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Francisco George: As pessoas não entendem que “o milionário paga mais no SNS”

Em entrevista à Antena 1, o director-geral de Saúde critica a relação entre a ADSE e o privado, que "desnatou" o Serviço Nacional de Saúde de médicos especialistas.

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Negócios jng@negocios.pt 13 de Abril de 2017 às 11:17
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Francisco George, director-geral de Saúde, considera que é importante explicar a todos os portugueses que a saúde não é paga de igual forma por todos, uma questão que é mal compreendida desde os tempos da fundação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com António Arnaut. "Nunca se conseguiu explicar", referiu em entrevista à Antena 1.

"Todos os impostos gerados por nós têm como destino financiar o Estado social na componente educativa e da saúde. É preciso que todos percebam que antes da prestação, a diferença de pagamento está nos impostos que se pagam. No acto da prestação o milionário pagará justamente o mesmo do que aquele que tem rendimentos mínimos", explicou. "Porque esse não paga IRS e o milionário paga. No acto da prestação é aparentemente gratuito para os dois mas efectivamente não é. Mas isto não é compreendido por todos".

A seis meses de deixar a direcção-geral de Saúde, o responsável critica a relação entre a ADSE e os privados que, na sua opinião, "desnataram" o SNS de médicos especialistas.


Sector privado “desnatou o Serviço Nacional de Saúde de médicos especialistas"
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A seis meses de deixar a Direcção Geral de Saúde por limite de idade, Francisco George, afirma em entrevista à Antena 1 que o privado "desnatou o Serviço Nacional de Saúde de médicos especialistas".


Lembrando que "há cada vez mais portugueses a preferirem os serviços privados", Francisco George realça que é "um ciclo difícil de interromper". "Tem a ver sobretudo com pagamentos por parte da ADSE a serviços privados que acabaram por ter efeitos negativos no SNS, por terem desnatado especialistas, médicos, enfermeiros", acusa.

Para o médico e epidemiologista "não faz sentido, mas é a realidade do país". "Isto tem outra implicação: a necessidade de reforçar o sector público da saúde", acrescenta.

Na mesma entrevista, Francisco George admitiu não compreender nem gostar de greves dos médicos, um dia depois de o sector ter emitido o pré-aviso de uma paralisação agendada para os próximos dias 10 e 11 de Maio.

"Não percebo. Não gosto da greve de médicos. Mas não posso falar nisso, porque são direitos que os médicos têm", afirmou.


Director Geral de Saúde “não percebe, nem gosta” da greve dos médicos
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O ainda Director Geral de Saúde Francisco George não se pronuncia sobre questões sindicais, mas não diz que “não percebe, nem gosta” na greve dos médicos que foi convocada para o próximo mês.


Sobre a actual legislatura, o director-geral de Saúde considerou que é mais "robusta" do que aquilo que seria esperado no início, em Novembro de 2015. "Estou convencido que esta legislatura pode ser útil até ao fim e que vai traduzir mais importância no que respeita à solução de problemas sociais", concluiu. 

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