Lisboa fecha no vermelho em dia de perdas na Europa
Os novos ataques no estreito de Ormuz trouxeram pessimismo às praças europeias. BCP e retalho pressionaram índice nacional.
A bolsa de Lisboa fechou em baixa esta terça-feira, numa sessão de perdas para a maioria das praças europeias, com os novos confrontos no estreito de Ormuz a colocarem em causa o entendimento entre EUA e Irão.
O índice de referência nacional, o PSI, desceu 0,31% para 9.195,51 pontos, com 10 dos seus 16 títulos no vermelho.
Entre os pesos pesados, foram a Jerónimo Martins e o BCP que mais penalizaram. A retalhista desceu 0,64% para 18,60 euros, enquanto o banco caiu 0,59% para 0,9842 euros. O BCP ficou muito perto esta sessão de quebrar a barreira simbólica de 1 euro por ação, algo que não acontece desde 2015.
Também com perdas expressivas, a Sonae recuou 0,94% para 1,89 euros.
Contudo, foram a Altri e os CTT a situarem-se no topo da tabela vermelha, no dia em que ambas as cotadas entraram em ex-dividendo. Sob este efeito técnico, a papeleira recuou 5,92% para 4,93 euros, enquanto os correios perderam 3,98% para 6,15 euros.
Do lado dos ganhos, destaque para a Galp e as construtoras. A petrolífera somou 1,72% para 19,27 euros, num dia em que o crude recuperou nos mercados internacionais.
Já a Mota-Engil e a Teixeira Duarte ganharam 0,92% para 4,846 euros e 1,01% para 0,449 euros, respetivamente. A construtora liderada por Carlos Mota dos Santos anunciou na segunda-feira um contrato para a construção da primeira fase da "gigafactory" de Sines no valor de 207 milhões de euros.
Quanto ao grupo EDP, dividiu-se entre os ganhos da casa-mãe, que subiu 0,05% para 4,444 euros, enquanto a subsidiária EDPR cedeu 0,14% para 14,46 euros. Na segunda-feira, a EDP anunciou um acordo com a Appalachian Power, subsidiária da American Electric Power, para a construção e venda de um projeto solar nos Estados Unidos por cerca de 258 milhões de euros.
Notícia atualizada