Socialista "freelancer" tenta poupar PS ao voto de protesto nas Europeias
O constitucionalista Vital Moreira, professor de Direito em Coimbra, volta à política activa para encabeçar a lista de candidatos socialistas ao Parlamento Europeu. Ex-militante do PCP e actual independente, apesar de mais ligado ao PS nos últimos anos, o candidato dá o corpo às balas de um eventual voto de protesto dos portugueses nas urnas.
O constitucionalista Vital Moreira, professor de Direito em Coimbra, volta à política activa para encabeçar a lista de candidatos socialistas ao Parlamento Europeu. Ex-militante do PCP e actual independente, apesar de mais ligado ao PS nos últimos anos, o candidato dá o corpo às balas de um eventual voto de protesto dos portugueses nas urnas.
José Sócrates antecipou-se aos restantes partidos com assento parlamentar na apresentação do cabeça de lista do PS às eleições Europeias. Ao segundo dia do Congresso do PS em Espinho, a 28 de Fevereiro, o secretário-geral surpreendeu o aparelho socialista ao apontar Vital Moreira, um candidato conotado com os valores de Esquerda e que os analistas entenderam ser uma aposta de Sócrates para estancar uma eventual “sangria” de votos à esquerda.
Na quinta posição, ainda em lugar elegível, surge António Correia de Campos, o ministro da Saúde substituído por Ana Jorge no governo de Sócrates, a 29 de Janeiro de 2008. Seguem-se Luís Palma, proposto pelo PS/Açores, a candidata a Sintra Ana Gomes e o também eurodeputado Manuel dos Santos, no oitavo lugar da lista.
Nas eleições Europeias de 2004, o PS, então na oposição ao governo de coligação liderado por Durão Barroso em Portugal, alcançou 44,53% dos votos e elegeu 12 deputados. Um número, porém, que poderá cair tanto em virtude de uma descida nos resultados eleitorais como também pelo redesenho do parlamento europeu, já que a entrada de novos Estados-membro reduziu a representação portuguesa de 24 para 22 eurodeputados.
De acordo com o barómetro de Abril do Centro de Sondagens da Universidade Católica, elaborado para o DN, JN, Antena 1 e RTP, o Partido Socialista recolhe 39% das intenções de voto dos eleitores.