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João Soares diz que eleger Maria de Belém será imenso progresso

O socialista João Soares defendeu, em Alpiarça, que o que está em causa nesta campanha é eleger, pela primeira vez, uma mulher Presidente da República, considerando que seria um imenso progresso para o país.  

Ministro da Cultura - João Soares
João Miguel Rodrigues
Lusa 10 de Janeiro de 2016 às 15:40
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João Soares, que desempenha actualmente as funções de ministro da Cultura, juntou-se à candidata Maria de Belém Roseira para o arranque oficial da campanha eleitoral em Alpiarça, distrito de Santarém, onde visitaram a Fundação José Relvas.

 

"O que está aqui em causa do meu ponto de vista é eleger uma mulher para a Presidência da República. E eu quero muito, como português, ter uma mulher eleita Presidente da República e, neste contexto e com estes candidatos, não tenho a menor dúvida de que é a Maria de Belém, de quem sou amigo e admirador, que pode ser a Presidente da República mulher de que Portugal precisa", afirmou em declarações aos jornalistas.

 

O socialista lembrou e elogiou o percurso da candidata presidencial enquanto ministra da Saúde, ministra da Igualdade, enquanto presidente do PS e deputada.

 

"Ela deu talvez os primeiros passos, dos mais significativos, e é importante para o país e isso representa um imenso progresso se nós elegermos uma mulher Presidente da República", frisou.

 

João Soares considerou ainda que Maria de Belém "é a única socialista presente nestas eleições, como candidata, com hipóteses de ser eleita".

 

"E isso é um valor importante. É uma mulher de convicções. Há muitos anos que é militante do partido e nem sequer devolveu o seu cartão, coisa que seria respeitável e que tem antecedentes. Para mim, enquanto socialista, é muito importante poder apoiar alguém que tem convicções e que é do PS", salientou.

 

Questionado sobre o apelo do secretário-geral do PS, António Costa, à mobilização em torno das candidaturas presidenciais de Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém, o socialista apenas disse que o seu partido "sempre teve uma tradição de liberdade e de pluralismo interno nesta e noutras matérias".

 

"Isso é qualquer coisa de banal. Aqui o que importante é o apoio, eu tenho muito orgulho em estar ao lado de pessoas como José Vera Jardim, que é o mandatário nacional, como Manuel Alegre e tantas mulheres ilustres que também estão com Maria de Belém Roseira e é isso que aqui vim dizer hoje", salientou.

 

Durante a visita à Fundação José Relvas foi muito recordado o nome de Maria Barroso, e o seu filho, João Soares, disse mesmo ter a convicção de que a sua mãe estivesse viva ela apoiaria Maria de Belém.

 

Depois de visitar o lar de idosos, que acolhe 98 utentes, a comitiva passou ainda pela casa de José Relvas, que possui 101 divisões e que foi transformada num espaço museológico, onde se destacam as obras de arte e a biblioteca com 7.000 livros dos temas favoritos do homem que proclamou a primeira República, na varanda dos paços do concelho de Lisboa, e desempenhou ainda funções de primeiro-ministro.

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