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Henrique Neto candidata-se a Belém com soluções à esquerda e à direita

O empresário e ex-deputado socialista Henrique Neto apresentou-se esta quarta-feira como candidato a Presidente da República, afirmando que as soluções para o país são de esquerda e de direita.

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25 de Março de 2015 às 18:21

"Portugal tem problemas que têm soluções de esquerda, mas seria mau desconhecermos que muitos dos problemas nacionais também têm soluções de direita. Sem me comprometer, ao longo da campanha, vou apresentar posições sobre os grandes problemas nacionais, a começar por uma visão estratégica, e os portugueses verificarão que estão lá coisas claramente de esquerda como estarão lá algumas coisas que são claramente de direita", afirmou.

Neto, com 78 anos, discursou durante 20 minutos no auditório do Padrão dos Descobrimentos, perante uma plateia de algumas dezenas de apoiantes, antes de responder à Comunicação Social, e defendeu uma reforma do sistema político, distribuindo críticas aos protagonistas de cargos públicos dos últimos 25 anos.

"As ideias que tenho para o país são as que são, que vou apresentar, e depois os portugueses e até os senhores jornalistas vão julgar se são de esquerda ou de direita. Para já, não me preocupo de onde elas vêm", continuou.

O militante do PS frisou tratar-se de um concorrente "independente dos partidos políticos", os quais considerou serem dominados por "grupos organizados" no seu interior.

"Para mim, o PS não é indiferente. É um grande partido da democracia portuguesa. Sou socialista, há alguns anos e, portanto, para mim não há indiferença quando está em causa o futuro de Portugal", disse, quando questionado sobre a reacção do actual líder do PS, António Costa, ao anúncio da sua corrida ao Palácio de Belém.

Henrique Neto contou que, "desde o início da caminhada, tinha a consciência de que era uma candidatura independente dos partidos políticos e isso foi uma escolha". "Não temos de nos preocupar com mais apoio ou menos apoio dos partidos políticos", atestou, distinguindo-se de outros "putativos" concorrentes noticiados como tal.

"Todos os candidatos que estão nos jornais todos os dias são candidatos do sistema, foram ministros, primeiros-ministros. Tenho dúvidas de que, sendo do sistema, tenham a coragem, resistência necessária, para fazer as mudanças de que o país precisa. Muitas candidaturas surgem com compromissos, partidários ou de outro tipo. Esta, asseguro-vos, surge limpa de qualquer compromisso. Se fizermos coisas bem feitas, são da nossa responsabilidade, se fizermos coisas mal feitas, são da nossa responsabilidade", afirmou.

O empresário do sector dos moldes e da região da Marinha Grande apontou "25 anos de erros, alguns recentes outros antigos", mas escusou-se a nomear os políticos em causa. "Na nossa campanha, não vamos para acusações inúteis. O passado é o passado, já passou. Para problemas e erros, há soluções mais inovadoras. Vamos recordar alguns desses erros", garantiu, destacando a necessidade de uma "visão estratégica para o país", alternativa a Portugal como "apenas bom aluno europeu, esquecendo toda a tradição" e "história de país universalista, atlântico, aberto a todo o mundo - África, América, Oriente".

O candidato estabeleceu como um dos seus objectivos "fazer uma reforma do sistema político, as leis eleitorais", para "aproximar os cidadãos do poder político e acabar com o modelo actual em que os deputados, representantes do povo, são escolhidos pelos directórios partidários e não dizem nada à maioria dos portugueses que os elegeram" e só "elegem listas fechadas de pessoas que não conhecem ou conhecem mal".

"Os poderes somos nós que os fazemos, com sabedoria, contacto permanente com diferentes sectores da sociedade portuguesa, alguma imaginação e criatividade", disse, confrontado com os limites do exercício a partir da Presidência da República.

Henrique Neto mostrou-se esperançado em "capitalizar votos dos portugueses em geral, dos partidos ou fora dos partidos", lembrando ter lutado antes do 25 de Abril para a existência de partidos políticos. "Agora, os partidos precisam pôr a mão na consciência e fazer uma reforma profunda para acabar com as abstenções, reforçar a democracia, acabar com o conluio que existe entre política e negócios, enfim, uma limpeza verdadeiramente democrática", concluiu.

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