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China pede aos bancos para reduzirem exposição à dívida dos EUA

Os reguladores chineses citam riscos de concentração e de elevada volatilidade no mercado e possíveis impactos para o setor financeiro que têm de ser acautelados.

Os bancos chineses foram mandatados para reduzirem a exposição aos EUA.
Os bancos chineses foram mandatados para reduzirem a exposição aos EUA. Mark Schiefelbein/AP
11:40

Os reguladores chineses pediram às instituições financeiras do país para reduzirem a exposição às "Treasuries", ou seja, dívida norte-americana, citando preocupações relativamente a riscos de concentração e de elevada volatilidade no mercado, avança a Bloomberg.

Em concreto, os supervisores terão pedido aos bancos para limitarem, por um lado, a compra de obrigações soberanas dos Estados Unidos (EUA) e, por outro, às instituições mais expostas para reduzirem as suas posições. No entanto, não foi especificada a dimensão da redução da exposição que está a ser propostaesta diretiva não se aplica as "holdings" estatais chinesas de "Treasuries".

A Bloomberg indica que a informação tem sido comunicada verbalmente ao longo das últimas semanas e reflete uma crescente preocupação por parte dos responsáveis políticos de que uma maior exposição aos mercados financeiros da maior economia mundial possa expor o setor financeiro a uma situação indesejada.

A decisão tem sido comunicada recorrendo a uma narrativa que reforça a necessidade de diversificar o risco de mercado, ao invés de uma correlação direta com a geopolítica ou com a falta de confiança na qualidade creditícia da dívida norte-americana. Segundo dados da chinesa "State Administration of Foreign Exchange" (SAFE) citados pela Bloomberg, os bancos chineses detinham 298 mil milhões de dólares em dívida denominada em dólares, mas não é claro quanto desta exposição são "Treasuries".

Paul Donovan, economista-chefe do UBS, lembra, contudo, que a indicação "não inclui as participações oficiais e os bancos da China não são grandes participantes" no mercado de dívida pública dos EUA. Ainda assim, "a ideia de que os investidores internacionais podem estar menos inclinados a comprar títulos do Tesouro dos EUA no futuro (sem se desfazerem das participações existentes) está a chamar a atenção dos mercados", acrescenta.

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