Dólar australiano em alta no mercado cambial. Petróleo a caminho do terceiro dia de quedas
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.
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Juros agravam-se na Zona Euro. França destoa com queda da inflação
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a negociar maioritariamente com agravamentos esta terça-feira, embora não registem grandes movimentações, num dia em que as principais praças europeias estão pintadas de verde. França destoa do cenário geral, depois de a inflação homóloga ter caído para 0,3% em janeiro - muito abaixo das expectativas dos analistas que apontavam para 0,6%.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, avançam 0,9 pontos-base para 2,875%, enquanto as obrigações francesas a dez anos recuam 0,9 pontos para 3,439%. Em Itália, os juros agravam-se em apenas 0,2 pontos para 3,481%.
Já pela Península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas e espanholas na maturidade de referência aceleram ambas 0,2 pontos-base para 3,215% e 3,232%, respetivamente.
Fora da Zona Euro, mantém-se a tendência mas com maior magnitude. Os juros das "Gilts" britânicas a dez anos ganham 1,4 pontos-base para 4,519%, num dia em que o Reino Unido vai ao mercado da dívida emitir 4,24 mil milhões de libras a nove anos.
Dólar tropeça após duas sessões consecutivas em alta. "Aussie" dispara
O dólar norte-americano está a negociar em território negativo face aos seus principais concorrentes, numa altura em que o país enfrenta um novo "shutdown" parcial que vai adiar a divulgação do relatório da criação de emprego relativo a janeiro - um importante indicador da vitalidade do mercado de trabalho dos EUA. Desta vez, a paralisação deve ter uma resolução rápida, com a Câmara dos Representantes a votar um texto orçamental na sexta-feira.
A esta hora, o euro avança 0,16% para 1,1810 dólares, depois de ter tocado nos 1,20 dólares na semana passada. No entanto, a escolha de Kevin Warsh como presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana acabou por interromper o "rally" da moeda comum europeia, com o dólar a beneficiar da posição mais "hawkish" do economista entre os quatro nomes que restavam na corrida ao banco central.
O índice do dólar da Bloomberg cai, a esta hora, 0,29%, após ter acelerado nos últimos dois dias. A libra acelera 0,16% para 1,3688 dólares, enquanto a "nota verde" desliza 0,08% para 155,51 ienes. No entanto, é contra o dólar australiano que a divisa dos EUA mais perde a esta hora, ao cair 1,27% com cada dólar australiano a valer 0,7036 dólares norte-americanos.
O "Aussie", como é conhecido, disparou depois de o Banco da Austrália ter decidido aumentar as taxas de juro em 25 pontos-base pela primeira vez em dois anos, citando um aumento da inflação na segunda metade de 2025. O banco central antecipa agora que os preços continuem acima da meta durante mais tempo do que inicialmente previsto, impulsionados por um aumento da procura interna e investimento.
Já face à rupia indiana, o dólar chegou a afundar mais de 1%, depois de os EUA terem decidido cortar as taxas aduaneiras dos produtos oriundos da nação asiática de 25% para 18%. Em troca, Nova Deli prometeu investimentos milionários em território norte-americano e terá se comprometido a parar de comprar petróleo russo - a principal fonte de financiamento dos russos para continuar com a guerra na Ucrânia.
"Montanha-russa" nos metais preciosos. Ouro próximo dos 5 mil dólares e prata dispara 9%
Após duas sessões de perdas avultadas, os metais preciosos estão a recuperar uma boa parte do terreno perdido. O ouro está próximo de ultrapassar mais uma vez a barreira dos 5 mil dólares por onça, depois de ter visto o seu preço a afundar 13% em apenas dois dias, enquanto a prata dispara, apagando as perdas de segunda-feira e encaminha-se a passos largos de voltar a tocar nos 100 dólares por onça.
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Tensões geopolíticas aliviam e atiram petróleo para o terceiro dia de perdas
O barril de petróleo continua a desvalorizar e está a viver a terceira sessão consecutiva em território negativo, numa altura em que as tensões geopolíticas, nomeadamente entre EUA e Irão, estão a a aliviar e os investidores antecipam o possível impacto do acordo entre Washington e Nova Deli nas negociações para a paz na Ucrânia.
Em troca de cortar as tarifas a produtos indianos de 25% para 18%, a Índia terá concordado em suspender de vez as compras de petróleo russo - algo que tem vindo a fazer a um preço reduzido desde que Moscovo decidiu invadir o país vizinho. Isto acontece numa altura em que Nova Deli já tem vindo a diminuir substancialmente estas aquisições e faz parte de uma estratégia norte-americana de cortar as fontes de financiamento da Rússia para a guerra, pressionando Vladimir Putin para aceitar um acordo de paz.
Neste contexto, o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – perde 0,51% para os 61,82 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,63% para os 65,88 dólares por barril. Na sessão anterior, os dois crudes de referência acabaram por perder mais de 4% do seu valor, depois de EUA e Irão terem sinalizado uma aproximação.
Numa conversa com jornalistas este domingo, Donald Trump recuou nas ameaças que andava a fazer a Teerão e que culminaram com o supremo líder do país, Ayatollah Ali Khamenei, a admitir um novo conflito no Médio Oriente. O Presidente dos EUA já vê um acordo entre as duas potências a acontecer no curto prazo, apesar de o Irão continuar relutante em relação ao fim do seu programa nuclear - uma das reivindicações de Wasghinton para não escalar as tensões.
Já nesta terça-feira, o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, disse que tenciona procurar negociações "justas e equitativas" com os EUA. Representantes do Irão e dos EUA devem reunir-se na sexta-feira em Istambul, para discutir um possível acordo nuclear.
"Estas quedas consecutivas refletem a rapidez com que as posições otimistas foram revertidas", explica Priyanka Sachdeva, analista de mercado sénior da corretora Phillip Nova, à Bloomberg, referindo-se ao arranque do ano bastante positivo para o petróleo. "Com as ameaças geopolíticas atualmente atenuadas, o mercado voltou à narrativa de um mercado petrolífero com excesso de oferta", conclui.
Recuperação do ouro e tecnológicas dão força às ações mundiais. Ásia vive melhor sessão desde abril
As principais praças asiáticas recuperaram do seu pior dia em mais de dois meses, à boleia de uma recuperação nos preços do ouro e da prata, que está a ajudar os mercados a estabilizarem após uma sessão de grande volatilidade. O setor tecnológico acelerou, com o impulso das notícias de que Elon Musk vai unir a SpaceX e a xAI antes de uma possível entrada em bolsa - um acordo que avalia as empresas em 1,25 biliões de dólares - e num dia em que a hipotética "bolha" de inteligência artificial (IA) vai voltar a ser testada com os resultados da fabricante de "chips" AMD.
O MSCI Asia Pacific Index - "benchmark" para a região - acelerou 3%, marcando a melhor sessão do índice desde abril do ano passado, quando Donald Trump, Presidente dos EUA, apresentou a sua nova política comercial ao mundo e agitou os mercados de uma forma quase sem precedentes. O sul-coreano Kospi, que conta com grande peso da IA na sua composição, liderou os ganhos regionais ao crescer 6,8%, apagando todas as perdas registadas na sessão anterior. A Samsung disparou mais de 11%.
Pela China, o dia foi bastante mais calmo, com o Hang Seng, de Hong Kong, a ganhar 0,3% e o Shanghai Composite a acelerar 1,2%. Já no Japão, o seleto Nikkei 225 encerrou a sessão a valorizar 3,9%, enquanto o abrangente Topix conseguiu crescer 3,1%. Os dois últimos índices conseguiram recuperar completamente das perdas do dia anterior.
Apesar de o "rally" das ações estar de volta, os analistas aconselham alguma precaução. "Esta recuperação parece mais uma estabilização após a tempestade, com a entrada dos 'dip buyers' [investidores que aproveitam desvalorizações recentes para reforçar posições], em detrimento de um retorno da confiança", explica Hebe Chen, analista de mercados sénior da Vantage Global Prime, à Bloomberg.
Pela Índia, o Nifty 50 acelera 2,87%, depois de os EUA terem decidido cortar as tarifas ao país de 25% para 18%. O anúncio foi feito por Donald Trump, depois de o primeiro-ministro indiano ter concordado interromper as compras de petróleo russo. O Presidente norte-americano afirmou ainda que a Índia vai também eliminar os impostos de importação sobre produtos dos EUA e comprar bens ao país no valor de 500 mil milhões de dólares (cerca de 400 mil milhões de euros).
O otimismo asiático deve ainda estender-se às praças europeias e a Wall Street, com os futuros do Euro Stoxx 50 a indicarem uma abertura em alta com ganhos de 0,4%.
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