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Ventura defende "italianização da direita" para o país avançar com reformas

Líder do Chega entende que o PSD e Chega devem sentar-se à mesa para discutir reformas estruturais para o país. Considera que esse é "o único caminho" para criar uma "maioria de consenso" no Parlamento e que é essa a solução proposta também por Passos Coelho.

André Ventura considera que eleições no curto prazo 'provavelmente' deixariam 'tudo na mesma'.
André Ventura considera que eleições no curto prazo "provavelmente" deixariam "tudo na mesma". Rui Ferreira
09 de Março de 2026 às 09:32

O presidente do Chega, André Ventura, defende uma "italianização da direita" para que o país possa avançar com reformas estruturais que considera necessárias, refere numa publicada esta segunda-feira. "Penso que é a isso que , e acho que esse é o único caminho para que, no futuro, consigamos criar uma maioria de consenso", explica.

Considera que a possibilidade de o país ir a eleições a curto prazo, "provavelmente", deixaria "tudo na mesma" e, por isso, entende que os partidos da direita devem trabalhar para obter consenso, nomeadamente o PSD e o Chega. Reconhece que foi "derrotado" na segunda volta das eleições presidenciais, mas insiste que, de todos os candidatos à direita, foi "o mais votado" e teve mais uma percentagem de votos superior à da maioria parlamentar que suporta o Governo nas legislativas de 2025. 

Diz que é preciso "tirar lições" das presidenciais, mas recusa moderar o discurso: "Às vezes temos de ser firmes naquilo em que acreditamos, mesmo que haja uma parte do país que não esteja de acordo connosco". 

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