Seguro pede eficiência face a mau tempo. Ventura dispara contra Governo

A entrada na última semana de campanha teve como tema central a resposta do Governo ao impacto da tempestade Kristin. Mas ainda houve tempo para Ventura acusar Seguro de falta de coragem.
Em Campo Maior, António José Seguro visitou o Museu Aberto.
José Coelho / Lusa
Lusa 02 de Fevereiro de 2026 às 19:46

A campanha para as eleições presidenciais prosseguiu esta segunda-feira com os dois candidatos à segunda volta, António José Seguro e André Ventura, a continuarem a centrar as atenções na crise provocada pelo mau tempo. 

Seguro e Ventura continuaram na estrada, em pontas opostas do país, com olhos postos na meta da corrida a Belém, mas sem esquecer os efeitos da tempestade Kristin que, na semana passada, deixou um rastro de destruição em várias zonas do país.

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Em Campo Maior, distrito de Portalegre, o candidato presidencial apoiado pelo PS e vencedor da primeira volta defendeu que é preciso ativar todos os instrumentos, públicos ou privados, para "acudir às pessoas" afetadas, considerando que é da Proteção Civil a decisão sobre o Mecanismo Europeu.

"O que é preciso é que o país entenda que fenómenos desta natureza vão ser, infelizmente, mais frequentes e nós temos de ter um Estado mais eficiente para responder em tempo útil às pessoas que vivem e passam as consequências destas catástrofes e destas tragédias", apelou António José Seguro, depois de o presidente da Proteção Civil ter dito que "não se justifica" pedir ajuda ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

Mais a norte, primeiro em Chaves e à tarde em Aveiro, André Ventura considerou "um pouco inconcebível" que a ministra da Administração Interna não consiga dizer o que falhou após a passagem da depressão Kristin e que levou o Governo a decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas.

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"Senhora ministra da Administração Interna, se não sabe o que é que falhou, ouça-nos aqui. Perceba o que é que falhou e, sobretudo, faça-nos um favor: Deixe de insultar a nossa inteligência, deixe de gozar com as pessoas e faça aquilo para que é nomeada", afirmou.

Insistindo nas críticas à atuação do Executivo, André Ventura sublinhou que não está a fazer oposição ao Governo, mas garante também que não se vai "desligar do que está a acontecer no país, ao contrário do adversário”.

Quanto a esse adversário, António José Seguro doou ontem 1.500 metros de material não impresso destinado a cartazes de propaganda política para fazer lonas de cobertura para as casas afetadas pela tempestade.

À margem do tema que continua a marcar a campanha para as eleições presidenciais de domingo, André Ventura não resistiu a responder ao seu adversário que, na véspera, o acusou de ser um risco para a democracia. “O perigo para a democracia é quando os sistemas de interesses capturam a democracia. O perigo para a democracia é quando os políticos se tornam absolutamente redundantes, incapazes de tomar decisões e não têm coragem política de enfrentar o sistema de interesses instalado", retorquiu o líder do Chega.

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De visita a uma empresa de madeiras em Chaves, no distrito de Vila Real, André Ventura começou por recusar entrar em “disputa política”, dada a crise que o país atravessa devido ao mau tempo, mas acabou por responder às declarações de Seguro, apontando falta de coragem ao candidato que, antecipa, será “um Presidente sem qualquer capacidade de decisão” se eleito.

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