Idade legal da reforma mantém-se mas quem se reformar antes dos 66 sofre penalizações

A idade da reforma continua nos 65 anos. Com o agravamento do factor de sustentabilidade que está na calha, quem se reformar de Janeiro de 2014 em diante levará uma penalização maior ou, alternativamente, reforma-se mais tarde, confirmou hoje o Primeiro-ministro
Bruno Simão/Negócios
Elisabete Miranda 03 de Maio de 2013 às 20:24

A idade legal a que os pensionistas poderão aceder à reforma continua a ser de 65 anos, como até aqui. Contudo, se quiserem evitar o factor de sustentabilidade, que a partir de 2014 será recalculado, e agravado, os pensionistas precisarão de trabalhar mais tempo, confirmou hoje o Primeiro-ministro na sua comunicação ao País para anunciar as medidas de austeridade que se avizinham.

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Tal como o Negócios avançou na sua edição de hoje, o Governo vai avançar com uma revisão da fórmula de cálculo do factor de sustentabilidade, de modo a aumentar a penalização de todos os que se reformem de Janeiro de 2014 em diante.

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Esta revisão da fórmula de cálculo levará indirectamente a um aumento da idade da reforma para quem queira evitar a penalização. Contudo, como o Negócios escreveu hoje, trabalhar mais tempo continua a ser uma opção, não sendo imposto pelo Governo.

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Quem se reformou este ano já levou uma penalização de 4,78% no valor da sua pensão devido ao factor de sustentabilidade.

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Para anular este corte, quem tinha 65 anos e 40 de descontos teria de trabalhar até aos 65 anos e cinco meses. A intenção do Governo é alterar a fórmula de cálculo de modo a que estes 65 anos e cinco meses passem para os 66 anos já em 2014.

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O factor de sustentabilidade passará ainda a ponderar a evolução da "massa salarial da economia".

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