Seguro pede “menos palavras e mais atos” ao Governo. Promete ser exigente e não esquecer ninguém
Houve abraços, promessas, pedidos e selfies. António José Seguro tinha garantido durante a campanha visitar a pequena e discreta aldeia de Mourísia, no concelho de Arganil, que no ano passado ficou cercada pelas chamas e assim fez na primeira visita oficial enquanto Presidente da República.
“O meu apelo é menos expectativas, mais apoios, menos palavras, mais atos e, sobretudo, que as pessoas possam ter a certeza de que quando o poder político fala é para valer.” Estava dado o mote para o que seria uma nota direta ao Governo. “Serei um presidente exigente. Renovo essa exigência neste momento aqui em Mourísia, para que, de facto, as palavras na política possam valer e que isso reconcilie os portugueses com as nossas instituições”, sublinhou junto a alguns populares que se juntaram no largo da povoação para receber o recém-empossado chefe de Estado.
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Percorreu as estreitas ruas da terra, falou com a população – muitos de aldeias à volta que também quiseram ver o Presidente – e, apesar de sublinhar que o poder executivo está no Governo, lembrou “o poder da palavra”. “Esta minha presença aqui, o meu primeiro ato fora de Lisboa, expressa também isso, a necessidade de se olhar para todos os portugueses, independentemente do local onde residam.” E da população ouviu pedidos para que não sejam esquecidos.
A seguir traçou o que será o perfil de atuação em Belém face a São Bento. “Vai ser um grau de exigência quanto aos resultados, mas também quanto à maneira como se tomam decisões.” E deu um exemplo. “Em agosto houve incêndios. O Parlamento aprovou uma lei para criar uma comissão técnica independente. Essa lei entrou em vigor em janeiro. Estamos em março e essa comissão ainda não tem todos os membros, que são 12, para poder começar a funcionar”, explicou, lembrando que “dentro de poucos meses, temos novamente o verão e uma época potencial de incêndios. Ora, aqui está um exemplo do que não pode acontecer no nosso país.”
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Para Seguro, “quando se toma uma decisão, ela tem que ser no momento certo e tem que entrar em funcionamento para cumprir com os seus objetivos”, considerando que “isto nem precisa de dinheiro”, mas apenas “de mudar a maneira como se faz política em Portugal.”
De Arganil, seguiu para Guimarães – Capital Verde Europeia em 2026 – terminando o segundo dia de mandato na cidade do Porto com uma receção na Câmara Municipal e um concerto na Casa da Música.
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