Almofada das pensões valorizou 3,9% em 2025. Exposição a dívida tira quase 6 mil milhões desde 2018
O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) fechou o ano passado uma rendibilidade líquida de transferências de 3,92%, contribuindo para subir o valor do fundo para o máximo histórico de 41.946,97 milhões de euros, segundo noticia esta quinta-feira o Eco. Considerando as transferências recorde do saldo do sistema Previdencial da Segurança Social, o crescimento foi de 16%.
A ajuda à chamada "almofada" das pensões esteve no mercado acionista, de acordo com José Vidrago, gestor do fundo. “As ações voltaram a ser o ativo que mais contribuiu positivamente para o desempenho do FEFSS em 2025”, afirmou, em entrevista ao Eco, criticando a obrigatoriedade de metade do montante estar alocado a dívida pública portuguesa.
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"O facto de um investidor de longo prazo como o FEFSS ter a alocação que tem a dívida pública, e desde logo a exposição a dívida pública portuguesa, é, do ponto de vista de perfil risco-retorno, exagerado", referiu José Vidrago. De acordo com o responsável, o custo de oportunidade dessa limitação foi de 1,2 mil milhões de euros em 2025, ascendendo já a quase 6 mil milhões de euros desde 2018.
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