BCP com lucro recorde de 306 milhões até março
O BCP lucrou 305,8 milhões de euros no primeiro trimestre do ano. O valor representa uma subida de 25,6% face ao mesmo período de 2025 e é em grande medida explicada pelo resultado das operações internacionais, que subiu em flecha, disparando 65%.
A evolução aconteceu apesar do contexto geopolítico, que o CEO Miguel Maya classificou como "muito desafiante" na apresentação dos resultados. "Em termos globais a situação está mais complexa do que antecipávamos no final do ano passado. Somos surpreendidos com factos que causam perturbação na atividade económica em termos globais", realçou o presidente executivo do banco, cujo mandato será renovado até 2029.
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A rendibilidade do banco, medida através do ROE ("Return on Equity") foi de 15,9%.
O banco conseguiu mais uma vez contrariar a tendência do setor e melhorou a sua margem financeira, que com um aumento de 2,4% para 738,4 milhões de euros contribuiu para o aumento. Na operação doméstica subiu em flecha: rendeu mais 9,8% para 357,7 milhões de euros.
As comissões também ajudaram: renderam 218 milhões de euros, mais 8,2% do que no mesmo período de 2025. Em Portugal a subida foi ligeiramente menor: 7,1% para 133,9 milhões de euros.
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O produto bancário na operação portuguesa aumentou 15,8% para 575,7 milhões de euros.
Os custos operacionais também cresceram. Subiram 4,5% para 354,9 milhões de euros em termos consolidados e a mesma percentagem em Portugal, onde alcançaram 176,2 milhões de euros. O número de trabalhadores, no entanto, caiu de 6.229 em março de 2025 para 6.043 no mesmo mês deste ano. O banco tem agora menos 9 balcões que no período homólogo, num total de 388 agências.
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A operação em Portugal disparou, com o resultado doméstico a crescer 21,2% para 265,4 milhões de euros. O resultado líquido das operações internacionais registou um aumento de 65%, tendo ascendido a 77,7 milhões de euros. O polaco Bank Millennium rendeu mais 67,8% para 71,2 milhões de euros. Moçambique contribuiu com 5,5 milhões (mais 68,2%).
A carteira de crédito seguiu a tendência de subida verificada no setor, com uma subida de 7,2% para 63,4 mil milhões de euros em termos consolidados. Em Portugal subiu 9,6% para 43,9 mil milhões de euros. Este valor é composto por 22,3 mil milhões em crédito à habitação (mais 11,1% do que no período homólogo), 2,8 mil milhões em crédito pessoal (que comparam com os 2,6 mil milhões registados em março de 2025) e 18,8 mil milhões em empréstimos a empresas, acima dos 17,5 mil milhões verificados um ano antes).
O crédito malparado voltou a cair. O rácio NPE (sigla para a expressão inglesa "Non-Performing Exposures") desceu de 1,72% para 1,48%. Em Portugal está nos 1,7%. São 746 milhões de euros.
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Os recursos de clientes subiram 7,9% para 112,8 mil milhões de euros. Em Portugal o crescimento foi de 6,3% para 75,4 mil milhões.
Os depósitos a prazo consolidados cresceram 200 milhões de euros para 36,8 mil milhões, enquanto a carteira doméstica evoluiu 300 milhões para 26 mil milhões de euros.
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