demagogos, terminou", "acabou o tempo de ganhar eleições a sacrificar as próximas gerações".
"Nós sofremos muito, a classe média sofreu muito, os idosos sofreram muito, os desempregados sofreram muito. É uma nova fronteira, é um novo tempo, com realismo, com concórdia, com vontade de compromisso, que é aquilo que se espera de gente adulta e responsável", defendeu.
Numa curta referência às disputas internas aos órgãos do partido - Nobre Guedes, apresentado pela tendência Alternativa e Responsabilidade para presidir à mesa do Conselho Nacional, perdeu para Telmo Correia, indicado por Portas - o líder garantiu que a partir de hoje será presidente de todos, os que votaram em si e os que não votaram.
Paulo Portas saudou ainda a criação de um gabinete de estudos no partido, que será particularmente útil no pós-'troika', em que serão precisas "mais ideias", "mais projectos", "mais estudo".