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Symington investe quatro milhões para concentrar produção de vinhos do Douro

O grupo centenário conhecido pelos vinhos do Porto vai construir até 2020 uma nova adega na Quinta do Ataíde para fazer a vinificação dos DOC Douro, em que pretende "reforçar o posicionamento".

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António Larguesa alarguesa@negocios.pt 22 de Fevereiro de 2018 às 17:32
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A Symington Family Estates vai investir mais de quatro milhões de euros na Quinta do Ataíde, localizada no concelho de Vila Flor, onde vai arrancar este ano a construção de uma nova adega que será "o local eleito" para a vinificação dos vinhos DOC Douro produzidos pela empresa.

 

A empresa detentora das marcas Altano ou Quinta do Vesúvio prevê concluir em 2020 a construção desta nova adega, que no início da actividade terá capacidade para engarrafar cerca de dois milhões de garrafas por ano. A relevância desta propriedade na produção de vinhos tranquilos de qualidade e a proximidade com as outras detidas pela família justificam o investimento nesta quinta do vale da Vilariça.

 

Com este investimento, a empresa liderada por Paul Symington, que emprega cerca de 400 pessoas, pretende "reforçar o seu posicionamento na oferta de vinhos DOC Douro". Um segmento que, apesar do crescimento nos últimos anos, ainda representa apenas cerca de 10% do volume de facturação do grupo nos vinhos, que ronda os 90 milhões de euros.

 

É no vinho do Porto, com as marcas Graham's, Dow's, Cockburn's e Warre's, que é feito o grosso do negócio desta empresa produtora de vinhos desde 1882, ano em que o bisavô do actual presidente executivo chegou à Invicta, com apenas 18 anos, para se tornar um negociante deste que continua a ser o mais famoso vinho português em todo o mundo. Em 2017, o Porto representou 40% das exportações totais de vinhos portugueses.

 

E é também no exterior, em mais de 80 países, que a Symington vende 90% dos vinhos que produz a partir das uvas cultivadas nas suas 27 quintas durienses – é aliás a maior proprietária de terras nesta que é a mais antiga região demarcada do mundo. Em 2016, o Reino Unido continuava a ser o mercado mais relevante, valendo um em cada quatro euros facturados.

 

Fora de Portugal, o grupo tem escritórios comerciais abertos em São Paulo, Xangai e Hong Kong – o primeiro deles abriu há mais de sete anos na região administrativa chinesa – e também duas empresas de distribuição no Reino Unido e nos Estados Unidos (em Portugal também tem actividade própria a este nível), dependendo de distribuidores locais para colocar os vinhos nos restantes países.

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