Ao minutoAtualizado há 29 min10h27

Bolsas europeias com subidas expressivas. Lufthansa dispara 8%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.
Bolsas europeias.
AP / Eduardo Parra
Negócios 10:20
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há 48 min.10h08

Europa aplaude fim da guerra no Irão "muito em breve". Lufthansa dispara 8%

Bloomberg

As principais praças europeias estão a negociar com ganhos avultados esta terça-feira, revertendo por completo a queda registada na sessão anterior e impulsionadas pela promessa de Donald Trump, Presidente dos EUA, de terminar a guerra no Irão "muito em breve". 

A esta hora, o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - segue a valorizar 2,29% para 608,53 pontos, com a banca, as companhias aéreas e as mineiras a registarem a maior recuperação entre os vários setores que compõe o índice. 

A queda nos preços do petróleo e dos gás natural registada esta terça-feira, face à expectativa de que o conflito não se vai estender no tempo, está a aliviar os receios dos investidores em relação a uma possível crise energética no mundo - que afetaria a Europa em particular, devido à sua dependência de energia externa. O mercado, que na segunda-feira chegou a ver o Banco Central Europeu (BCE) a subir os juros duas vezes este ano, está agora apenas a considerar um aperto da política monetária - e nem esse é certo. 

Com o conflito a entrar no décimo primeiro dia, os investidores aproveitam para respirar de alívio com a perspetiva do conflito acabar no curto prazo. No entanto, ainda existem várias questões em relação ao futuro do mercado petrolífero. Mesmo que a guerra acabe nas próximas semanas, ainda vai demorar algum tempo até à produção estabilizar e o Estreito de Ormuz voltar a registar o tráfego visto antes do conflito. 

"Estamos completamente perplexos com a volatilidade dos preços do petróleo",começa por afirmar Laurent Lamagnere, vice-presidente executivo da Alphavalue, citado pela Bloomberg. "É claro que há algum alívio esta manhã no mercado, mas acreditamos que os preços do petróleo permanecerão altos. Mesmo que Trump diga que a guerra pode acabar, não significa que vai realmente chegar ao fim", acrescenta. 

Entre as principais movimentações de mercado, as companhias aéreas EasyJet, Lufthansa e Air France-KLM avançam entre 3% e 8%. Por sua vez, a energética Equinor perde mais de 3%, depois de ter sido uma das principais beneficiárias da escalada dos preços da energia com o conflito no Médio Oriente. 

Já entre as empresas que apresentaram resultados esta semana, a Lindt & Spruengli afunda 9,38%, apesar de até ter registado um crescimento nas vendas em todas as geografias em que atua em 2025. No entanto, as previsões para este ano estão a desapontar os investidores. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganha 2,62%, o espanhol IBEX 35 acelera 3,20%, o italiano FTSEMIB valoriza 2,87%, o neerlandês AEX sobe 1,93%, enquanto o francês CAC-40 salta 1,89%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista ganhos de 1,8%.


09h31

Juros afundam na Zona Euro. Subida nas taxas de juro deixa de ser certa

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a afundar esta terça-feira, com a exceção da Alemanha que regista quedas mais modestas, num dia em que os mercados estão a reagir à promessa de Donald Trump de acabar com a guerra no Irão "muito em breve". O estalar do conflito no Médio Oriente levou os preços do petróleo e do gás natural a dispararem para máximos de 2022, deixando os investidores apreensivos em relação a uma nova crise energética no mundo - com especial impacto na Europa. 

O mercado ajustou as expectativas em termos de política monetária e chegou a incorporar nos preços uma subida de 25 pontos-base nas taxas de juro, pondo ainda em cima da mesa um possível segundo aumento. No entanto, agora que o conflito pode vir a terminar no curto prazo, os investidores já só estão a avaliar apenas um aperto na política monetária - e nem esse já é certo. 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a região, caem 1,9 pontos-base para 2,833%, enquanto a "yield" das obrigações francesas e das italianas com a mesma maturidade cedem 6,6 pontos para 3,438% e 8,3 pontos para 3,525%, respetivamente.

Pela Península Ibérica, mantêm-se os grandes alívios, com os juros da dívida soberana portuguesa a dez anos a caírem 6,2 pontos-base para 3,223%, enquanto os juros das obrigações espanholas com a mesma maturidade deslizam 5,7 pontos para 3,284%. 

Fora da Zona Euro, os alívios são ainda mais expressivos, com os juros das "Gilts" britânicas na maturidade de referência a afundarem 9,4 pontos-base para 4,550%. Depois de terem chegado a ver um aumento nas taxas de juro no horizonte, os investidores veem agora a possibilidade de o Banco de Inglaterra voltar a flexibilizar a política monetária. 

09h00

Dólar tropeça nas promessas de Trump de acabar com a guerra no curto prazo

Florian Gaertner/picture-alliance/dpa/AP Images

O dólar está a negociar em território negativo esta terça-feira, encaminhando-se para a terceira sessão no vermelho, pressionado pela promessa de Donald Trump de terminar a guerra no Irão "muito em breve". O estalar do conflito no Médio Oriente devolveu à "nota verde" o estatuto de ativo de refúgio predileto dos investidores, ultrapassando mesmo o ouro, com o mercado a antecipar uma pausa prolongada no corte de juros por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americano - que pode agora sofrer revisões. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da moeda face aos seus principais rivais - cede 0,60% para 98,5810 pontos, tendo acelerado quase 1% desde que os EUA e Israel atacaram o Irão há onze dias. O euro acelera 0,13% para 1,1651 dólares, enquanto a libra ganha 0,25% para 1,3471 dólares. Já a "nota verde" cede 0,18% para 157,38 ienes, depois de a economia japonesa ter crescido muito acima do esperado no quarto trimestre do ano passado. 

"Os mercados tiveram uma recuperação provisória devido aos preços mais baixos do petróleo, levando a um dólar americano mais fraco", explica David Forrester, estratega sénior do Credit Agricole, citado pela Bloomberg. No entanto, "o sentimento dos investidores vai permanecer frágil até que existam sinais mais claros de que a guerra está a chegar ao fim e/ou que o Estreito de Ormuz está a reabrir", acrescenta.

Desde que o conflito estalou no Médio Oriente, o tráfego neste ponto crítico do comércio global afundou quase na totalidade. Apesar de o Irão não ter fechado o estreito, o país atacou por diversas vezes petroleiros que estavam a utilizar a passagem, levando os EUA a prometerem a escolta da Marinha norte-americana às embarcações, com o objetivo de ajudar a conter a escalada nos preços do crude. 

08h29

Ouro apaga perdas da sessão anterior com conflito a encaminhar-se para o fim

Mike Groll/AP

O preço do ouro está a valorizar esta segunda-feira, impulsionado pela promessa de Donald Trump, Presidente dos EUA, de que a guerra no Irão estaria próxima do fim. Embora o metal precioso tenda a beneficiar de um aumento das tensões geopolíticas, os impactos do conflito nos preços da energia levaram os investidores a apostar numa pausa prolongada do corte nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana - o que é um fator de pressão para a matéria-prima. 

A esta hora, o ouro avança 0,78% para 5.179,27 dólares por onça, tendo chegado a crescer quase 1% e apagando por completo as perdas registadas na sessão anterior. Na terça-feira, e apesar de as hostilidades continuarem em força, o líder norte-americano referiu que o conflito acabaria "muito em breve" e anunciou uma série de medidas para conter os preços do petróleo - incluindo o alívio de sanções e a escolta de petroleiros no estreito de Hormuz por navios da Marinha norte-americana.

"Vimos o ouro a desempenhar o papel que normalmente desempenha em eventos de alto risco", explica Suki Cooper, diretora global de "commodities" da Standard Chartered Plc, numa entrevista à Bloomberg. "Inicialmente, um prémio de risco geopolítico pode fazer com que os preços do ouro subam, mas, quando há pressão para cobrir perdas, o ouro tende a ser um dos primeiros candidatos que os investidores consideram - especialmente quando tem tido um bom desempenho", acrescenta. 

Mesmo com todos os avanços e recuos registados este ano, que levaram o ouro a máximo históricos acima dos 5.600 dólares, o metal precioso continua com um saldo positivo em 2026. Há uma série de fatores que continuam a dar força aos preços da matéria-prima, incluindo as tensões comerciais entre os EUA e vários países, além das ameaças à independência da Fed. Mesmo assim, desde que o conflito estalou no Médio Oriente, o volume de ouro em fundos negociados em bolsa (ETF) diminiu em mais de 30 toneladas - a maior queda em mais de dois anos, indica a Bloomberg. 

08h29

Petróleo e gás afundam mais de 10% com Trump a prometer terminar guerra "muito em breve"

Jacob Ford / AP

O preço do petróleo no mercado europeu chegou a cair abaixo dos 90 dólares por barril esta terça-feira, enquanto o gás natural liquefeito (GNL) afundou mais de 16%, após a promessa de Donald Trump, Presidente dos EUA, de terminar a guerra no Irão "muito em breve". Após dez dias de conflito, o líder norte-americano acalmou os investidores ao dizer que a ofensiva no Médio Oriente até estava adiantada face ao cronograma inicial, introduzindo ainda algumas medidas para conter os avanços do crude. 

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07h53

Países do Médio Oriente cortam até 6,8 milhões de barris por dia na produção de petróleo

Quatro países da região do Médio Oriente já reduziram a produção petrolífera até 6,8 milhões de barris por dia. A informação é avançada pela agência de notícias financeiras Bloomberg, que cita uma fonte familiarizada com o processo.

O Kuwait terá reduzido a produção diária em 500 mil barris por dia, enquanto os Emirados Árabes Unidos reduziram a produção entre 500 mil e 800 mil barris por dia.

Os maiores cortes vêm da Árabia Saudita, que terá reduzido a produção entre dois milhões a 2,5 milhões de barris por dia, enquanto o Iraque já terá cortado a produção em até 2,9 milhões barris por dia.

Os cortes na produção acontecem numa altura em que os sistemas de armazenamento dos países começam a ficar cheios, devido à falta de escoamento através do Estreito de Ormuz.

Os números são avançados nesta terça-feira, num dia em que os preços do crude estão a reduzir de forma significativa, em reação à promessa do Presidente dos EUA de que o conflito irá terminar muito em breve.

07h41

Ásia celebra fim "muito em breve" do conflito. Europa aponta para ganhos de mais de 1%

e as perspetivas de um conflito com resolução no curto prazo estão a ser suficientes para devolver o otimismo aos mercados. As principais praças asiáticas celebraram a promessa e corrigiram das perdas avultadas da sessão anterior - uma tendência que deve ser seguida pela Europa, depois de as expectativas de um crise energética terem provocado um "sell-off" mundial. 

MSCI Asia Pacific Index - "benchmark" para a negociação asiática - acelerou 3,1% esta terça-feira, com as ações tecnológicas a liderarem as valorizações. Já os futuros do Euro Stoxx 50 apontam para uma abertura em alta, com ganhos superiores a 1%, num dia em que os investidores devem reavaliar a subida nas taxas de juro que já tinham incorporado nos preços - agora que o petróleo voltou a negociar em torno dos 90 dólares. 

Apesar de ter prometido que o conflito iria terminar "muito em breve", Donald Trump não antecipa que seja já esta semana. Nesta segunda-feira, uma série de países do Médio Oriente registaram ataques de drones e mísseis, a NATO intercetou um segundo míssil balístico do Irão que tinha a Turquia como alvo e Israel avançou com uma nova vaga de ataques contra Beirute e Teerão, naquele que foi o décimo dia de guerra. 

"Trump ter dito que a guerra está quase no fim está a ser interpretado por muitos participantes do mercado como um sinal de que os EUA estão à procura de algum tipo de saída [do conflito]", explica Graeme Miller, diretor de investimentos da Mercer Super, à Bloomberg. "Alguns dos cenários mais extremos e negativos são agora menos prováveis", acrescenta, referindo-se, por exemplo, à chegada do petróleo aos 150 dólares por barril. 

Neste contexto, as principais praças asiáticas conseguiram, em grande parte, reverter as perdas da sessão anterior, embora ainda estejam longe de negociar nos níveis registados antes do estalar do conflito. O sul-coreano Kospi liderou os ganhos diários, ao acelerar mais de 5% esta terça-feira, enquanto o chinês Hang Seng, de Hong Kong, cresceu 1,94%, o japonês Nikkei 225 saltou 2,88% e o australiano valorizou 1,09%. 

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