Europa termina sem rumo mas Stoxx 600 renova recorde. Publicis tomba mais de 9%
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.
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Europa termina sem rumo mas Stoxx 600 renova recorde. Publicis tomba mais de 9%
As bolsas europeias encerraram a sessão sem tendência definida, divididas entre ganhos e perdas, numa altura em que os investidores centram as suas atenções nos resultados trimestrais das grandes cotadas do bloco.
O índice de referência para a Europa - o Stoxx 600 - subiu apenas 0,1% para 617,93 pontos, o que lhe valeu um novo recorde de fecho, depois de ao longo do dia ter tocado também máximos históricos, nos 622,67 pontos.
Entre os 20 setores que compõem o "benchmark", o setor de media, retalho e as tecnológicas impediram o índice de registar maiores ganhos, ao tombarem 5,9%, 2,5% e 4,24%, respetivamente. Já o setor das "matérias-primas" deu força, ao subir 4,23%.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, do lado das perdas o alemão DAX cedeu 0,07%, o francês CAC-40 perdeu 0,02%, o britânico FTSE 100 caiu 0,26% e o neerlandês AEX tombou 1,54%. Do lado dos ganhos, o espanhol IBEX 35 avançou 0,02%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,9%, ao passo que português PSI saltou 1,4%.
Entre os principais movimentos de mercado, a Publicis tombou 9,2%, com os analistas a apontarem a conservadora previsão de crescimento da agência de publicidade para 2026.
As ações da Novo Nordisk acabaram hoje por cair 1,4%, mas depois do fecho dos mercado a farmacêutica anunciou que as vendas vão cair este ano, já que os seus medicamentos de sucesso - o Ozempic e o Wegovy - enfrentam concorrência cada vez mais apertada, ao mesmo tempo que a empresa é "apertada" pela administração norte-americana para reduzir os preços dos medicamentos. Em Wall Street, as ações cedem 11%.
Já a Zalando caiu 12% depois de o Morgan Stanley ter alertado que continua a enfrentar riscos decorrentes do comércio social.
Juros da dívidas soberanas sobem na Zona Euro
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro agravaram-se esta terça-feira, num dia de alguma procura por obrigações enquanto as praças europeias terminaram a sessão sem rumo definido.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, subiram 2,2 pontos-base para 2,888%, no mesmo dia em que o juro da dívida a 30 anos subiu para o nível mais alto em 15 anos, após o país anunciar um aumento na emissão de dívida para o ano. Já a "yield" das obrigações francesas a dez anos ganharam 1,7 pontos para 3,465%. Em Itália, os juros agravaram-se 1,7 pontos para 3,496%.
Já pela Península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas e espanholas na maturidade de referência aceleraram ambas 2,3 pontos-base para 3,236% e 3,254%, respetivamente.
Fora da Zona Euro, mantém-se a tendência. Os juros das "Gilts" britânicas a dez anos ganharam 1,1 pontos-base para 4,516%.
Dólar perde terreno. "Aussie" dispara após subida de juros
O dólar norte-americano está a cair face às restantes divisas, pondo um travão nos dois dias consecutivos de subidas, numa altura em que outros ativos seguros - como os metais - voltam a ganhar terreno, ao mesmo tempo que o apetite pelo risco aumenta.
O euro sobe 0,2% para 1,1814 dólares e, face à divisa nipónica, a "nota verde" ganha apenas 0,06% para 155,72 ienes. A libra britânica soma 0,24% para 1,3699 dólares. Já o índice do dólar da DXY cede 0,23% para 97,412 pontos.
Nos últimos dias, a "nota verde" tinha ganhado força à boleia da nomeação de Kevin Warsh como o próximo presidente da Reserva Federal, já que os mercados, de forma geral, esperam que o sucessor de Powell seja menos propenso a pressionar os responsáveis por cortes rápidos nas taxas de juros do que outros candidatos.
Já o dólar australiano disparou, após o banco central do país ter anunciado o primeiro aumento das taxas de juros em dois anos, em 25 pontos-base, para 3,85%. A entidade monetária deixou ainda alertas sobre a inflação, alimentando as apostas de que haverá pelo menos mais uma subida este ano. Esta tarde, o dólar australiano ganha 1% para 0,7 dólares americanos.
Já a libra está inalterada hoje, antes da decisão do Banco da Inglaterra sobre a taxa de juros, na quinta-feira - mesmo dia em que o Banco Central Europeu toma mais uma decisão de política monetária. Não são esperadas, em ambos os casos, mexidas.
Petróleo ganha força com avanços nos acordos entre EUA, Índia e Irão
Os preços do crude estão a valorizar esta tarde, enquanto os investidores avaliam os acordos entre os EUA e a Índia, bem como com o Irão.
O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – sobe 1,05% para os 62,77 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 0,83% para os 66,81 dólares por barril.
“Após uma queda inicial, os preços do petróleo estabilizaram esta manhã, enquanto os investidores ainda avaliam o potencial impacto das negociações planeadas entre EUA e Irão”, escreveram analistas da corretora PVM numa nota citada pela Bloomberg. “Se o acordo comercial entre EUA e a Índia for, de facto, implementado, mais petróleo russo poderá ser transportado via marítima em busca de compradores", acrescentou.
Esta segunda-feira, a Casa Branca anunciou que assinou um acordo com a Índia, que consiste em descer as tarifas alfandegárias de 25% para 18% em troca de Nova Deli interromper as compras de petróleo russo com desconto. Donald Trump afirmou ainda que a Índia vai eliminar os impostos de importação sobre produtos norte-americanos e comprar bens dos EUA no valor de 500 mil milhões de dólares (cerca de 400 mil milhões de euros).
As negociações entre os dois países já surtiram efeitos: o embarque de "ouro negro" da Rússia com destino aos portos indianos caiu para o nível mais baixo em três anos, o que tem feito aumentar o nível de "stock" de barris russos sancionados e não vendidos.
Ao mesmo tempo, as negociações sobre um acordo nuclear entre Washington e Teerão parece ter pernas para andar. Representantes do Irão e dos EUA devem reunir-se na sexta-feira em Istambul, para discutir um possível acordo nuclear.
De acordo com o vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, a Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) espera que a procura mundial de crude cresça de forma gradual a partir de março ou abril deste ano, o que poderá dar ao mercado petrolífero um tão esperado equilíbrio adicional, face a receios de excesso de oferta.
Ouro escala quase 6% e prata dispara 11% após grande queda
Os preços dos metais preciosos estão de volta aos ganhos, depois de duas sessões em que tanto o ouro como a prata registaram quedas significativas, devido aos alertas de alguns analistas de que as valorizações - que levaram o "metal amarelo" a quase tocar nos 5.600 dólares por onça na semana passada - possa ter sido excessivo e rápido demais.
Esta tarde, a onça de ouro salta 5,83% para 4.933,31 dólares, após um mergulho de 13% em apenas duas sessões. Já a prata, que na sexta-feira registou a maior queda de sempre, dispara 11,74% para 88,5793 dólares por onça.
Os investidores parecem ter aproveitado a queda dos preços até ontem registada para reforçar as carteiras com o "metal amarelo". “Tanto a violenta venda como a recuperação igualmente acentuada espelham um mercado hipersensível, levado por emoções abruptas e influenciadas por notícias, em vez de uma direção clara, deixando a volatilidade acentuada e desconfortável como regra no curto prazo”, disse Hebe Chen, analista da Vantage Markets, à Bloomberg.
Os mesmos motivos que levaram a valorizações dos metais voltam a estar em cima da mesa: as preocupações com a agitação geopolítica, bem como as ameaças à independência da Reserva Federal, depois de a Casa Branca ter escolhido um "aliado" das ideias de Trump para sucessor de Jerome Powell. A "montanha-russa" nos metais poderá continuar a toda a força no curto prazo, dizem os analistas.
Apesar da volatilidade, alguns bancos continuam a apostar na força do ouro. Esta segunda-feira, o Deutsche Bank disse que mantinha a previsão de que o metal amarelo chegue aos 6.000 dólares por onça.
O foco segue ainda para os esforços por um acordo nuclear entre os EUA e o Irão - que o Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que poderia acontecer já nos próximos dias. Um "aperto de mãos" poderá colocar esta subida de preços sob pressão, já que tende a diminuir o apetite por ativos-seguros.
Tecnológicas e metais preciosos dão força a Wall Street. Palantir dispara 11%
As bolsas norte-americanas arrancaram a sessão com ganhos, prolongando as valorizações registadas no dia anterior, numa altura em que os metais preciosos recuperam das quedas dos últimos dias e em que os resultados otimistas da Palantir Technologies animam as ações das tecnológicas, com os investidores cada vez mais confiantes na crescente aposta na inteligência artificial (IA).
Neste contexto, o índice de referência dos EUA, o S&P 500, salta 0,12% para 6.984,47 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite sobe 0,27% para 23.656,97 pontos. Já o industrial Dow Jones cede 0,12% para 49.467,05 pontos.
O apetite pelo risco está a voltar a ganhar força, após uma forte queda nos metais ter provocado uma retração nas ações e criptomoedas no final da semana passada e esta segunda-feira. Além disso, os dados robustos sobre a maior economia do mundo estão a aumentar o otimismo, espelhando uma economia que continua sólida à medida que a época de resultados continua.
"Há muita liquidez disponível e permanece alocada em ativos financeiros", disse Guy Miller, estratega-chefe da Zurich Insurance, à Bloomberg. "Está a circular dentro dos mercados e o cenário macroeconómico é favorável à continuidade dessa tendência", acrescentou.
Entre os principais movimentos de mercado, a Palantir Technologies dispara 10% para 162,71 dólares por ação, isto depois de a empresa ter apresentado ontem resultados trimestrais ao mercado. A tecnológica fez previsões de receitas para este ano fiscal que superaram as expectativas dos analistas.
A Teradyne, uma empresa do setor de robótica, também apresentou uma forte valorização de 11,8%, após ter divulgado uma previsão sólida para o primeiro trimestre. A Alphabet sobe também 1% antes da divulgação dos resultados financeiros na quarta-feira.
O foco de hoje serão as ações da Advanced Micro Devices (AMD), que faz esta noite o reporte de contas trimestrais ao mercado. Estes resultados vão dar uma atualização sobre os esforços da "big tech" para competir com a Nvidia em IA.
Já a PayPal mergulha 17%, isto por não ter conseguido atingir as estimativas de lucro previstas por Wall Street e anunciar a mudança do CEO - Enriques Lores, antigo executivo da HP.
Juro da dívida alemã atinge valor mais alto desde 2011
Há mais de uma década que os investidores não pediam um prémio tão elevado para emprestar à Alemanha. As elevadas necessidades de financiamento do país para dar resposta ao reforço da despesa com infraestruturas e defesa está a fazer disparar os juros da dívida pública e a penalizar as obrigações de toda a Zona Euro.
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Euribor sobe a três, a seis e a 12 meses
A taxa Euribor subiu esta terça-feira 0,007 pontos a três, a seis e a 12 meses face a segunda-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,029%, continuou abaixo das taxas a seis (2,161%) e a 12 meses (2,225%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu, ao ser fixada em 2,161%, mais 0,007 pontos do que na segunda-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a novembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,6% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,84% e 25,17%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu, para 2,225%, mais 0,007 pontos do que na sessão anterior.
A Euribor a três meses também avançou, ao ser fixada em 2,029%, também mais 0,007 pontos do que na segunda-feira.
A próxima reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) realiza-se esta semana, em Frankfurt, Alemanha, e os mercados antecipam que a instituição volte a manter as taxas diretoras.
Na anterior reunião, em 18 de dezembro, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes, em junho de 2024.
Em relação à média mensal da Euribor em janeiro, esta baixou a três, a seis e a 12 meses, de forma mais acentuada no prazo mais longo.
A média mensal da Euribor em janeiro desceu 0,020 pontos para 2,028% a três meses e 0,002 pontos para 2,137% a seis meses. Já a 12 meses a média da Euribor recuou 0,022 pontos para 2,245% em janeiro.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Recuperação dos metais preciosos e época de resultados dão novos máximos à Europa
As principais praças europeias estão a negociar em território positivo e o índice de referência tocou num novo máximo histórico, à boleia da recuperação nos preços dos metais preciosos - após duas sessões de quedas avultadas - e ainda de uma série de resultados trimestrais que acabaram por ficar acima das expectativas dos analistas.
A esta hora, o Stoxx 600, principal índice europeu, avança 0,65% para 621,38 pontos, tendo chegado a tocar num novo valor recorde de 622,67 pontos. As empresas do setor mineiro são as que mais sobem esta manhã, num dia em que o preço do ouro dispara mais de 5% e o da prata acelera 9%, enquanto o setor dos media impede ganhos superiores, com o setor a desvalorizar mais de 2% e a liderar a tabela das perdas.
O índice francês CAC-40 acelera 0,41%, depois de o governo francês ter conseguido sobreviver a duas moções de censura na Assembleia Nacional, permitindo a aprovação final do Orçamento do Estado para 2026 sem votação após meses de impasse. Os ganhos acontecem ainda num dia em que a inflação do país caiu, em termos homólogos, para 0,3% em janeiro - o valor mais baixo desde dezembro de 2020.
Os novos máximos históricos do principal índice europeu seguem-se a um janeiro bastante positivo e que se configurou como o sétimo mês consecutivo de ganhos para o Stoxx 600 - a melhor série de ganhos desde 2021. "Não vejo motivos para que o impulso acabe no curto prazo, mesmo que os lucros possam tornar-se um pouco mais desafiadores para a Europa durante o segundo semestre", explica Roland Kaloyan, diretor de estratégia de ações europeias do Société Générale, à Bloomberg.
Entre as principais movimentações de mercado, a Amundi dispara 5,24% para 81,40 euros, depois de a maior gestora de ativos da Europa ter reportado no quarto trimestre lucros antes de impostos que superaram as expectativas dos analistas, além de ter anunciado um programa de recompra de ações no valor de 500 milhões de euros. Já a Plus500 acelera 7,63% para 45,72 libras, atingindo um novo máximo histórico, após a empresa ter anunciado a entrada no mercado de previsões dos EUA.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 1,06%, o espanhol IBEX 35 avança 0,67%, o italiano FTSEMIB valoriza 1%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista ganhos de 0,16%. Já o neerlandês AEX destoa, ao deslizar 0,11%.
Juros agravam-se na Zona Euro. França destoa com queda da inflação
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a negociar maioritariamente com agravamentos esta terça-feira, embora não registem grandes movimentações, num dia em que as principais praças europeias estão pintadas de verde. França destoa do cenário geral, depois de a inflação homóloga ter caído para 0,3% em janeiro - muito abaixo das expectativas dos analistas que apontavam para 0,6%.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, avançam 0,9 pontos-base para 2,875%, enquanto as obrigações francesas a dez anos recuam 0,9 pontos para 3,439%. Em Itália, os juros agravam-se em apenas 0,2 pontos para 3,481%.
Já pela Península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas e espanholas na maturidade de referência aceleram ambas 0,2 pontos-base para 3,215% e 3,232%, respetivamente.
Fora da Zona Euro, mantém-se a tendência mas com maior magnitude. Os juros das "Gilts" britânicas a dez anos ganham 1,4 pontos-base para 4,519%, num dia em que o Reino Unido vai ao mercado da dívida emitir 4,24 mil milhões de libras a nove anos.
Dólar tropeça após duas sessões consecutivas em alta. "Aussie" dispara
O dólar norte-americano está a negociar em território negativo face aos seus principais concorrentes, numa altura em que o país enfrenta um novo "shutdown" parcial que vai adiar a divulgação do relatório da criação de emprego relativo a janeiro - um importante indicador da vitalidade do mercado de trabalho dos EUA. Desta vez, a paralisação deve ter uma resolução rápida, com a Câmara dos Representantes a votar um texto orçamental na sexta-feira.
A esta hora, o euro avança 0,16% para 1,1810 dólares, depois de ter tocado nos 1,20 dólares na semana passada. No entanto, a escolha de Kevin Warsh como presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana acabou por interromper o "rally" da moeda comum europeia, com o dólar a beneficiar da posição mais "hawkish" do economista entre os quatro nomes que restavam na corrida ao banco central.
O índice do dólar da Bloomberg cai, a esta hora, 0,29%, após ter acelerado nos últimos dois dias. A libra acelera 0,16% para 1,3688 dólares, enquanto a "nota verde" desliza 0,08% para 155,51 ienes. No entanto, é contra o dólar australiano que a divisa dos EUA mais perde a esta hora, ao cair 1,27% com cada dólar australiano a valer 0,7036 dólares norte-americanos.
O "Aussie", como é conhecido, disparou depois de o Banco da Austrália ter decidido aumentar as taxas de juro em 25 pontos-base pela primeira vez em dois anos, citando um aumento da inflação na segunda metade de 2025. O banco central antecipa agora que os preços continuem acima da meta durante mais tempo do que inicialmente previsto, impulsionados por um aumento da procura interna e investimento.
Já face à rupia indiana, o dólar chegou a afundar mais de 1%, depois de os EUA terem decidido cortar as taxas aduaneiras dos produtos oriundos da nação asiática de 25% para 18%. Em troca, Nova Deli prometeu investimentos milionários em território norte-americano e terá se comprometido a parar de comprar petróleo russo - a principal fonte de financiamento dos russos para continuar com a guerra na Ucrânia.
"Montanha-russa" nos metais preciosos. Ouro próximo dos 5 mil dólares e prata dispara 9%
Após duas sessões de perdas avultadas, os metais preciosos estão a recuperar uma boa parte do terreno perdido. O ouro está próximo de ultrapassar mais uma vez a barreira dos 5 mil dólares por onça, depois de ter visto o seu preço a afundar 13% em apenas dois dias, enquanto a prata dispara, apagando as perdas de segunda-feira e encaminha-se a passos largos de voltar a tocar nos 100 dólares por onça.
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Tensões geopolíticas aliviam e atiram petróleo para o terceiro dia de perdas
O barril de petróleo continua a desvalorizar e está a viver a terceira sessão consecutiva em território negativo, numa altura em que as tensões geopolíticas, nomeadamente entre EUA e Irão, estão a a aliviar e os investidores antecipam o possível impacto do acordo entre Washington e Nova Deli nas negociações para a paz na Ucrânia.
Em troca de cortar as tarifas a produtos indianos de 25% para 18%, a Índia terá concordado em suspender de vez as compras de petróleo russo - algo que tem vindo a fazer a um preço reduzido desde que Moscovo decidiu invadir o país vizinho. Isto acontece numa altura em que Nova Deli já tem vindo a diminuir substancialmente estas aquisições e faz parte de uma estratégia norte-americana de cortar as fontes de financiamento da Rússia para a guerra, pressionando Vladimir Putin para aceitar um acordo de paz.
Neste contexto, o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – perde 0,51% para os 61,82 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,63% para os 65,88 dólares por barril. Na sessão anterior, os dois crudes de referência acabaram por perder mais de 4% do seu valor, depois de EUA e Irão terem sinalizado uma aproximação.
Numa conversa com jornalistas este domingo, Donald Trump recuou nas ameaças que andava a fazer a Teerão e que culminaram com o supremo líder do país, Ayatollah Ali Khamenei, a admitir um novo conflito no Médio Oriente. O Presidente dos EUA já vê um acordo entre as duas potências a acontecer no curto prazo, apesar de o Irão continuar relutante em relação ao fim do seu programa nuclear - uma das reivindicações de Wasghinton para não escalar as tensões.
Já nesta terça-feira, o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, disse que tenciona procurar negociações "justas e equitativas" com os EUA. Representantes do Irão e dos EUA devem reunir-se na sexta-feira em Istambul, para discutir um possível acordo nuclear.
"Estas quedas consecutivas refletem a rapidez com que as posições otimistas foram revertidas", explica Priyanka Sachdeva, analista de mercado sénior da corretora Phillip Nova, à Bloomberg, referindo-se ao arranque do ano bastante positivo para o petróleo. "Com as ameaças geopolíticas atualmente atenuadas, o mercado voltou à narrativa de um mercado petrolífero com excesso de oferta", conclui.
Recuperação do ouro e tecnológicas dão força às ações mundiais. Ásia vive melhor sessão desde abril
As principais praças asiáticas recuperaram do seu pior dia em mais de dois meses, à boleia de uma recuperação nos preços do ouro e da prata, que está a ajudar os mercados a estabilizarem após uma sessão de grande volatilidade. O setor tecnológico acelerou, com o impulso das notícias de que Elon Musk vai unir a SpaceX e a xAI antes de uma possível entrada em bolsa - um acordo que avalia as empresas em 1,25 biliões de dólares - e num dia em que a hipotética "bolha" de inteligência artificial (IA) vai voltar a ser testada com os resultados da fabricante de "chips" AMD.
O MSCI Asia Pacific Index - "benchmark" para a região - acelerou 3%, marcando a melhor sessão do índice desde abril do ano passado, quando Donald Trump, Presidente dos EUA, apresentou a sua nova política comercial ao mundo e agitou os mercados de uma forma quase sem precedentes. O sul-coreano Kospi, que conta com grande peso da IA na sua composição, liderou os ganhos regionais ao crescer 6,8%, apagando todas as perdas registadas na sessão anterior. A Samsung disparou mais de 11%.
Pela China, o dia foi bastante mais calmo, com o Hang Seng, de Hong Kong, a ganhar 0,3% e o Shanghai Composite a acelerar 1,2%. Já no Japão, o seleto Nikkei 225 encerrou a sessão a valorizar 3,9%, enquanto o abrangente Topix conseguiu crescer 3,1%. Os dois últimos índices conseguiram recuperar completamente das perdas do dia anterior.
Apesar de o "rally" das ações estar de volta, os analistas aconselham alguma precaução. "Esta recuperação parece mais uma estabilização após a tempestade, com a entrada dos 'dip buyers' [investidores que aproveitam desvalorizações recentes para reforçar posições], em detrimento de um retorno da confiança", explica Hebe Chen, analista de mercados sénior da Vantage Global Prime, à Bloomberg.
Pela Índia, o Nifty 50 acelera 2,87%, depois de os EUA terem decidido cortar as tarifas ao país de 25% para 18%. O anúncio foi feito por Donald Trump, depois de o primeiro-ministro indiano ter concordado interromper as compras de petróleo russo. O Presidente norte-americano afirmou ainda que a Índia vai também eliminar os impostos de importação sobre produtos dos EUA e comprar bens ao país no valor de 500 mil milhões de dólares (cerca de 400 mil milhões de euros).
O otimismo asiático deve ainda estender-se às praças europeias e a Wall Street, com os futuros do Euro Stoxx 50 a indicarem uma abertura em alta com ganhos de 0,4%.
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