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Seguro "arrasa" mas extremismo está "em ascensão". As presidenciais vistas lá fora

Os media internacionais destacam esta segunda-feira a vitória "por maioria esmagadora" de António José Seguro, mas alertam para a "votação recorde" da extrema-direita.

Debate da segunda volta entre André Ventura e António José Seguro
Debate da segunda volta entre André Ventura e António José Seguro José Fonseca Fernandes
11:07

O triunfo de António José Seguro nas presidenciais deste domingo foi noticiado em todo o mundo, sendo quase sempre enquadrado como uma vitória contra a extrema-direita. No entanto, a imprensa internacional não deixa de sublinhar que as forças extremistas estão a ganhar força em Portugal.

O candidato apoiado pelo Partido Socialista. Já André Ventura, o líder do partido Chega, conseguiu apenas metade: 33,2% - ainda assim, mais 291,5 mil votos do que nas legislativas do ano passado.

O noticia o resultado sem ressalvas: "António José Seguro arrasa em Portugal e conquista a presidência para os socialistas 20 anos depois", pode ler-se online; a notícia tem espaço na primeira página da edição de papel sob o título "O socialista Seguro presidirá Portugal após derrotar o ultradireitista Ventura".

Também que "Em Portugal, o socialista António José Seguro eleito Presidente contra a extrema-direita", muito semelhante à Bloomberg que noticia que "Portugal escolhe Seguro como Presidente, vencendo o líder da extrema-direita".

não esquece a devastação causada pelas tempestades que têm atingido Portugal, mas ressalva que a afluência às urnas foi ainda assim elevada, pelo menos tendo em conta o histórico no país: "A votação num Portugal inundado trava a extrema-direita do Chega. A presidência vai para um socialista".

No entanto, alguma imprensa internacional chama a atenção para o reforço de Ventura, apesar da vitória de Seguro. "Portugal elege um Presidente, com os esquerdistas a derrotarem uma extrema-direita em ascensão",, com o jornal norte-americano a explicar que "apesar da vitória contundente de António José Seguro, a presença de um nacionalista na segunda volta mostra que Portugal não é imune à crescente onda da extrema direita na Europa".

Este é o que alerta que "Portugal elegeu um socialista como Presidente, mas o rival da extrema direita obtém votação recorde", e : "Portugal elege socialista como presidente por maioria esmagadora, mas a extrema direita cresce".

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