Segurança Social paga mais de mil milhões a beneficiários que estão no estrangeiro
A despesa com prestações sociais para beneficiários que estão no exterior do país aumentou 4% em 2020.
Este aumento resulta da subida do valor das pensões e do maior número de pensionistas a viver fora de Portugal.
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Os dados da Direção-Geral de Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão da União Europeia, revelados ao Diário de Notícias, indicam que a despesa da Segurança Social com pensionistas e trabalhadores em mobilidade superou ligeiramente os mil milhões de euros, mais 43 milhões de euros do que em 2019.
No total, 85% desta despesa da Segurança Social foi paga a 284.894 beneficiários que trabalharam em Portugal, mas também emigraram na vida. Mais 2,4% de beneficiários face a 2019, a quem foi pago um total de 881,6 milhões de euros.
Estes beneficiários emigraram para um dos 31 países que compõem o espaço de reconhecimento de direitos de proteção social, os 28 Estados-membros da EU, a Suíça, a Islândia, a Noruega e o Liechenstein.
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Somam-se ainda 142,9 milhões de euros que foram pagos aos 64.056 pensionistas que vivem fora do país. Mais 29 do que no ano anterior e receberam em média 2.232 euros, acima dos 2.103 euros pagos em 2019.
Já as exportações das prestações pagas sobre direitos parentais ficaram em 436,6 mil euros. Menos 19% do que os cerca de 539 mil euros pagos no ano anterior.
Outras prestações, como abono de família, subsídios por incapacidade ou de educação especial, representaram um gasto de 8,2 milhões de euros, menos 8% que em 2019.
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