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Ao minutoAtualizado há 2 min08h41

Irão cria organismo para gerir tráfego em Ormuz. China diz que guerra é "ilegítima"

Acompanhe os desenvolvimentos desta quarta-feira do conflito no Médio Oriente. Dia vai ser marcado pela decisão americana de "pausar" a Operação Liberdade, que tinha como objetivo dar escolta militar a navios mercantes que atravessassem o estreito de Ormuz.

08:39
há 7 min.08h36

Irão cria novo organismo para gerir tráfego no estreito de Ormuz

Petroleiros no Estreito de Ormuz enfrentam disrupções; Irão é acusado de atacar embarcações

Irão criou um novo organismo para gerir o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma via estratégica por onde passava 20% do petróleo mundial antes de ser bloqueada, em resposta à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel.

Leia a notícia completa .  

há 5 min.08h38

China diz que guerra no Irão é "ilegítima" e cessar-fogo "necessário"

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, disse esta quarta-feira , em Pequim, ao seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, que a guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão é "ilegítima".

Na primeira visita do ministro iraniano à China desde o início do conflito, em fevereiro passado, o diplomata chinês afirmou que a declaração de um cessar-fogo é "necessária e inevitável", indicou a agência iraniana Tasnim.

Wang garantiu ainda que a região se encontra num "ponto de inflexão decisivo", durante o encontro, realizado uma semana antes da visita do Presidente norte-americano, Donald Trump, à China.

Pequim tem condenado repetidamente os ataques contra o Irão e pedido um cessar-fogo no Médio Oriente, assim como a livre navegação pelo Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 45% das importações chinesas de petróleo e gás.

O Governo chinês avisou recentemente, através do seu embaixador junto das Nações Unidas, Fu Cong, que a situação em torno do Estreito de Ormuz marcaria a agenda da visita de Trump caso a via permanecesse bloqueada por Washington e Teerão.

"Estamos dispostos a continuar os nossos esforços para reduzir as tensões", explicou agora o chefe da diplomacia chinesa, sublinhando a importância de "reuniões diretas entre ambas as partes".

07h08

Chefe da diplomacia chinesa reúne-se com homólogo iraniano em Pequim

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, reuniu-se esta quarta-feira em Pequim com o homólogo iraniano, Abbas Araghchi, noticiou a agência noticiosa oficial Xinhua, sem avançar detalhes.

Esta é a primeira deslocação de Araghchi à China desde o início da ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

A partir de Washington, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, manifestou esperança de que, durante a visita, Pequim reitere junto de Teerão a necessidade de aliviar o bloqueio no Estreito de Ormuz.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça-feira à noite uma pausa temporária nos esforços para escoltar navios retidos naquele estreito, para permitir avanços num eventual acordo para pôr fim à guerra com o Irão.

Numa publicação nas redes sociais, Trump indicou que a suspensão, iniciada na segunda-feira naquela via crucial para o abastecimento energético global, terá curta duração para avaliar a possibilidade de um acordo com Teerão. O líder norte-americano afirmou que a decisão foi tomada a pedido do Paquistão e de outros países, após o que descreveu como "grande sucesso militar" na campanha contra o Irão e "progressos significativos" rumo a um acordo final.

O Estreito de Ormuz, por onde transitavam grandes volumes de petróleo e gás antes da guerra, permanece com tráfego reduzido, com apenas dois navios mercantes a conseguirem atravessar até agora a rota, enquanto centenas continuam retidos no Golfo Pérsico.

Empresas de transporte marítimo mantêm reservas quanto à utilização da rota, devido aos riscos elevados numa via com cerca de 34 quilómetros e vulnerável a mísseis, veículos aéreos não tripulados ('drones'), minas e embarcações rápidas.

O Irão tem atacado navios que tentam atravessar fora do corredor sob o seu controlo, ao longo da costa norte, enquanto a rota aprovada pelos EUA passa por águas territoriais de Omã.

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