pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque
Ao minuto14.01.2026

Seguro quer vitória na 1ª volta, Gouveia e Melo rejeita formar partido, Mendes animado pelas sondagens

Acompanhe o 11.º dia de campanha das eleições presidenciais. Eleitores vão a votos no próximo domingo, 18 de janeiro.

14 de Janeiro de 2026 às 23:53
14.01.2026

Cotrim diz que Montenegro ainda tem dois dias para "pensar melhor" no que quer para domingo

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo considerou hoje que Luís Montenegro tem dois dias para pensar melhor no apoio do PSD, admitindo que a presença do primeiro-ministro na campanha de Marques Mendes possa significar uma resposta ao seu apelo.

"Sim, pode ser uma forma de resposta", considerou o também eurodeputado, depois de questionado sobre o regresso de Luís Montenegro à campanha de Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP, no dia em que lançou um apelo público a pedir que recomendasse o voto na sua candidatura por Marques Mendes "já não ter hipóteses" na corrida a Belém.

No final da inauguração de um cartaz na Praça Dr. Francisco Sá Carneiro, no Porto, intitulado "Imagina Portugal", lema da sua candidatura, o antigo líder da Iniciativa Liberal afirmou que Montenegro ainda tem dois dias para pensar melhor e decidir o que fazer.

"Portanto, tem a oportunidade ainda de recomendar aquilo que ele próprio e tão bem defendeu no princípio desta campanha que era que isto não é uma brincadeira e que era fundamental concentrar os votos naqueles que tinham mais hipóteses de evitar uma segunda volta como esta que se pode perspetivar agora [entre Ventura e Seguro]", frisou.

Em sua opinião, Luís Montenegro não quererá ficar como um dos responsáveis por uma eventual segunda volta entre António José Seguro e André Ventura.

Por isso, acrescentou, o presidente do PSD ainda está a tempo de evitar esse desfecho.

"Os portugueses que não querem nem um socialista, nem um populista no poder só têm uma hipótese nesta altura que sou eu", repetiu.

Acompanhado do atual deputado na Assembleia da República da IL Mário Amorim Lopes e do ex-deputado do CDS-PP Michael Seufert, Cotrim Figueiredo reafirmou, como o tem feito desde o início da campanha oficial, que a sua candidatura "é a única que imagina e defende um Portugal mais moderno".

E, sobre imaginar Portugal, Cotrim Figueiredo escreveu no cartaz que inaugurou, que tem umas canetas penduradas para as pessoas escreverem qual a sua visão para o país, que "imagina um Portugal que funciona hoje na saúde, educação e habitação e prepara o amanhã".

Nesse momento, o candidato presidencial, apoiado pela IL, foi surpreendido por três dos seus quatro filhos que escreveram "rumo à segunda volta".

"Portugal com mais visão", "Se queres diferente Cotrim a Presidente" ou "Por um Portugal melhor voto Cotrim" foram algumas das frases que os apoiantes escreveram no cartaz que, no verso, dizia "Segurança para toda a gente, Cotrim Presidente".

Sobre os últimos dias de campanha, Cotrim Figueiredo revelou que "tem alguns trunfos" para usar, não querendo revelar quais.

"Eu acho que nos últimos dias de campanha quem não usa todos os cartuchos e todos os trunfos está com excesso de confiança e penso que nenhum dos candidatos está em condições de a ter", sublinhou.

14.01.2026

"Não se deixem embalar pelas sondagens", pede Ventura

O candidato presidencial André Ventura apelou esta quarta-feira aos seus apoiantes para que "não se deixem embalar pelas sondagens", num discurso em que também acusou os antigos Presidentes Marcelo, Cavaco, Soares e Sampaio de nunca terem colocado "os portugueses primeiro".

"Queria repetir o apelo: não se deixem embalar pelas sondagens, temos que sair e votar no domingo", avisou o também presidente do Chega, após uma arruada que percorreu a rua de Santa Catarina, no Porto, e terminou na praça da Batalha, com um pequeno comício.

Ventura manifestou-se convicto de que "não há ninguém que vá votar" em si no domingo "que queira manter tudo na mesma".

"A Cavaco sucedeu Marcelo, antes tivemos Sampaio, Soares, tivemos um conjunto de pessoas que nunca foram capazes de colocar os portugueses em primeiro lugar, os homens e mulheres comuns em primeiro lugar", criticou.

O candidato a Belém e presidente do Chega afirmou que o primeiro lugar nas recentes sondagens significam que o país "está a acordar" e quer "romper com o sistema".

"Vou dizer isto porque acho mesmo que é o que vocês querem: eu não deixarei pedra sobre pedra deste sistema corrupto que temos em Portugal", disse, altura em que foi aplaudido pelos presentes.

Ventura manifestou-se convicto de que vencerá na primeira volta e insistiu no apelo.

"Este povo que quer mudança, sempre soube que tinha que fazer a mudança por si próprio, não contámos com mais ninguém. Contámos com a energia dos homens e mulheres deste país, daqueles que se sentem injustiçados, traídos, contámos com o povo. No domingo não podemos contar com outros temos que ser nós a fazer essa mudança", realçou.

O candidato realçou que se os seus apoiantes querem que as sondagens que o colocam em primeiro lugar se confirmem, têm que "ir lá" e votar, e avisou que esse cenário "não nos deve dar nenhuma medalha" mas "responsabilidade".

Entre os apoiantes presentes, estavam algumas pessoas que levantavam cartazes a defender os lesados do Banco Espírito Santo (BES), problema que Ventura não esqueceu na sua intervenção.

"Gastámos milhares de milhões a salvar a banca mas não salvámos os que perderam tudo com a banca e isso está errado, profundamente errado", criticou.

Depois de hoje o candidato Luís Marques Mendes, apoiado por PSD e CDS-PP, se ter cruzado com dois lesados do BES, em Arcos de Valdevez, Viana do Castelo, Ventura atirou ao adversário: "A diferença é que Marques Mendes passava por estes homens a fugir, e a empurrar e a tirá-los de cena".

"Nós fazemos o contrário: nós sabemos que eles têm razão e vamos recuperar a justiça que tem que lhes ser dada", disse.

Durante a descida, que decorreu de forma confusa e um pouco caótica, várias pessoas se empurraram para tentar cumprimentar André Ventura.

Aos jornalistas, interrogado sobre se teme que as sondagens favoráveis possam prejudicá-lo, desmobilizando os eleitores ou mobilizando outros, Ventura não manifestou preocupação.

"Nós não temos só que ganhar. Nós temos que ganhar com força, porque este grupo que está aqui hoje, esta multidão que está aqui hoje, não quer só uma mudança de protagonista nem de nome. Não quer uma mudança de nome de André para António, de António para André ou de Marcelo para André. Quer um corte no país e é isso o que eu quero fazer", afirmou.

Entre as centenas de selfies, abraços e beijinhos, Ventura cruzou-se com uma apoiante que, em dia de jogo de futebol entre o Porto e o Benfica, no Estádio das Antas, lhe disse: "A minha alegria de lhe dar um beijinho e que o Benfica ganhe hoje", disse.

Ventura, conhecido adepto do Benfica, limitou-se a agradecer o apoio, ao mesmo tempo que a apoiante lhe dizia, com a mulher, Dina Ventura, ao seu lado: "Você é muito lindo, tem uma esposa muito linda".

14.01.2026

Gouveia e Melo afasta hipótese de criar ou integrar partido se perder eleições

O candidato presidencial Gouveia e Melo afastou esta quarta-feira a hipótese de vir a criar ou integrar um partido político caso perca as eleições presidenciais, mas salientou que quer manter-se como uma voz ativa na sociedade.

"Eu disse já diversas vezes que nunca faria da presidência a criação de um partido", frisou Gouveia e Melo à chegada a um jantar em Oeiras, no distrito de Lisboa, quando questionado pelos jornalistas sobre a hipótese de fundar ou integrar um partido.

No entanto, salientou, depois do percurso político que fez, quer ter "uma voz e uma participação cívica na sociedade", esclarecendo que foi isso que quis dizer numa entrevista num programa da Antena 3, insistindo que seria "fora dos partidos".

"Nunca fundando nem integrando um partido político", sublinhou.

Em entrevista ao programa "Prova Oral", na Antena 3, transmitido na terça-feira, o candidato presidencial não excluiu formar um partido, ou um movimento cívico, no caso de perder as eleições, alegando que não pode pôr de parte no futuro participar num qualquer projeto político.

Gouveia e Melo invocou a experiência política que adquiriu nesta campanha eleitoral para a Presidência da República e disse: "Não ponho de parte qualquer projeto político de futuro, se isso estiver dentro da minha capacidade".

À entrada para um jantar comício no Parque Desportivo Carlos Queiroz, em Oeiras, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada disse estar focado na vitória nas eleições presidenciais de domingo e não "no que vai acontecer após a vitória".

Por outro lado, considerou, a criação de um partido ao centro, seria mau para o sistema político, porque o sistema político tem de oscilar à volta de uma linha entre a direita e a esquerda: "Portanto, eu nunca faria isso", persistiu.

"Eu tenho uma lógica não partidária e a minha voz pode ser sozinha e o exercício da minha cidadania pode influenciar decisões no futuro", considerou, acrescentando que em áreas como a Defesa, Relações Internacionais ou Economia, poderá dar a sua opinião.

E prosseguiu: "Julgo que a minha opinião poderá contar naturalmente enquanto participação cívica, foi nesse sentido que eu disse [que não excluía formar um partido, ou um movimento cívico].

Perante a insistência dos jornalistas em questionar se não tenciona mesmo fundar ou integrar um partido, Gouveia e Melo repetiu: "Já disse que não. Quantas vezes os senhores querem fazer a mesma pergunta".

E finalizou: "Tenho a certeza. Os portugueses podem ter a certeza de que não vou fundar nenhum partido".

14.01.2026

"Finalmente a sondagem da rua começa a aparecer nas sondagens das televisões", diz Mendes

O candidato presidencial Luís Marques Mendes considerou esta quarta-feira que "finalmente a sondagem da rua começa a aparecer nas sondagens das televisões" e afirmou que não se deslumbra com as boas nem desanima com as más.

O candidato apoiado por PSD e CDS-PP começou por dizer que "pensava que esta campanha eleitoral era mais para trocar e debater ideias", mas tem sido "para discutir sondagens".

"Finalmente, hoje mesmo, parece que a sondagem da rua começa a aparecer nas sondagens das televisões. E porquê? Andando eu de norte a sul do país já há vários dias, sinto a sondagem da rua, o calor humano, o entusiasmo, o apoio", disse.

O candidato falava num comício em Vila Nova de Famalicão, no distrito de Braga, num auditório do Instituto Politécnico de Saúde do Norte, que contou a presença do líder do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro.

"Hoje, finalmente, saiu uma sondagem, agora, ao fim da tarde, que diz que eu estou em segundo lugar, próximo do primeiro lugar, e isso dá-me o conforto de dizer que parece que a sondagem da rua começa de facto a aparecer nas sondagens", defendeu.

Luís Marques Mendes ressalvou que não se "deslumbra com as boas sondagens, nem desanima com as más sondagens" e voltou a defender que "está tudo em aberto nestas eleições" e que as sondagens demonstram isso mesmo.

Esta posição surge no dia em que foi divulgada uma sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã, CMTV e Now que dá Luís Marques Mendes em segundo lugar, depois de nos últimos dias os estudos divulgados serem poucos favoráveis ao candidato, prevendo que não passaria a uma eventual segunda volta.

Neste discurso, o candidato voltou a deixar um alerta aos eleitores: "O voto em mim, se apreciam alguma coisa das minhas qualidades, tem que ser já na primeira volta. Porque senão pode acontecer a eventualidade de não chegar à segunda volta e o desejo não se concretiza".

"Nesta matéria adiar é complicado. Voto na segunda volta pode ser complicar tudo, não podemos facilitar", salientou, insistindo no apelo ao voto útil.

O candidato defendeu também que, "com o mundo perigoso como está, com o mundo instável, incerto, inseguro como está, a Presidência da República não pode ser um exercício de precipitação, não pode ser um exercício de imaturidade".

"Na Presidência da República não pode estar alguém que não tem experiência suficiente. Nós não estamos em tempo de aventuras, de experimentalismos ou de tiros no escuro. Não é uma questão partidária, é uma questão nacional", considerou.

Luís Marques Mendes agradeceu ainda a presença e o apoio de Luís Montenegro, bem como a sua "atitude e postura de lealdade e de solidariedade, nos bons e nos maus momentos".

"É o primeiro-ministro de Portugal, eu espero ser o Presidente da República, mas não tenho qualquer tipo de complexos relativamente a ter este seu apoio, que é um apoio que muito me sensibiliza", afirmou.

Antes, falou o presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, que a certa altura do seu discurso apelou a todos que votassem no próximo domingo "em Luís Montenegro", gafe que rapidamente corrigiu.

"Disse Luís Montenegro? Também ficava bem", considerou o autarca, com o primeiro-ministro a responder que também já se chamaram muitas vezes em campanha Luís Marques Mendes.

No final dos discursos, tocou o hino nacional pela primeira vez desde o arranque do período oficial da campanha, que Marques Mendes e Luís Montenegro ouviram e acompanharam no palco.

Na quarta-feira, Luís Campos Ferreira, membro da comissão política da candidatura, desvalorizou as sondagens negativas para Marques Mendes e defendeu que é preciso "um abanão" para as últimas 72 horas de campanha, que "valem tudo".

"As contas não se fazem nas sondagens, as contas fazem-se no fim do jogo, olhando para o histórico das sondagens nas várias eleições, tentam prever mas a maior parte das vezes não conseguem. Luís Marques Mendes, vá em frente tem aqui a sua gente", afirmou.

14.01.2026

Seguro pede vitória na 1.ª volta para travar extrema-direita

António José Seguro avisou esta quarta-feira que não é indiferente quem ficar em primeiro lugar na eleição de domingo, porque ou é "um democrata" ou é "alguém da extrema-direita", pedindo uma "grande vitória da sua candidatura presidencial na primeira volta.

Num jantar que junta três centenas de pessoas na Lourinhã, distrito de Leiria, entre as quais o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, a ex-ministra Ana Jorge ou a economista Susana Peralta, Seguro começou o seu discurso com um apelo à mobilização dos seus apoiantes para a concentração de votos na sua candidatura.

"Porque não é indiferente quem ganha as eleições no domingo. Sabemos que há dois lugares, duas vagas para a segunda volta. E nós queremos estar, merecemos estar nessa segunda volta, mas não é indiferente para a democracia quem passa em primeiro", apontou.

Para Seguro, está é uma "questão muito simples".

"Ou passa em primeiro um democrata, ou passa em primeiro alguém da extrema-direita. E nós queremos que passe um democrata na primeira volta em primeiro lugar", salientou, sem nunca referir o nome de André Ventura diretamente.

Esta vontade de ficar em primeiro lugar já no domingo, segundo o candidato apoiado pelo PS, "é por amor a Portugal".

"É necessário essa mobilização para que de facto a esperança se concretize e nós possamos estar na segunda volta passando em primeiro lugar para garantir que há um democrata, que há um progressista e que há um humanista a disputar as eleições depois no dia 08 de fevereiro", enfatizou.

No discurso, Seguro voltou ao tema da saúde e insistiu no pacto que tem defendido para este setor.

"O que é custa sentarem-se em volta de uma mesa, definirem um plano com metas, com objetivos, com calendário, com medidas concretas, com orçamentos plurianuais que, independentemente de quem governa, se sabe que há um caminho e que há uma estratégia", questionou.

O ex-líder do PS prometeu empenhamento nesta matéria "a tempo inteiro" e deixou uma confidência.

"Porque se sair da Presidência da República ao fim de cinco anos e só tiver feito isso já me sinto feliz porque devolver essa capacidade de os portugueses terem cuidados de saúde a tempo e horas é uma missão nobre para um Presidente da República", apontou.

Para Seguro, "no estado de emergência em que o país está", nenhum chefe de Estado "pode voltar as costas aos problemas dos portugueses", prometendo que consigo "não haverá palavras sem consequência".

"Eu sinto que há um estado de emergência no nosso país, que há muita gente a desacreditar, desiludida. (...) As pessoas não vivem assim, as pessoas sobrevivem", lamentou.

O candidato aproveitou este tema para atirar aos "principais adversários" para quem esta situação "é completamente irrelevante".

"Porque lhes falta sensibilidade social. Pois aqui sobra-nos sensibilidade social e sobretudo muitos valores e muitas convicções para garantir essa dignidade às atuais e às futuras gerações do nosso país", condenou.

14.01.2026

Catarina Martins avisa que "sondagens não são votos" e reforça apelo ao voto por convicção

Catarina Martins apela ao voto por convicção

A candidata presidencial Catarina Martins avisou esta quarta-feira que "as sondagens não são votos" e voltou a insistir no apelo ao voto por convicção, defendendo só dessa forma a democracia "terá todas as soluções" numa eventual segunda volta.

"As sondagens não são votos. As pessoas vão votar e nós estamos a disputar a primeira volta das presidenciais. A força das ideias da primeira volta vai garantir as soluções de democracia também na segunda volta", afirmou.

Em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com o Conselho de Administração demissionário do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), Catarina Martins foi questionada sobre a sondagem que coloca André Ventura em primeiro lugar, muito próximo de António José Seguro e com João Cotrim Figueiredo em terceiro lugar.

Começando por afirmar que não comenta sondagens, a candidata às eleições presidenciais de 18 de janeiro sublinhou que o resultado eleitoral será decidido apenas no domingo e muita coisa pode mudar face à sondagem divulgada na segunda-feira.

"O que eu pergunto é quem é que vai defender o acesso à saúde, o salário digno, que as pessoas em Portugal tenham direito a uma vida que as respeite e que não estejam sempre com um nó na garganta, seja porque não sabem se vão ter médico, seja porque não sabem como vão pagar a fatura do supermercado", questionou.

14.01.2026

Ventura garante que quer usar magistratura de influência para mudar Constituição

Catarina Martins acompanha Ventura em campanha para eleições presidenciais

O candidato presidencial André Ventura disse esta quarta-feira que, se for eleito, irá usar a magistratura de influência para mudar a Constituição, assegurou que aquela lei fundamental "não é a Bíblia" e que o país tem de se adaptar.

"Eu quero mesmo mudar a Constituição. Eu não ando a esconder-vos nada. Eu quero mesmo mudar a Constituição e quero incentivar o país" a essa mudança, afirmou André Ventura, que falava aos jornalistas antes de uma arruada na zona de Caxinas, em Vila do Conde (distrito do Porto).

Para o candidato apoiado pelo Chega, o Presidente da República "tem uma magistratura de influência única".

Prometeu, por isso, que, caso seja eleito, irá usar o cargo para assegurar uma mudança da Constituição no Parlamento.

"Não é preciso os meus adversários andarem a dizer: 'Ele vai mudar a Constituição'. Ouçam, leiam os meus lábios: Vou, vou", vincou Ventura, que respondia ao candidato Gouveia e Melo que o acusava de querer alterar a lei fundamental da República Portuguesa.

Questionado sobre o porquê de querer incentivar uma mudança da Constituição, André Ventura considerou que aquele documento "não é a Bíblia".

"A Constituição é dos anos 1970, tem de mudar e tem de se adaptar ao país de hoje", disse, acusando os seus adversários de quererem "mandar o país para trás".

14.01.2026

Cotrim Figueiredo insiste que Montenegro "faria um serviço à Nação" se o apoiasse

Cotrim Figueiredo apela a apoio de Montenegro.

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo insistiu esta quarta-feira que o presidente do PSD, Luís Montenegro, "faria um serviço à Nação" se recomendasse o voto na sua candidatura, porque o que está em causa nestas eleições "não é uma brincadeira".

"O senhor presidente do PSD faria um serviço à Nação se recomendasse o voto na minha candidatura", persistiu o também eurodeputado, depois de manhã ter feito um apelo público a Montenegro para que recomendasse o voto em si para evitar ter um Presidente da República do PS ou Chega.

No final de uma visita à Queijadinha Pereira - Doçaria Conventual em Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, e embalado pelas últimas sondagens que o colocam em terceiro lugar na preferência dos eleitores, atrás de André Ventura e António José Seguro, respetivamente, Cotrim Figueiredo alertou que é importante que os portugueses percebam que só há três candidaturas com possibilidade de chegarem à segunda volta.

"António José Seguro, André Ventura e eu próprio", enumerou.

E questionou: "Pergunto aos portugueses que não querem ter uma escolha entre André Ventura e António José Seguro na segunda volta como é que vão fazer?".

14.01.2026

Jorge Pinto diz que Cotrim quer agradar a todos "menos aos colegas de partido"

Jorge Pinto diz que Cotrim quer agradar a todos 'menos aos colegas de partido'

O candidato presidencial Jorge Pinto disse esta quarta-feira que Cotrim Figueiredo quer agradar a todos "menos aos colegas de partido", sublinhando que se veem poucas pessoas da IL "ao seu lado", e pediu que as cartas sejam enviadas aos portugueses.

Em declarações aos jornalistas, após uma reunião com a administração do Hospital de Faro, Jorge Pinto disse que Cotrim Figueiredo devia escrever aos portugueses sobre "por que é que está confortável em ter André Ventura numa segunda volta" ou sobre como, enquanto Presidente da República, pretende defender um SNS público e de qualidade.

"Cotrim Figueiredo parece estar preocupado com tudo menos com escrever e falar diretamente aos portugueses que são quem merece as cartas que nós escrevemos", argumentou.

O candidato presidencial apoiado pela IL apelou publicamente a Luís Montenegro que recomende ao PSD o voto na sua candidatura para evitar que André Ventura ou António José Seguro cheguem à Presidência da República.

Para Jorge Pinto, esta nova missiva dá seguimento à tentativa de Cotrim Figueiredo de "agradar a gregos e troianos, se calhar a todos menos aos próprios colegas de partido", uma vez que "poucas pessoas da IL se veem ao seu lado".

O candidato à Presidência apoiado pelo Livre disse que um chefe de Estado deve ser "firme na vigilância do Governo", um contrapeso do executivo e "muito firme na defesa da Constituição", atributos que não vê em Cotrim.

14.01.2026

Ventura acusa Montenegro de querer ser o “salva boias” de Marques Mendes

O candidato presidencial André Ventura afirmou esta quarta-feira que Luís Montenegro, ao entrar novamente em campanha, procura ser “o salva boias” [salva-vidas] de Espinho para tentar ajudar a campanha de Marques Mendes.

“Lá tem que vir o salva boias, lá tem que vir o nadador de Espinho salvar a campanha do doutor Marques Mendes”, disse o candidato apoiado pelo Chega, numa referência ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que foi nadador-salvador durante a sua juventude.

André Ventura falava aos jornalistas em Vila do Conde, no distrito do Porto, reagindo ao anúncio feito pelo candidato presidencial Luís Marques Mendes, que disse que o primeiro-ministro estará hoje novamente na sua campanha.

Para o também presidente do Chega, a presença de Montenegro “é uma entrada desesperada”.

Considerou que o líder do Governo deveria evitar fazê-lo e questionou se esse apoio será sequer positivo para Marques Mendes.

“Eu não sei se é bom para Luís Marques Mendes que Montenegro venha a seu auxílio”, notou, afirmando que a saúde está num “caos” e que vários setores se queixam de um Governo que “não está a fazer nada por eles”.

Na sua perspetiva, a presença do primeiro-ministro na campanha mostra que Marques Mendes “é o candidato do montenegrismo”, vincando que não quer o apoio do Governo, mas dos “homens e mulheres comuns, que sabem o que é que a vida está a custar”.

14.01.2026

Mendes acusa Cotrim de "exibicionismo" e responde com nova presença de Montenegro hoje

O candidato presidencial Luís Marques Mendes acusou esta quarta-feira Cotrim Figueiredo de fazer "número político" e de exibicionismo com nova carta a Luís Montenegro, respondendo que o líder do PSD estará hoje novamente na sua campanha.

À chegada a Arcos de Valdevez (distrito de Viana do Castelo), o candidato apoiado por PSD e CDS-PP foi questionado pelos jornalistas sobre o apelo público lançado pelo candidato apoiado pela IL para que Luís Montenegro recomende ao PSD o voto na sua candidatura para evitar que André Ventura ou António José Seguro cheguem à Presidência da República.

"Acho que isto é um número político, é mais um número. Não é muito para levar a sério, portanto, não levo a sério. É um número político, é um exibicionismo, é um espetáculo", afirmou Marques Mendes, sem mais comentários.

O candidato acrescentou ter uma novidade para transmitir à comunicação social: "É que Luís Montenegro vai estar hoje na minha campanha. Luís Montenegro, às 18:00 horas, vai estar comigo a apoiar-me, como é normal e habitual e como já estava previsto, em Famalicão, às seis da tarde. Isso é que é importante", salientou.

Esta será a segunda participação do líder do PSD e primeiro-ministro na campanha de Mendes, depois de ter discursado no primeiro dia de campanha oficial, na Batalha.

14.01.2026

Gouveia e Melo manifesta-se angustiado com riscos de escolha de um mau Presidente

O candidato presidencial Gouveia e Melo manifestou-se esta quarta-feira angustiado com a escolha do próximo chefe de Estado, considerou Cotrim Figueiredo subserviente ao Governo e defendeu que votar André Ventura, "que não quer ser Presidente", é um desperdício.

Gouveia e Melo assumiu estas posições em declarações aos jornalistas, após ter visitado hoje de manhã o mercado de Alvalade, em Lisboa, que estava quase sem clientes.

O ex-chefe do Estado-Maior da Armada voltou a desvalorizar as sondagens que o colocam fora de uma segunda volta das eleições presidenciais, mas dramatizou quando deixou a seguinte mensagem: "Estou verdadeiramente angustiado com o que se passa, porque acho que podemos correr o risco de escolher um mau Presidente da República".

"E é isso que eu ponho na consciência dos portugueses. Quando falam em voto útil, por favor, não pensem em partidos", apelou.

Deixou a seguir uma farpa que, aparentemente, foi dirigida ao seu adversário António José Seguro: "As pessoas não devem confundir pose com a substância que é necessária na nova Presidência da República".

Interrogado sobre a possibilidade de o eurodeputado liberal passar à segunda volta das eleições presidenciais, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada voltou a atacar o neoliberalismo e defendeu uma economia com consciência social.

Criticou, depois, a iniciativa do seu adversário Cotrim Figueiredo de escrever ao presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro. Viu mesmo nessa atitude do eurodeputado liberal um dos riscos de Portugal ter um chefe de Estado com esse perfil.

"Não vou escrever cartas a primeiros-ministros para dizer que estou alinhado, porque isso mostra uma subserviência que não é boa na Presidência da República. O Presidente da República tem de ser verdadeiramente independente. Um Presidente não começa a dizer ao primeiro-ministro: eu vou ser subserviente", acentuou.

14.01.2026

Seguro pede concentração de votos para garantir "um democrata" na 2.ª volta

Seguro apela ao voto para garantir democrata na segunda volta das eleições

António José Seguro pediu esta quarta-feira aos portugueses que "evitem um pesadelo" nas eleições presidenciais de domingo e apelou à concentração de votos na sua candidatura para garantir que um democrata passe à segunda volta.

"Aquilo que eu peço a cada portuguesa e a cada português é que evitem um pesadelo. E, para evitarem um pesadelo na noite de dia 18 para dia 19, e dormirem bem, é garantir que um democrata possa passar à segunda volta, que é o meu caso", apelou o candidato presidencial apoiado pelo PS no arranque do dia de campanha durante uma visita ao mercado de Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa.

Um dia depois da sondagem que o coloca em segundo lugar, muito próximo do candidato apoiado pelo Chega, o pedido de Seguro foi para que os portugueses "pensem bem", porque defendeu que só um voto em si é que pode "eleger um Presidente democrata, moderado, que quer ser o Presidente de todos os portugueses e que é um defensor da Constituição da República".

"A minha responsabilidade é de apelar a cada portuguesa e a cada português para concentrar os votos na minha candidatura para que a democracia passe à segunda volta", referiu.

14.01.2026

Cotrim pede a Montenegro voto do PSD para evitar ter um PR do PS ou Chega

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo pediu esta quarta-feira a Luís Montenegro que recomende ao PSD o voto na sua candidatura para evitar que André Ventura ou António José Seguro cheguem à Presidência da República.

"Com sentido de responsabilidade, e sem querer menorizar a candidatura apoiada pelo partido liderado por vossa excelência, assim como pelo CDS-PP, venho hoje apelar ao voto do PSD na minha candidatura à Presidência da República", refere Cotrim Figueiredo num apelo público a Montenegro, presidente do PSD e primeiro-ministro.

O também eurodeputado exorta Montenegro a apostar na sua candidatura por estar certo de que, tal como ele, não deseja ver o candidato apoiado pelo PS, nem o candidato apoiado pelo Chega, líder do partido, no Palácio de Belém - residência oficial do Presidente da República.

O antigo líder da IL considerou que a sua candidatura é, hoje, a única capaz de impedir esse cenário.

"Como vossa excelência afirmou na passada semana: "Não podemos cair na armadilha de dispersar votos e ficarmos amarrados a não termos escolhas boas na segunda volta". Não poderia estar mais de acordo consigo. Está na hora de tomar a decisão consequente com as suas próprias palavras", insistiu.

Cotrim Figueiredo recordou que nas eleições autárquicas de outubro não hesitou em apoiar as candidaturas de Pedro Duarte, no Porto, e de Carlos Moedas, em Lisboa.

"Fi-lo por acreditar que era o melhor para os dois municípios em apreço e para as respetivas populações. Fi-lo, portanto, por considerar tratar-se do melhor para Portugal. Confiei no PSD", lembrou.

14.01.2026

Estudo do IPAM aponta Marques Mendes como candidato com menor tração digital

Marques Mendes é o candidato presidencial com menor tração digital, Ventura lidera em termos de escala, Seguro tem presença digital regular e Cotrim de Figueiredo combina exposição e envolvimento, segundo um estudo de dois professores do IPAM.

Os professores do IPAM Luís Bettencourt Moniz e João Andrade Costa analisaram a forma como os candidatos às eleições presidenciais de 18 de janeiro comunicaram nas principais redes sociais ao longo de dezembro.

A análise incidiu sobre 2.104 publicações nas redes sociais Facebook, Instagram e TikTok por oito candidatos: André Ventura, António Filipe, António José Seguro, Catarina Martins, Cotrim Figueiredo, Gouveia e Melo, Jorge Pinto e Luís Marques Mendes.

De acordo com as conclusões, há "uma clivagem clara entre candidatos que privilegiam escala e amplificação e aqueles que apostam na intensidade da relação com comunidades mais pequenas".

Os dados mostram "que volumes elevados de interações não correspondem, necessariamente, a maior envolvimento relativo, nem a uma ligação mais sólida com os seguidores".

Segundo o estudo, "Luís Marques Mendes surge como o candidato com menor tração digital", uma vez que, apesar de 226 publicações, "o 'engagement' [envolvimento] médio não ultrapassa os 4,9%, com cerca de 141 mil interações, o que indica dificuldades na mobilização da audiência e na criação de uma relação digital significativa.

André Ventura "lidera de forma destacada em termos de escala". As 372 publicações analisadas "geraram mais de 5,5 milhões de interações, o valor absoluto mais elevado do estudo". Contudo, "o 'engagement' médio fica-se pelos 1,9%, o mais baixo entre os candidatos, revelando uma relação menos intensa com audiências amplas, heterogéneas e fortemente polarizadas". Além disso, "o estudo aponta para uma mobilização sustentada no conflito, eficaz para amplificação, mas menos consistente na construção de envolvimento".

Por sua vez, António José Seguro "apresenta uma presença digital regular e pouco polarizadora". Registando 354 publicações, tem um "'engagement' médio de 4,8% e cerca de 482 mil interações" e a sua estratégia "assenta numa narrativa de estabilidade e confiança, sem picos de viralidade, mas com envolvimento consistente ao longo do mês".

João Cotrim de Figueiredo "consegue combinar exposição e envolvimento", com 215 publicações, regista um 'engagement' médio de 11,6% e ultrapassa 1,2 milhões de interações, "posicionando-se como um dos candidatos com melhor equilíbrio entre escala e intensidade da relação com o público", segundo a análise. "A sua comunicação beneficia da leitura mediática da campanha e da aposta na competição eleitoral, sem depender exclusivamente da polarização", lê-se no comunicado.

Ver comentários
Últimos eventos
Últimos eventos
Noticias Mais Lidas

Mais lidas

Publicidade
C•Studio