Lei laboral: "Nada está fechado", revela António José Seguro sobre negociações

O Presidente da República insiste num acordo entre os parceiros sociais e espera que ainda seja possível um entendimento, que seja "equilibrado", apelando a que sejam retomadas as negociações.
António José Seguro tomou posse como Presidente da República esta segunda-feira.
Rodrigo Antunes/Lusa
Paulo Ribeiro Pinto 11:54

O Presidente da República acredita que ainda será possível chegar a um entendimento entre os parceiros sociais para a lei laboral, esperando que as partes regressem à mesa das negociações, depois de nesta segunda-feira os patrões terem concluído que não havia acordo.

"O país precisa de um acordo equilibrado em matéria de legislação laboral e das informações que recolhi, nada está fechado e por isso o meu apelo, renovo-o aqui, é que os representantes dos trabalhadores, os representantes dos empresários e o Governo voltem rapidamente a sentar-se para encontrarem uma solução que passe por um acordo equilibrado entre as partes", indicou António José Seguro à margem da visita à aldeia de Mourísia, no concelho de Arganil.

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Das informações que recolhi, nada está fechado e por isso o meu apelo, renovo-o aqui, é que os representantes dos trabalhadores, os representantes dos empresários e o Governo voltem rapidamente a sentar-se para encontrarem uma solução. António José Seguro, Presidente da República

Questionado sobre se ainda espera um entendimento, respondeu que "sou um homem de esperança e a minha esperança é que o regresso à mesa das negociações conduza a um acordo equilibrado. É esse o meu desejo", referiu em declarações transmitidas pela RTP Notícias.

Seguro, que durante a campanha disse que vetaria o diploma se chegar a Belém tal como está, renovou o apelo a um entendimento.

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, quando Seguro tomou posse como Presidente, as confederações patronais mostraram-se dispostas a esperar pelo menos até ao final desta semana. 

"Não há acordo", disse ao Negócios Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo (CTP), no final do encontro. "Face à posição da UGT não havia grande capacidade de diálogo", concluiu João Vieira Lopes, da Confederação do Comércio (CCP).

"Consideramos que, face ao que evoluiu, se esgotou a capacidade de avançar mais, mas a UGT é que informou que face à situação atual não havia condições para um acordo", descreveu João Vieira Lopes, da CCP.

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“O que a UGT disse é que perante a proposta que ainda está em cima da mesa não pode dar o seu acordo. Agora cada um interpreta como quiser", disse em resposta às questões do Negócios Mário Mourão, da União Geral de Trabalhadores.

António José Seguro está neste segundo dia da presidência fora de Lisboa. De manhã, percorreu a pé as ruas da pequena aldeia no concelho de Arganil fustigada pelas chamas do verão do ano passado, quando em meados de agosto ficou rodeada pelo incêndio.

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De tarde, pelas 16:00, António José Seguro fará uma visita ao Laboratório da Paisagem de Guimarães – Associação para a Promoção do Desenvolvimento Sustentável, fundada pela Câmara Municipal de Guimarães, pela Universidade do Minho e pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Nesta iniciativa em Guimarães, que é Capital Verde Europeia em 2026, estarão presentes a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Araújo.

O programa termina no Porto, com uma receção no Salão Nobre dos Paços do Concelho pelo presidente da Câmara Municipal, Pedro Duarte, com intervenções do autarca e do chefe de Estado, e um concerto na Casa da Música, com atuações da Orquestra Juvenil da Bonjóia e de Pedro Abrunhosa.

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Com Lusa

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